Jogue o caça palavras e encontre os termos associados à economia açucareira no Brasil Colônia.
Blog mantido para preservar o trabalho do Professor e Historiador Rodolfo Alves Pereira. O site mantém registros de algumas de suas publicações e trabalhos apresentados em Congressos e Eventos acadêmicos e Educacionais, nos quais deixou valiosas contribuições acerca da Metodologia e do Ensino de História na Educação Básica. Também contém registros de algumas de suas experiências didático-pedagógicas mais importantes, além de projetos desenvolvidos nas escolas onde atuou.
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6.11.21
17.6.16
[REVISÃO] Família real portuguesa no Brasil (1808-1821)
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Confira nos links abaixo slides sobre a matéria e um teste on-line para você verificar o que aprendeu!
Slides sobre o conteúdo, clique aqui.
Teste on-line, clique aqui.
6.12.14
Missão: colonização
Os alunos do 7º ano estão estudando a colonização do Brasil, levada a cabo pelos portugueses no início do século XV.
Nesse estudo, optamos pela estratégia didática tradicional: aula expositiva e dialogada + textos e atividades do livro didático.
Depois disso, partimos para o trabalho em grupo com o objetivo de confeccionar um Jogo de Tabuleiro sobre a Colonização. Esse foi o terceiro jogo que fizemos nesse ano e esse método de ensino, além de ter um caráter lúdico, tem dado bons resultados. Além disso, os jogos de tabuleiro, historicamente, fazem parte do lazer das sociedades humanas há pelo menos 7 mil anos, quando as primeiras partidas começaram a ser disputadas na Mesopotâmia e no Egito Antigo.
A turma 8 caprichou mais desta vez. No jogo que construíram, os jogadores tinham que escolher entre duas classes de personagens: Colono (esse quer riquezas e escravizar os índios) ou Missionário (um jesuíta interessado em catequizar as tribos indígenas).
A trilha percorre toda a costa brasileira e por ela havia obstáculos, perguntas, bônus e as tribos que deveriam ser colonizadas ou catequizadas em uma disputa de dados (como num jogo de RPG).
O mapa do Brasil do tabuleiro foi ilustrado tendo como referência um documento histórico do livro didático - o mapa "Terra Brasilis", desenhado em 1519 pelo cartógrafo Lopo Homem.
A imagem apresenta os índios cortando árvores de pau brasil, pássaros, plantas e animais considerados exóticos pelos europeus. Nas praias nota-se a chegada dos navios portugueses, os quais começavam a tomar conta do litoral.
O mapa do Brasil do tabuleiro foi ilustrado tendo como referência um documento histórico do livro didático - o mapa "Terra Brasilis", desenhado em 1519 pelo cartógrafo Lopo Homem.
A imagem apresenta os índios cortando árvores de pau brasil, pássaros, plantas e animais considerados exóticos pelos europeus. Nas praias nota-se a chegada dos navios portugueses, os quais começavam a tomar conta do litoral.
Confira o trabalho nas fotos abaixo:

Parabéns, turma!
1.9.14
Escravidão no Brasil: diferentes formas de exploração do trabalho escravo
Entre os séculos XVI e XIX, a mão de obra predominante na economia brasileira foi a escrava.
De acordo com o Historiador Jaime Pinsky, a escravidão "se caracteriza por sujeitar um homem ao outro, de forma completa: o escravo não é apenas propriedade do senhor, mas também sua vontade está sujeita à autoridade do dono e seu trabalho pode ser obtido até pela força." (PINSKY, 2000).
Dentre as principais atividades desempenhadas pelos escravos no Brasil no período colonial e imperial, temos:
De acordo com o Historiador Jaime Pinsky, a escravidão "se caracteriza por sujeitar um homem ao outro, de forma completa: o escravo não é apenas propriedade do senhor, mas também sua vontade está sujeita à autoridade do dono e seu trabalho pode ser obtido até pela força." (PINSKY, 2000).
Dentre as principais atividades desempenhadas pelos escravos no Brasil no período colonial e imperial, temos:
Escravo rural
Trabalhavam nas fazendas, cultivando cana de açúcar, tabaco, café e outros gêneros agrícolas. Nelas os escravos suportavam uma jornada diária de até 18 horas de trabalho. A rotina no campo era extenuante, pois os cativos sofriam muitos castigos físicos, viviam em condições precárias e ficavam a mercê da autoridade de seus proprietários.
Escravo de ganho
Atuavam no comércio urbano, a mando de seus senhores ou de suas senhoras.
Atuavam no comércio urbano, a mando de seus senhores ou de suas senhoras.
"Eles vendiam doces, refrescos, frutas, aves e ovos, roupas, chaleiras, velas, estatuetas de santos, poções de amor. Ou atuavam nos demais ofícios, como barbeiros, ferreiros, quitandeiros, parteiras, doceiras, mascates, lixeiros, carregadores. Transportavam tudo nos ombros e nos braços, até pessoas - brancos brasileiros e estrangeiros acomodados em cadeirinhas almofadadas. O dinheiro acumulado na prestação desses serviços podia um dia comprar a carta de alforria. " (Fonte: Guia do Estudante, acesso em 27 ago. 2014).
Escravo de aluguel
| Anúncio do jornal Diário de Minas (Janeiro de 1875). |
Como pode ser observado no anúncio acima, retirado de um jornal do século XIX, as empresas também procuravam escravos para alugar, tendo em vista que com a proibição do tráfico internacional de cativos a partir de 1850, era preciso buscar mão de obra internamente. Assim, foi comum os senhores de escravos alugarem seus cativos para particulares e até para órgãos governamentais, recebendo dinheiro por esta negociação.
Escravo das minas
| Mineração. Litogravura de Rugendas. 1827. |
Escravo urbano
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| Carregadores de água. Rugendas (século XIX). |
Os escravos das cidades viviam em condições um pouco melhores dos escravos do campo. Sua rotina era menos árdua, comiam melhor, tinham algumas regalias e mais facilidade para obter sua alforria (liberdade).
Mas a vida do escravo das cidades brasileiras não era nenhum "mar de rosas". Eles passavam por dificuldades e humilhações, como por exemplo ocorria com os tigreiros. Os “tigres”, escravos que na calada da noite transportavam barris com fezes e urina para jogá-los em praias e valas. Quando o nauseabundo carregamento transbordava, escorria pelos seus corpos formando listras que justificavam o apelido". (Fonte: Revista de História. Acesso em 27 ago. 2014).
Conclusão
Desde o início da colonização do Brasil o trabalho escravo foi uma constante em nossa História.
O trabalho compulsório foi imposto aos índios e aos povos africanos trazidos para cá. Essa forma de exploração humana iniciada por volta de 1530 só foi abolida em 1888, portanto durou mais de 350 anos.
O passado escravocrata deixou marcas em nossa sociedade, que são perceptíveis até os dias atuais, em manifestações de racismo, na desigualdade social, na exploração do trabalho e através de outros tipos de preconceitos relacionados aos índios e aos afroamericanos.
22.8.14
Ecos de um passado escravocrata
A partir da terceira década do século XVI, o tráfico de escravos africanos para o Brasil começou a ganhar uma forma definida. A colônia portuguesa passou a fazer parte de uma vasta rede comercial, cuja principal mercadoria eram homens, mulheres e crianças capturados na África para serem vendidos nas Américas, além da Europa e da Ásia, em menor número. Esse fenômeno é conhecido como Diáspora Negra, ou Diáspora Africana.
Só no Brasil desembarcaram mais de 4 milhões de escravos africanos. A viagem dos cativos era um sonho dantesco, como registrou o poeta Castro Alves. Ela começava nos portos de Luanda ou Benguela e durava entre 35 a 50 dias até chegar ao Rio de Janeiro ou Salvador.
Os negros viajavam em porões imundos e apertados, cerca de 30% dos cativos não resistia a viagem e morria vítima de desidratação, tifo e cólera.
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| Porão de navio negreiro (1835). Rugendas. |
No processo de captura do escravo foi muito comum a participação de príncipes e reis africanos que firmavam alianças com os traficantes europeus.
Os líderes africanos trocavam escravos, seus prisioneiros de guerras intertribais, para obter armas, roupas e outros artigos da Europa e de suas colônias.
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| Gravura de C. P. Speke. Século XIX. |
A origem étnica e cultural dos escravos era muito diversificada. Eles eram originários de várias e longínquas regiões da África (Observe o mapa acima e a variedade étnica - Sudaneses e Bantos). Alguns grupos praticavam a religião islâmica, outros as religiões tradicionais do continente, como o culto aos orixás. Os escravos da etnia dos malês, trazidos para a Bahia no século XIX, por exemplo, eram muçulmanos, e alguns sabiam ler e escrever na língua árabe.
Embora tenham sido submetidos ao trabalho forçado, os cativos lutavam para preservar sua cultura, suas memórias, suas crenças e seus costumes. O sincretismo religioso, por exemplo, foi uma maneira que os afroamericanos encontraram para cultuar suas divindades. Como seus rituais eram condenados por seus senhores e pelas autoridades católicas, eles associaram as entidades do Candomblé aos santos católicos para continuarem realizando seus ritos sem sofrer perseguição. Assim, na religiosidade afroamericana, São Jorge é cultuado como Ogum, Santa Bárbara é reverenciada como Iansã, dentre outros exemplos.
No vestuário, na alimentação, no vocabulário, nas danças, nos festejos, enfim "em tudo que é expressão sincera de vida, trazemos quase todos a marca da influência negra." (FREYRE, GILBERTO. Casa Grande & Senzala, 1933).
Observe nas imagens abaixo um pouco da influência africana em vários aspectos de nossa cultura.
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| Baiana preparando o acarajé, frito no azeite de dendê, cuja origem é africana. |
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| Prática do Candomblé (Bahia). |
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| Procissão da Congada. Festejo que exemplifica o Hibridismo, mistura de elementos da cultura cristã e africana. |
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| Olodum - grupo de percussão afro-brasileira. O som dos tambores e a dança são heranças culturais afroamericanas. |
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| Capoeira, uma tradição criada pelos escravos. |
3.5.14
Ciclos econômicos regionais e os espaços turísticos: O ouro e a estrada real
- A descoberta de ouro em Minas Gerais, no ano de 1693, marcou o povoamento do interior da Colônia portuguesa. Os limites do Tratado de Tordesilhas, fixados em 1494, foram ultrapassados pelos bandeirantes e Portugal ampliara os seus domínios na América.
- Milhares de pessoas, da Colônia e do Reino de Portugal, migraram para a região das Minas Gerais, na esperança de fazer fortuna com o ouro.
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| Lavagem do ouro (1820-1825). Rugendas. Os escravos realizavam as principais atividades da mineração. |
- Essas pessoas fixavam-se em Minas Gerais, abriam trilhas e picadas na mata, construíam estradas, como a Estrada Real (ER), cultivavam roças, fundavam vilas, cidades e erigiam igrejas.
| Cidade imperial de Ouro Preto. (1824). Rugendas. |
- As Minas Gerais cresciam, as vilas e os arraiais mineiros eram abastecidos pelos tropeiros, condutores de tropas de mulas e gado, os quais transportavam mercadorias e alimentos para as Minas. Os tropeiros, em suas viagens, interligavam as regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste.
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| Tropeiro transportando mercadorias (1832). Debret. |
| A culinária mineira é reconhecida nacionalmente devido a sua tradição e sabor inigualável. |
- A principal via que dava acesso às Minas era a Estrada Real (ver mapa abaixo), construída entre os séculos XVII e XIX. Ela ligava as regiões auríferas ao litoral da capitania do Rio de Janeiro, onde o ouro era enviado para Portugal.
- "Já nos primeiros anos do século XVIII pelo menos dois eram os caminhos oficiais que conduziam às minas de Minas Geraes. Mas também a esta época muitos eram os descaminhos do ouro e dos diamantes. Com o objetivo de evitá-los, determinou o governo da metrópole, por meio de Ordem Régia, a necessidade de que todo o ouro e os diamantes produzidos nas MINAS GERAES deixassem a região apenas por caminhos oficiais, que a partir de então passaram a ser vigiados e receberam a denominação de Estrada Real. Portugal determinou ainda que fossem erguidos registros ou postos de controle nos pontos em que as Estradas Reais cruzassem as fronteiras entre capitanias para as necessárias cobranças de impostos pela circulação de mercadorias e de escravos. Assim, foram criados inúmeros registros entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo".CALAES, G. D., FERREIR, G. E. A Estrada Real e a transferência da corte portuguesa: Programa Rumys – Projeto Estrada Real . Rio de Janeiro: CETEM / MCT / CNPq / CYTED, 2009. p. 8-9. (Disponível on-line em http://www.cetem.gov.br/files/docs/livros/2009/Livro%20Estrada%20Real%20completo(Calaes%20e%20Gilson).pdf acesso em 04 mai. 2014).
- Como podemos perceber, a partir da leitura do trecho acima, o objetivo da estrada Real era acelerar o escoamento seguro do ouro e evitar o seu contrabando por outras trilhas.
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- "O Eixo principal da ER passa por 87 cidades e distritos – 76 em Minas Gerais, 3 em São Paulo e 8 no Rio de Janeiro – e tem mais de 1,6 mil quilômetros de extensão e mais de 80 mil quilômetros quadrados de área de influência." (http://www.estradareal.tur.br/ acesso em 03 mai. 2014).
- Atualmente, a Estrada Real é um roteiro turístico bastante concorrido com inúmeros atrativos culturais, históricos, naturais e gastronômicos. (Veja uma galeria de fotos dos lugares da ER, clicando aqui).
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| Os locais cortados pela ER recebem um marco de pedra, como esse acima. |
- As cidades do circuito do Ouro (ver mapa abaixo), em Minas Gerais, são legados do passado colonial. Todo esse patrimônio Histórico, Artístico e Cultural atrai inúmeros visitantes e emociona os turistas.
- O que encontramos no Circuito do Ouro? "Por aqui estão espalhadas esculturas de Aleijadinho, pinturas de Mestre Athayde, exuberantes obras barrocas, valiosos museus, sítios arqueológicos, além dos segredos da nossa história e cultura, ditos nos versos dos poetas e representado nas manifestações culturais. Circuito do Ouro, ouro de Minas, Minas de tradição, hospitalidade, tranquilidade, variada gastronomia, música e poesia." (http://www.circuitodoouro.tur.br/ acesso em 03 mai. 2014).
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| Conheça mais da História de Minas Gerais visitando o circuito do ouro. |
Assista ao vídeo e conheça mais das belezas da Estrada Real.
8.7.13
Teste On-line: A Família Real no Brasil
Sabe tudo sobre a vinda da família real portuguesa para o Brasil? Então faça o teste do Blog e mostre do que é capaz!
21.4.13
Feriado de 21 de Abril
Hoje é feriado nacional, você sabe por que? A folga em todo país é uma homenagem ao sacrifício de Joaquim José da Silva Xavier - o Tiradentes. Ele foi enforcado e esquartejado nesse dia, no ano de 1792, por ter envolvimento com a Conjuração Mineira.
| "Martírio de Tiradentes" (1893), óleo sobre tela de Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo |
No século XVIII o Brasil era uma colônia de Portugal, fornecedor de matérias primas, comprador de bens manufaturados e pagador de impostos dos portugueses.
A descoberta de ouro no interior da colônia no século XVII, provocou um grande fluxo migratório de colonos e imigrantes portugueses para a região das Minas Gerais. Todos estavam esperançosos com a possibilidade de enriquecer com o "suor do sol", expressão que os Incas utilizavam para designar o ouro.
| O ouro era obtido de duas formas: Aluvião, encontrado no leito dos rios, e escavando as montanhas. |
A mineração e o grande número de migrantes, escravos e comerciantes deu origem a diversos núcleos urbanos, que eram construídos ao sabor da topografia e da natureza das Gerais.
Vila Rica, atual Ouro Preto, foi um desses núcleos. Cidade importante, era a capital das Minas Gerais, sede do governo e das autoridades coloniais que fiscalizavam a produção aurífera e cobravam os impostos que eram remetidos para a Coroa Portuguesa.
Portugal esperava receber 100 arrobas de ouro anuais dos mineiros. Contudo, a queda da mineração com o passar dos anos dificultava o cumprimento dessa meta. Os portugueses pensavam que os mineiros não conseguiam pagar os impostos, devido ao contrabando do ouro, por isso intensificavam a cobrança sobre a população colonial.
| Produção de ouro nas Minas Gerais | |
| 1697 1699 1705 1715 1739 1744 1754 1764 | 115 Kg 725 Kg 1,5 Ton 6,5 Ton 10 Ton 9,7 Ton 8,8 Ton 7,6 Ton |
Fonte: http://www.idasbrasil.com.br/idasbrasil/geral/port/ouro.asp Acesso em 21 abr. 2013.
Foi justamente o excesso de cobrança e pressões das autoridades que levaram alguns membros da elite mineira a se rebelarem contra o jugo colonial. Nesse sentido, contratadores, intelectuais, religiosos, militares e fazendeiros se uniram para planejar a libertação de Minas Gerais. O alferes, uma patente mediana da carreira militar, Joaquim José da Silva Xavier, era um dos revoltados com a opressão portuguesa, por isso juntou-se aos inconfidentes para participar do movimento emancipatório.
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| O alferes Joaquim José da Silva Xavier, apelidado de Tiradentes, pois costumava exercer o ofício de dentista. |
As reuniões para planejar a revolta ocorriam secretamente, nas casas das pessoas envolvidas. Um trecho do poema Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles (1953) dá o tom de como era o clima desses encontros:
Atrás de portas fechadas,
à luz de velas acesas,
entre sigilo e espionagem,
acontece a Inconfidência.
E diz o Vigário ao Poeta:
“Escreva-me aquela letra
do versinho de Virgílio...”
E dá-lhe o papel e a pena.
E diz o Poeta ao Vigário,
com dramática prudência:
“Tenha meus dedos cortados
antes que tal verso escrevam...”
LIBERDADE, AINDA QUE TARDE,
ouve-se em redor da mesa.
E a bandeira já está viva,
e sobe, na noite imensa.
E os seus tristes inventores
já são réus — pois se atreveram
a falar em Liberdade
(que ninguém sabe o que seja).
Através de grossas portas,
sentem-se luzes acesas,
— e há indagações minuciosas
dentro das casas fronteiras.
“Que estão fazendo, tão tarde?
Que escrevem, conversam, pensam?
Mostram livros proibidos?
Lêem notícias nas gazetas?
Terão recebido cartas
de potências estrangeiras?”
(Antiguidades de Nîmes
em Vila Rica suspensas!
Cavalo de La Fayette
saltando vastas fronteiras!
Ó vitórias, festas, flores
das lutas da independência!
Liberdade – essa palavra,
que o sonho humano alimenta:
que não há ninguém que explique,
e ninguém que não entenda!)
E a vizinhança não dorme:
murmura, imagina, inventa.
Não fica bandeira escrita,
mas fica escrita a sentença.
Capturado em: http://guiadoestudante.abril.com.br/estude/literatura/materia_417372.shtml acesso em 21 abr. 2013.
Como podemos notar, o poema menciona o risco da espionagem dos vizinhos que poderiam denunciar, a qualquer instante, as pessoas que se reuniam para tramar a revolta. Nos encontros dos inconfidentes eles discutiam temas internacionais, como as ideias Iluministas que afloravam na Europa e a Independência dos E.U.A (1776), por meio de livros e jornais.
As ideias estrangeiras influenciaram os conjurados, que pretendiam declarar Minas Gerais independente de Portugal, quando o governador das Minas, Visconde de Barbacena, declarasse a derrama, isto é, a cobrança dos impostos atrasados de todas pessoas que deviam à Coroa. Em alguns casos, a força policial era utilizada para confiscar os bens dos devedores que não pagassem os impostos.
Dentre os planos dos conjurados, os principais eram:
O ano era 1789, e a revolta iria eclodir. Os conjurados esperavam receber o apoio da população à causa da Independência, entretanto a ideia fracassou.
Dentre os planos dos conjurados, os principais eram:
- proclamação da república;
- mudança da capital para São João Del Rey;
- fundação de uma Universidade em Vila Rica;
- manutenção da escravidão.
O ano era 1789, e a revolta iria eclodir. Os conjurados esperavam receber o apoio da população à causa da Independência, entretanto a ideia fracassou.
Um dos conjurados, Joaquim Silvério dos Reis, traiu seus companheiros, delatou os planos dos revoltosos para as autoridades coloniais, em troca do perdão de suas dívidas com a Coroa.
As forças policiais agiram rapidamente, prendendo todos os envolvidos no planejamento da revolta. Os inconfidentes, traidores da coroa, foram julgados e condenados a prisão e ao degredo. Tiradentes foi o único condenado a morte. Sua execução aconteceu no Rio de Janeiro, em 21 de abril de 1792. Seus restos foram espalhados pelo caminho do ouro, para servir de exemplo aos demais colonos, para que não se levantassem contra a metrópole portuguesa.
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| Portinari, Candido Tiradentes (painel - detalhe) , 1948 - 1949 têmpera sobre tela |
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30.3.13
Malhação de Judas - uma herança colonial
No sábado de aleluia, aquele que antecede a Páscoa, em diversas cidades do Brasil, a malhação de Judas é uma tradição nas comunidades católicas.
O ato representa o dia da morte de Judas Iscariotes, o discípulo que traiu Jesus Cristo.
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| Malhação de Judas no Brasil - Debret - Século XIX |
Essa prática cultural chegou ao Brasil pelos colonizadores portugueses, que trouxeram essa tradição religiosa da Europa para as terras brasileiras.
Interessante notar que com o passar dos anos, a malhação de Judas continua a existir, mas ganhou um sentido político. Os bonecos feitos de jornal, pano e serragem começaram a simbolizar personagens públicos e políticos brasileiros, que não agradam o povo.
Seus nomes são pregados na roupa do boneco, até o momento em que ele começa a receber golpes da multidão ou é consumido pelo fogo.
Na foto abaixo, tirada hoje em Brasília e reproduzida no site da Folha de São Paulo, o boneco de Judas representava o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), acusado de defender ideias homofóbicas.
| Crianças atacam o boneco de Judas, que representa o deputado Marco Feliciano. |
A tradição descrita acima reforça o quanto a História está em nosso presente, faz parte de nossos dias, e as vezes, nem percebemos que agimos de forma semelhante a pessoas que viveram muitos séculos antes de nós.
E na sua cidade, quem foi o personagem público escolhido para ser o Judas?
10.11.12
O início da colonização portuguesa no Brasil
Os alunos do 7º ano do CIEP 280 estão estudando como começou a colonização do Brasil pelos portugueses.
Aprendemos que, nas primeiras décadas do século XVI, os portugueses deram pouca importância para a América, pois estavam muito ocupados com o lucrativo comércio das especiarias no Oriente.
Contudo, a presença de navios de outros países como, por exemplo, da França, no litoral do Brasil, alertaram os portugueses para o risco de perder suas terras.
A partir de então os lusitanos começaram a fundar feitorias para policiar o litoral brasileiro, além de enviarem expedições colonizadoras para guarnecer a costa, ocupar as terras e evitar que elas fossem invadidas e tomadas pelos concorrentes europeus.
Nesse sentido, em 1531 chegou ao Brasil Martim Afonso de Sousa, um nobre português, que comandava uma expedição com cinco navios e mais de 400 homens. Além de explorar a costa brasileira. Martin Afonso de Sousa fundou a primeira vila portuguesa no Brasil - São Vicente, no litoral de São Paulo.
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| Fundação de São Vicente (1900) - óleo sobre tela de Benedito Calixto. Museu Paulista-SP |
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| São Vicente atualmente. Um belo local para se visitar! |
O nobre português também trouxe para a colônia as primeiras mudas de cana de açúcar, que posteriormente seria amplamente cultivada no Nordeste brasileiro.
O pau-brasil, árvore que crescia abundantemente ao longo do litoral brasileiro, foi a primeira atividade econômica explorada pelos portugueses. Eles forneciam quinquilharias (espelhos, facas, miçangas, pentes e anzóis) para os índios, em troca de que esses cortassem as árvores e as levassem até os navios.
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| Desmatamento - foi uma das consequências da exploração do pau-brasil, árvore da qual os portugueses extraíam tinta vermelha usada para tingir tecidos. |
Para promover com mais intensidade a ocupação dos territórios na América portuguesa, o rei de Portugal adotou, em 1534, o sistema de Capitanias Hereditárias, o qual consistia em ceder faixas de terras para nobres, militares e comerciantes portugueses interessados em povoá-las. Com essa medida, a Coroa esperava colonizar suas terras e arrecadar impostos dos colonos.
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| Será que os povos indígenas que viviam no Brasil gostaram das Capitanias Hereditárias? |
O sistema de capitanias não funcionou bem, devido a falta de investimentos dos capitães donatários (pessoas que recebiam as capitanias do Rei) e aos conflitos com os índios, que não aceitaram a ocupação de suas terras e nem o trabalho escravo.
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| Índios em luta contra os europeus. A colonização não ocorreu pacificamente. |
Com o fracasso do sistema, a coroa nomeou um governador-geral, para representar o Rei na colônia, a partir de 1548. O governador tinha como principais atribuições administrar a colônia, aplicar a justiça, procurar por metais precioso, dentre outras.
O primeiro governador-geral foi o militar português - Tomé de Souza - que chegou no Brasil em 1549, mesmo ano em que fundou Salvador, que se tornou a sede da Administração na colônia.
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| Tomé de Souza chega ao Brasil em 1549, para administrar a colônia portuguesa. |
O governador fundou vilas, fortes e prédios administrativos. Ele trouxe consigo Jesuítas, ordem religiosa que tinha o objetivo de catequizar os nativos, que o ajudaram a pacificar os índios. Após a paz, índios e portugueses retomaram a prática do escambo (troca de mercadorias por). Tomé de Souza restringiu a escravidão somente aos indígenas que resistissem à colonização. Seu mandato durou até 1553, quando foi sucedido por Duarte da Costa.
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