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17.11.15

Abastecimento de água em Carmo (RJ): um problema histórico

Nos dias atuais, o Brasil está vivendo uma acentuada crise hídrica. A escassez de chuvas e o mau uso dos recursos hídricos está colocando em xeque a disponibilidade de água para as pessoas.


Reservatório Cantareira (SP).

Aqui no Carmo (RJ) não é diferente, as autoridades municipais já alertaram a todos de que, se a chuva não vier, teremos racionamento de água, o que acarretará inúmeros transtornos para a sociedade.

A questão hídrica em nosso município não é coisa recente, desde o final do século XIX Carmo sofria devido à inadequação do abastecimento de água, o "fluido vital por excellencia..." (p. 132).

Analisando o Almanach do Carmense (1888) do periódico Carmense, fundado e editado por Domingos Mendes da Piedade em 1887, o qual circulava na Villa do Carmo, encontramos algumas referências sobre a questão da água na localidade.




Na página 83 do referido documento, destacamos o seguinte:

"Existe na Villa do Carmo um encannamento de agua e um chafariz com quatro torneiras, na Praça da Matriz, cujo encannamento não é sufficiente hoje para a população e tem alem d'isso seus materiaes estragados". (p. 83).

Naquela época, conforme revela a publicação, viviam na vila 10564 pessoas (p. 80). O trecho acima nos permite imaginar as dificuldades que todos enfrentavam para conseguir água com apenas um chafariz e quatro torneiras. 

Mais adiante, o Almanach denuncia a precariedade em que se encontrava a tubulação responsável pela captação da água.

"... encannamento, já muito deteriorado, por sua pouca profundidade no seio da terra, unico elemento que mal o resguarda contra os instrumentos aratorios, e tambem do vandalismo..." (p. 131). 

Note que o cano ficava enterrado numa pequena profundidade que lhe deixava exposto às ferramentas de arar a terra (enxadas e arados de ferro), tendo em vista que ele deveria cruzar propriedades e campos agrícolas, e também estava sujeito à ação dos vândalos.

Como consequência dessa instalação imprópria, o encanamento vivia danificado e resultava em "falta d'agua, que faz o martyrio dos povos." (p. 131). A falta de água prejudicava o desenvolvimento econômico e social e, distribuída sem qualidade por conta dos canos danificados, afetava a saúde das pessoas, provocando surtos de doenças e, certamente, queda da produtividade no trabalho.

A publicação exalta, com alívio, que a situação melhoraria quando o projeto de um novo aqueduto se concretizasse e mais torneiras fossem instaladas em vários pontos da vila. A obra prometia "a accumulação de mais algumas fontes do elevado manancial, ..." (p. 131) disponível nas terras carmenses.
Perceba que o problema não era a falta de água em si, mas sim de captação e de investimentos públicos necessários para solucionarem a limitação da distribuição do precioso líquido.

O editor prossegue, e sustenta que a instalação de novos equipamentos para captar e distribuir água na Vila "vae collocar a povoação superior aos lugares mais recommendados da Provincia" (p. 133) do Rio de Janeiro, afinal todos teriam mais qualidade de vida, saúde e disposição para o trabalho.


A edição de 1891 do Almanach destaca a localização da nascente d'água que abastece a cidade, a qual estava situada a 130 metros acima dos bambus da fazenda da Conceição, e também do reservatório municipal, instalado a 40 metros acima da praça da matriz (p. 157-158).   

Considerando o exposto, a exemplo do que ocorreu no passado, quando nossos predecessores enfrentaram dificuldades de abastecimento, hoje, em meio a uma crise ambiental, devemos nos preparar para enfrentar a escassez de água e nos conscientizarmos de que o recurso não é inesgotável, por isso precisa ser utilizado racionalmente.

O uso racional da água passa por uma série de mudanças de atitudes, tais como o fim do desperdício, melhor planejamento das políticas públicas para o setor e redução da agressão ambiental, pois o rápido crescimento populacional e a urbanização poluem os rios e mananciais, comprometendo o acesso à água e, consequentemente, o futuro da vida.



Fontes primárias consultadas

Almack do Carmense, ano de 1888 e de 1891.

Disponível on-line em: http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/

28.1.15

Patrimônio natural em perigo

Hoje visitamos um dos mais importantes atrativos naturais de Leopoldina - a Cachoeira Poeira d'água, situada no distrito de Piacatuba.


Cachoeira Poeira d' água. Mesmo com baixo volume, a queda d'água é refrescante e maravilhosa (Acervo do autor).

A cachoeira continua linda como sempre. Fazia muito tempo desde que a visitei pela primeira vez e, hoje, fiquei um pouco chocado com a realidade encontrada no local.

Por todo canto, na terra, entre as pedras e nos cursos d'água, há muito acúmulo de lixo: garrafas pet, sacolas plásticas, papel, latas de refrigerante, canudos, chinelos, cigarros, embalagens de biscoitos etc e etc.




Mesmo tendo grandes lixeiras na área que dá acesso à cachoeira, o lixo é jogado, insistentemente, fora do local adequado e largado nas áreas de lazer, reservadas para os visitantes se banharem e se refrescarem. Isso demonstra total falta de educação, civilidade e consciência ambiental de certas pessoas que frequentam o lugar.


Em uma das pedras há espaços que se assemelham a caixas de gordura residenciais, destoando da natureza do lugar.

Fato é que todo o lixo acumulado na Poeira d'água só servirá para gerar três consequências negativas:
  1. Degradar o meio ambiente;
  2. Repelir turistas;
  3. Trazer prejuízos econômicos para o comércio local.
Lamentável, pois o lugar é um dos símbolos de Leopoldina e de nossa região. Se ele continuar sendo tratado com descaso, como ficará um dos nossos cartões postais mais belos e atraentes?

6.5.14

Turismo e recursos naturais

Os alunos do 1º ano (turma 5) estão estudando a disciplina "Meio Ambiente e turismo: Espaço, paisagem e território".

O estudo dessa matéria tem nos mostrado o quanto é estreita a relação entre turismo, recursos naturais e o meio ambiente.

Após a leitura de um trecho do livro - Ética, meio ambiente e cidadania para o Turismo (2007), sugerido pela Especialista em Educação da escola, fizemos um levantamento dos recursos naturais existentes na cidade que exercem alguma atração turística. 
Depois disso, os alunos, em pequenos grupos, realizaram uma atividade, cuja finalidade foi elaborar formas de divulgação e promoção desses recursos de modo a despertar o interesse das pessoas em visitá-los.

Vamos ver os atrativos que nossos alunos listaram e, com muita competência, promoveram.

  • Quésia e Renata produziram um pequeno cartaz, mesclando texto e imagem dos locais escolhidos pela dupla - o Morro do Cruzeiro e as Minas d'água da Taboquinha e Boca de leão. (Clique sobre o cartaz para aumentar).

As autoras desse belo panfleto foram as alunas Quésia e Renata!

  • A aluna Ylebiam descreveu em tom poético as belezas da cidade e da região:
"Em Leopoldina, Minas Gerais, temos vários recursos naturais turísticos, como o Morro do Cruzeiro e sua vegetação incrível, aves nativas e uma bela vista das montanhas e dos vales.
Em Piacatuba, distrito de Leopoldina, temos a Poeira D'água, uma cachoeira maravilhosa e exuberante. Nesse distrito, localiza-se a Usina Maurício, um ótimo lugar para passear e curtir uma folga com sua família.
A cachoeira mais famosa de Piacatuba.
Essas são algumas das belezas naturais de nossa cidade e região, venha conhecê-las você também!"

  • Já a equipe formada por Lucas, Ramon e Humberto foi mais econômica nas palavras, mas listaram um ponto importante, lindo e que poderia receber mais atenção das autoridades municipais - o Horto Florestal.

"É um local onde se pode apreciar o meio ambiente e algumas espécies da fauna e da flora  típicos do bioma da Mata Atlântica. O lugar é uma boa opção de diversão, descanso e também para a prática de atividades físicas."
Vista parcial do Horto. http://hortoflorestalleopoldina.blogspot.com.br/p/sobre-o-parque.html


Muito bom, pessoal! Continuem se dedicando nos trabalhos para colherem bons frutos.

22.5.12

O que se vê em um ponto turístico de Leopoldina...

Para chegar a um dos locais mais belos e visitados de Leopoldina, o alto da Chácara Dona Euzébia, é necessário ultrapassar diversos obstáculos, como por exemplo, os buracos do trajeto...



Vencido os buracos, você chega ao topo, onde, como recompensa, é possível respirar ar puro, ouvir o canto dos canários e o gorjear das exuberantes maritacas verdes.

A caminhada torna-se ainda mais agradável e relaxante pela contemplação da vista de grande parte da cidade,


 ... ou das montanhas que circundam nossa região.


Os visitantes não se cansam de exaltar Rá, para os egípcios, Apolo para os helenos, Tupã para os índios ou Sol, segundo os astrônomos. Nesse lugar cada por do sol é único, peculiar...

O crepúsculo forma uma aquarela inigualável e anuncia a chegada da noite, quando o astro rei cede espaço para a Lua e as estrelas. Observar o horizonte e vivenciar essa atmosfera é uma terapia natural.

Mas não se engane, toda a beleza proporcionada pelo local convive, forçosamente, com uma das piores ações humanas, a degradação, o descaso e a irresponsabilidade para com o Meio Ambiente.
Ao longo do percurso até o topo é comum encontrar toda sorte de lixo.


Embalagens de cigarro...



Garrafas pet, plásticos, embalagens de biscoitos, balas, chocolates. (Atenção, leitor (a), apesar dos indícios, você não está em um setor de guloseimas do supermercado e também não está em um lixão, a descrição e imagem são de uma via/local pública...)



Litro de álcool, que pode facilmente causar um incêndio, devastar o pasto, destruir os arbustos onde os pássaros constroem os seus ninhos.


Óleo de veículos, material inflamável e também poluente.

Não estamos na Palestina, a terra Santa onde brota leite e mel, mas aqui, ao pé dos arbustos, encontramos moedas e um altar para rituais religiosos.

Em um breve passeio, munido de celular com câmera fotográfica, registramos um pouco da beleza do lugar e também a triste realidade da destruição do Meio Ambiente por nós, seres humanos.

Quem joga todo esse lixo no local? Onde está a consciência e a educação das pessoas?
O local é próximo a uma universidade, e cercado por outras escolas, instituições de ensino que formam cidadãos, para preencherem os quadros profissional e humano da cidade e da região. Por que o local, cuja beleza natural encanta os olhos, tem sido tão ofendido pela falta de educação das pessoas?

Por que os adultos e as crianças que passeiam diariamente por lá, não podem recolher o lixo que lá produzem e trazê-lo para suas casas, ou depositá-lo em uma lixeira? Por que é necessário poluir tanto um ambiente que está a disposição de todos

Que futuro teremos se continuarmos destruindo, desmatando, queimando e poluindo tudo o que está ao nosso redor? Que cidadãos nós temos e queremos formar para vida e para a paz? Que sociedade estamos construindo

A obrigação de zelar pelo local é de todos nós, que o frequentamos, que fotografamos e que levamos materiais e objetos que não podem ser descartados nas ruas ou no meio do mato. Lixo é para ser jogado no lixo, não indiscriminadamente nos espaços públicos. 


Só vamos tornar o Mundo melhor, quando começarmos a mudar nossas próprias atitudes. Pense nisto.

12.2.12

A importância do saneamento básico

Após publicar o post sobre a situação que observei na Mina d´água aqui em Leopoldina, refleti sobre o assunto e não pude deixar de compará-lo com o conteúdo que começaremos a trabalhar no 7º ano do Ensino Fundamental - a Idade Média, as cidades medievais e a Peste Negra que assolou a Europa e dizimou 1/3 da população daquele continente no século XIV.

O saneamento básico, ou melhor, a falta dele, é apontado por alguns como um dos motivos que possibilitaram o desenvolvimento da bactéria que transmite a peste para os seres humanos. Leia o trecho a seguir:

"Na época, as cidades medievais agrupavam desordeiramente uma grande quantidade de pessoas. O lixo e o esgoto corriam a céu aberto, atraindo insetos e roedores portadores da peste. Os hábitos de higiene pessoal ofereciam grande risco, pois os banhos não faziam parte da rotina das pessoas. Além disso, os aglomerados urbanos contribuíram enormemente para a rápida proliferação da peste. Ao chegar a uma cidade, a doença se instalava durante um período entre quatro e cinco meses." (Fonte: http://www.brasilescola.com/historiag/pandemia-de-peste-negra-seculo-xiv.htm

Pieter Brueghel retratou o horror e a devastação que a peste provocou na Europa. (Triunfo da morte, 1562).

Como vimos acima, a falta de saneamento básico - no campo e nas cidades - e a ausência de hábitos de higiene contribuíram para a morte de milhões de pessoas no Mundo todo, ao longo da História.


Infelizmente, apesar de termos muitos exemplos de tragédias históricas, até nos dias atuais milhões de pessoas, principalmente crianças, morrem todo o ano em virtude de problemas causados pela falta de água tratada, isto é, saneamento básico.

Um relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) também revelou o quanto é grave a questão do saneamento básico no Mundo, principalmente nos países em desenvolvimento, caso do Brasil, países africanos, etc.
Confira:

"Cerca de 2,4 bilhões de pessoas não têm condições básicas de saneamento, o que multiplica o número de mortes por causas evitáveis, como diarréia e malária..."
A precariedade de saneamento reflete na situação da saúde global. Segundo a UNESCO, enfermidades relacionadas à diarréia e à malária foram, em 2002, a causa da morte de mais de 3 milhões de pessoas, sendo que 90% eram crianças com menos de cinco anos. “Aproximadamente 1,6 milhão de vidas poderiam ser salvas anualmente com o fornecimento de água potável, saneamento básico e higiene”, destaca a UNESCO." (Fonte: http://www.pnud.org.br/gerapdf.php?id01=1862)


E então, podemos comparar a situação atual do mundo (pessoas e cidades) com a situação das cidades e das pessoas que viveram no mundo medieval, na Europa, há mais de 500 anos?

Enfim, precisamos problematizar a História, observar as situações e problemas que acontecem em nosso dia a dia e verificar se alguns deles já ocorreram no passado, ver o que provocaram, quais foram suas consequências na sociedade da época, quais estratégias foram utilizadas pelas pessoas para resolver o problema...

A História nos ajuda a compreender o presente, muitas situações se repetem, estruturalmente são as mesmas que ocorreram no passado, mas podem ressurgir no presente com mudanças e influências da época atual. São novos desafios, para os quais devemos estar atentos e prontos para enfrentá-los. 

O ideal seria evitá-los, mas nem sempre isso é possível, por diversos fatores políticos, econômicos e sociais. Mas começar a estudar, refletir e discutir tais situações que estão em nosso dia a dia, ou bem próximas de nós, já é um passo para encontrar soluções para melhorar nossa sociedade!


Vamos refletir sobre o texto: (Algumas perguntas para você tentar responder, caro (a) leitor (a) )

1 - Como eram as cidades antigamente de acordo com as descrições acima?

2 - Há alguma semelhança entre as cidades do passado com as cidades atuais? Se houver, cite-as:

3 - Quais situações evidenciam a falta de saneamento básico nas cidades medievais antigas?

4 - Quais foram as consequências que a ausência de saneamento e hábitos de higiene trouxeram para a vida das pessoas ao longo da História?

5 - Podemos afirmar que já superamos o atraso urbano e que nossas cidades são saneadas e saudáveis? Justifique sua resposta com base nas informações disponibilizadas no post.

6 - Após a leitura do texto, das fontes e dados apresentados a qual conclusão você chegou?

7 - Deixe suas sugestões para melhorarmos a qualidade de vida de nossa população e comente sua importância para a saúde pública e individual.

*Valor da atividade: Depois dessa leitura e da realização correta das atividades acima, você merece se refrescar com um delicioso copo d'água, filtrada, lógico! :p



Ideias para a Mina da taboquinha

Em Leopoldina, na Vila Esteves, popularmente também conhecida como "taboquinha" está encravada uma refrescante mina d´água cristalina que mata a sede das pessoas que por ali passam ou coletam água para levar para suas casas.
Diariamente, famílias entram e saem da mina com garrafas plásticas para pegar o líquido da vida!
Ninguém nunca viu, mas todos sabem que a água da mina é boa para consumo.

Hoje à tarde estive por lá para pegar água, enchi um garrafão e, como da vez anterior que o fiz, senti um cheiro não muito agradável vindo do ralo, por onde escorre a água. Além disso, fiquei triste por ver um cigarro usado jogado bem ao lado da mina.

De modo geral, o entorno da mina é bem seguro, cercado, mas aberto ao público, relativamente limpo, com árvores e plantas na parte de cima que tornam o ambiente ainda mais agradável.
No entanto, fiquei preocupado com aquele cigarro jogado lá. A mina é de uso coletivo, e o consumo dessa água afeta diretamente a vida e a saúde de centenas de famílias que bebem daquela água.

Portanto, as pessoas precisam se conscientizar que não podem entrar ali para sujar, depredar e deixar dejetos em um local que deve ter o máximo de higiene possível. 
Todos que usam a água da mina tem a obrigação e a responsabilidade de zelar pelo bem do local e mantê-lo limpo, para que a água possa ter qualidade e que seja apropriada para o consumo humano.
Cigarro, papéis e qualquer outro tipo de lixo podem comprometer nossa água e isto não podemos permitir.

Pensei em algumas ideias para solucionar os problemas citados e apresento as seguintes sugestões, as quais poderiam ser pensadas e discutidas para a Mina pelos nossos representantes políticos, os nobres vereadores, e pela Prefeitura Municipal:

  1.  Instalação de painel ilustrado educativo com regrinhas básicas de higiene na mina, por exemplo, não urinar no local, não jogar lixo ali, não utilizar produtos químicos, como detergentes, para lavar garrafas, não fumar no local, etc.
  2. Instalação de painel com a análise química da água, feita pela COPASA e/ou outros especialistas no assunto, para conhecermos as propriedades da água, e termos a certeza que ela está livre de coliformes fecais (bactérias presentes nas fezes humanas e de animais). A publicação da análise deverá ser periódica e publicada no local para a população ter acesso;
  3. Constante manutenção do local - limpeza, plantio de árvores e plantas na parte de cima da mina - e vigia da prefeitura para garantir o bom uso da mina.
Enfim, estas são algumas ideias nas quais pensei enquanto seguia da mina para minha casa.


Mencionamos três medidas simples que poderiam ser colocadas em prática pelas secretarias municipais de saúde, meio ambiente em parceria com a câmara de vereadores, COPASA e instituições privadas do município.
Acredito, que se tais ideias fossem pensadas, aprimoradas e realizadas poderiam resultar em mais tranquilidade e qualidade da água para a população que utiliza a mina da Vila Esteves.
Estava sem câmera no momento, não fotografei a mina, mas amanhã, depois da aula, devo passar por lá e vou tirar algumas fotos do local para ilustrar o post.

Quem tiver mais sugestões e quiser enriquecer este post, por favor, não exite em deixar o seu comentário!

Abraços,

Rodolfo.

Texto publicado no Jornal Tribuna do Povo, nº 618, 15 fev. 2012.

16.1.12

Já viu nossa nova página?

Se não viu, clique nela logo acima, no título "Eu luto pela..." para conhecer a nova página do Blog.

Nela abordaremos, a partir de agora, um tema de grande relevância em nossa vida comunitária que é a proteção aos animais, principalmente cães, que estão sendo, cada vez mais, abandonados nas ruas de nossa cidade.
Mau tratados, estes inocentes animais defecam nas ruas, transmitem doenças e podem até ferir algum cidadão. Portanto, urge tomarmos medidas para sanar este problema que provoca, há muito tempo, reclamação entre o povo leopoldinense.

A criação de um canil público seria o primeiro passo para a resolução de um problema que os próprios cidadãos têm contribuído para ocorrer, depois disto, a Secretária responsável e suas parceiras (Saúde, Educação, Meio Ambiente, Vigilância Sanitária...) articulariam diversas campanhas socioeducativas em conjunto com todas as escolas da cidade para promover a conscientização das pessoas sobre a importância de cuidar da vida animal.

Cuidar do meio ambiente e de todos os seres vivos é muito importante, sabemos disto, e tal cuidado começa pela cidade, pela rua de seu bairro, portanto, a luta pelo ambiente e pela vida começa em casa, nas ruas e nas escolas, atingindo assim a todos os cidadãos.

Em Leopoldina temos cidadãos empenhados com esta nobre causa - a proteção dos animais abandonados e criação de um canil público na cidade - e nós estamos apenas apoiando e, humildemente, contribuindo para que boas ideias possam se concretizar e trazer mais bem estar e qualidade de vida para todos em nossa cidade.

Eu apoio a Proteção dos Animais e você?

Entre na página e fique a vontade para deixar seus comentários e sugestões!


18.11.11

Imagens do acidente ambiental em Campos (RJ)

Desde o dia 08 de novembro, provavelmente, um grande vazamento de petróleo cobriu o mar da bacia de Campos (RJ).

O acidente ocorreu na plataforma da empresa multinacional Chevron. 

Observe na imagem abaixo o mapeamento da mancha de petróleo:





Abordamos este tema, inclusive através de exemplos que ocorreram no passado aqui no Brasil, Golfo do México, etc, na aula de quinta-feira com os alunos da turma 802 do CIEP 280. No slide da postagem anterior há mais detalhes sobre o assunto.
Infelizmente nosso meio ambiente, a natureza e os seres vivos que dela dependem, continuam sendo agredidos pela ação do ser Humano, por sua ganância, exploração indiscriminada de recursos naturais para obter lucro e poder.

Não podemos permitir que tais acidentes continuem ocorrendo por falta de investimentos em tecnologia e segurança por parte das empresas que exploram os recursos naturais, sem se preocuparem com a preservação do meio ambiente que elas degradam e agridem em nome do capitalismo. A legislação ambiental brasileira precisa punir e certificar-se, rigorosamente, que tais empresas explorem adequadamente os recursos naturais e garantam a qualidade ambiental em seu entorno.

Sem dúvida petróleo é muito importante, ele é uma das principais fontes de energia para nossos veículos, gera milhões de emprego e renda pelo mundo, mas sua exploração deve ser feita de maneira responsável e cuidadosa para que acidentes como este, sejam evitados. Parece que ainda não aprendemos com os fatos e os inúmeros exemplos que ocorreram no passado, pois estes mesmos eventos continuam se repetindo.

Até quando continuaremos com essa destruição?

Manifestantes do Greenpeace fizeram protesto ontem (18/11/11) na frente da Chevron, empresa norte-americana.

Cidadão com ética cuida do Meio Ambiente

Mudanças de paradigmas ambientais são primordiais para garantirmos a existência de recursos naturais para as gerações futuras. Não podemos continuar usando e abusando dos recursos naturais - solo, água, minerais, etc - e pensar que eles são inesgotáveis, pois os estudos científicos prevêem a escassez das fontes naturais essenciais à vida humana, em alguns anos.

Portanto, devemos mudar nosso jeito de pensar e agir, abandonar as atitudes individualistas e imediatistas para adotar hábitos que priorizem a vida coletiva, a sustentabilidade, a economia, a responsabilidade na exploração e manejo dos recursos naturais para que as próximas gerações também possam ter acesso e usufruam dos mesmo recursos que nos permitem viver com qualidade, como por exemplo, a água, ar, solo fértil, minerais, fontes de energia e etc.

Abaixo postamos o material didático que tem nos ajudado a promover uma reflexão nas aulas de Ética e cidadania, com o foco no Meio Ambiente local, mas sem perder de vista as questões ambientais globais, que também são de responsabilidade de cada um de nós:

24.10.10

Antiga denúncia de uma Velha praga


Nos meses de agosto e setembro com a escassez das chuvas a vegetação das planícies e montanhas de várias partes do Brasil é vorazmente consumida pelas chamas que ardem por horas, queimando as plantas secas durante o dia e também à noite, quando protagonizam um belo, mas trágico espetáculo visual, cortando os campos e enchendo o ar com fuligem e mato carbonizado.
            Com o pasto seco e os ventos favoráveis, as chamas perdem a timidez e avançam como tropa de infantaria – destruindo e devastando tudo o que vêem pela frente.
            Nesse período, as queimadas ganham as manchetes dos jornais e os noticiários das rádios e televisão, porém, ano após ano o ciclo tem se renovado, permanecendo inalterado. Entretanto, a denúncia de tal prática via imprensa não é uma novidade, em 1914 um dos maiores escritores brasileiros – Monteiro Lobato – criador de Jeca Tatu e do Sítio do Pica-pau amarelo registrava nas páginas do jornal Estado de São Paulo uma dura crítica às queimadas, que reduziam vales e serras inteiras a um “cinzeiro imenso”.
Lobato apontava os prejuízos que resultavam das queimadas, a saber, a perda de nutrientes e sais minerais do solo, destruição de florestas e de animais silvestres e os problemas que, posteriormente, acometiam a agricultura e a pecuária devido ao empobrecimento do solo.
Imputava ao Caboclo, considerado “inadaptável à civilização” e um seminômade que vagava pelo interior do país, a responsabilidade por atear fogo no mato. Ele queimava para abrir clareiras no terreno e plantar seu sustento – milho, arroz e feijão – mas logo que a terra demonstrasse fraqueza, abandonava-a e buscava outro sítio nos sertões do Brasil.
O incendiário atual queima o mato quando joga lixo e cigarro nas estradas ou, por simples diversão, põe fogo nas montanhas próximas às cidades, embora coexista com os exemplos de queimadas nas áreas rurais, para fins agrícolas.
Hoje, além dos problemas apontados por Lobato, as queimadas indiscriminadas poluem o ar, e sua fumaça dificulta a visibilidade nas rodovias e no espaço aéreo, podendo causar graves acidentes, contribuem com o surgimento de doenças respiratórias nas pessoas, danificam redes de transmissão e telefonia, além de ameaçarem centenas de casas e famílias que ocupam cada vez mais morros e encostas.  
Os danos que as queimadas criminosas infligem à natureza e à sociedade parecem ser ainda mais contundentes do que os gerados no passado, contudo, um pouco mais de consciência e respeito pelo meio ambiente, por parte dos cidadãos, ajudaria na contenção desta velha praga que ainda teima em atormentar nossa história.  

Rodolfo Alves Pereira
Professor da Rede Estadual de Educação de Minas Gerais e do Rio de Janeiro

(Texto publicado no Jornal Tribuna do Povo - Leopoldina, MG e mencionado em um Editorial do Diário de Jacareí, Jacareí, SP)

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