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26.4.20

Comprou? Exija o documento fiscal!

Conheça  03 razões pelas quais você deve exigir o cupom fiscal após comprar produtos ou contratar serviços:

  1. O cupom ou nota fiscal é a garantia do consumidor, caso seja necessária troca ou devolução do produto;
  2. O documento fiscal comprova que os impostos devidos pela empresa serão pagos ao governo;
  3. Evita a sonegação fiscal, o que garante recursos para o governo investir em políticas públicas, como saúde, segurança, educação, saneamento entre outras.




6.11.19

Grande notícia!

E. E. Luiz Salgado Lima é finalista do Prêmio Nacional de Educação Fiscal 2019!

O projeto da escola "Salgado Lima" representa Leopoldina, o estado de Minas Gerais e a Região Sudeste na Final, que será realizada em São Paulo, no dia 28 de novembro.

A entidade promotora do evento postou em sua rede social o resultado.  Confira.



Fui informado por e-mail (ver a imagem abaixo), uma grata surpresa, não esperava por uma notícia dessas! A emoção é indescritível! Sou grato a Deus, à minha esposa, alunos e equipe da escola e aos promotores do Prêmio por me possibilitarem essa alegria.




O prêmio é apoiado por várias instituições, inclusive o MEC.
E conta com a parceria de agentes culturais importantes no cenário nacional,  como o cantor e compositor Gabriel, o Pensador e Maurício de Sousa,  o pai da Turma da Mônica.




Veja a repercussão na imprensa e na mídia 
locais:


14.7.19

Vaza a jato e a descrença na justiça brasileira

As mensagens trocadas pelo juiz Moro e os procuradores da operação lava a jato, divulgadas pelo site The Intercept Brasil e outros veículos de imprensa são escandalosas.

O conteúdo demonstra nitidamente a proximidade dos acusadores e do juiz numa relação para lá do aceitável. A Declaração de direitos humanos da ONU, de 1948, um documento fundamental contendo princípios universais relacionados ao direito e à justiça e que deve  ser observado por todos os países, estabelece que todo indivíduo tem direito a um julgamento justo e imparcial.
O juiz Moro foi imparcial no caso em que condenou Lula?

Ao que parece, caso se confirme a a conduta ilícita do Ministério Público e do juízo, não foi esse o tratamento que o ex-presidente Lula recebeu do juiz Moro. Os argumentos da defesa do petista foram ignorados,  pois juiz e procuradores já tinham o réu como culpado. 

A condenação de Lula repercutiu na política, contribuiu para a eleição da extrema direita e trouxe dividendos para Moro,  Dallagnol e cia.
Segundo o The Intercept, procurador e juiz se associaram para acusar e condenar Lula.

Tanto o juiz quanto o procurador abusavam da mídia para potencializar a publicidade de seus atos, especialmente aqueles que envolviam o caso de Lula. Agora eles provam do próprio veneno e se defendem subestimando a inteligência dos brasileiros,  alegando que as mensagens divulgadas sofreram edição, foram adulteradas e produto de ação criminosa.
Ora, e os possíveis crimes cometidos pelas autoridades sob o pretexto de se combater a corrupção? É normal que um procurador ou um juiz ganhem dinheiro e cargos políticos com a projeção obtida por meio do cumprimento de suas atribuições? 
Tais servidores públicos colocaram em xeque toda a operação e o próprio sistema judiciário. Grande irresponsabilidade, que apenas semeia desconfiança e descrédito na justiça do Brasil.

Como reparar tal dano?

Com investigação meticulosa dos personagens envolvidos nos vazamentos. E, se constatada e confirmada as irregularidades cometidas pelos agentes públicos envolvidos,  todos deveriam ser exemplarmente punidos. É um bom começo para reconstruir a imagem do judiciário perante a opinião pública e resgatar a dignidade e o equilíbrio das instituições.

7.5.18

Palestra: "As novas mídias e a cidadania"

Palestra que realizamos hoje na E. E. Luiz Salgado Lima, a convite das amigas Silvia e Tamara professoras de Língua Portuguesa e Inglesa. Batemos um papo com as turmas do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental sobre as novas mídias, o mau uso do celular na escola, os riscos e cuidados que devemos tomar nas redes sociais e a necessidade de promover a cidadania através da inclusão digital.








Confira o conteúdo nos slides abaixo:

18.9.17

Outra ditadura militar no Brasil?



Os militares ficaram 21 anos no poder, sem qualquer oposição e nada fizeram pelo país, senão aumentar as desigualdades sociais, suprimir direitos civis e políticos, além de abrir o mercado para o capital estrangeiro, especialmente o norte-americano, que havia apoiado o golpe de 1964, retardando projetos de desenvolvimento da economia nacional.

Agora, em meio a crise ética e política em que estamos mergulhados, o alto comando do exército pensa em fazer nova intervenção no campo político. Será que o povo brasileiro aceitará essa abominação novamente?

Movimentos políticos ilegítimos, como o impeachment da Dilma, contribuem para a instabilidade e abalam a democracia, some a isso uma crise econômica, e teremos um contexto favorável a todo tipo de discurso autoritário. Mas a omissão do Partido dos Trabalhadores, que governou o país por treze anos, também favoreceu a ala golpista do exército. Por que o PT não renovou as lideranças militares? Por que o PT não fez uma reforma constitucional especificando as  atribuições das forças armadas, mantendo-as afastadas da política? Por que o PT não alterou o currículo da academia de formação de oficiais e de escolas militares, como a ESG, visando formar uma geração democrática, com apego às leis e aos direitos humanos? Por que o PT não fez o enfrentamento com Comissão Nacional da Verdade para pesquisar os crimes cometidos, durante a ditadura, pelos militares e os abusos contra os direitos humanos?

Enfim, governo omisso também contribui para a proliferação do ódio, da intolerância e do autoritarismo na política, a qual deveria ser a arte de governar pelo bem comum e promover o bem-estar de todos os cidadãos. Se o partido e seus aliados tivessem feito os enfrentamentos e reparações quando estavam no poder, provavelmente, não estaríamos correndo risco de uma nova intervenção militar na política. 

Agora devemos crer, se é que tal coisa seja possível, que o general que falou o absurdo noticiado na manchete e ainda afirmou que o alto comando do exército pensa dessa mesma forma, receberá a devida punição, para ele se lembrar que é um soldado e não político.

9.5.17

Quando questão social vira caso de polícia

O dia 28 de abril foi uma data de greve geral no país. O povo foi às ruas demonstrar toda a sua insatisfação com a conjuntura política e econômica, cuja pauta tem sido a retirada de direitos essenciais, por meio das reformas trabalhista e da previdência, além da manutenção do elevado índice de desemprego.

Durante os protestos legítimos e muitos dos quais realizados de forma pacífica presenciamos cenas de terror. No dia anterior o noticiário antecipava a preparação da polícia para acompanhar as manifestações, dentre os preparativos estava forte aparato repressivo, como armas e bombas de gás lacrimogêneo.

No dia da manifestação em prol da democracia e das garantias trabalhistas, houve um ato de violência em Goiás, que se tornou emblemático. Um estudante foi covardemente agredido por um policial e sofreu fratura craniana.

O policial responsável pela atitude agressiva foi suspenso pelas autoridades estaduais e o manifestante, o estudante, Mateus Ferreira (33), foi internado num hospital de Goiânia. 

Video mostra o momento que Mateus Ferreira foi atingido na cabeca por um golpe de cassetete

Em matéria da Folha de São Paulo (09/05/17) foi noticiado que a vítima deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), está consciente e seu quadro clínico é estável, graças a Deus.

O exemplo de Mateus Ferreira é mais um caso da violência policial cotidiana, do abuso da autoridade e do poder e da covardia de alguns agentes da lei, que por despreparo ou má índole, agridem os cidadãos, principalmente os grupos sociais desfavorecidos que protestam e lutam por seus direitos.

Num governo legítimo, eleito democraticamente, ouvir as vozes da ruas e manter franco diálogo com a sociedade é uma obrigação. Entretanto, quando a população não reconhece o governo ela protesta e os usurpadores tentam, à todo custo, silenciar quem não admite ser amordaçado e nem aceita os retrocessos impostos por aqueles que assaltaram o poder.

7.8.16

Crise ético-política: uma oportunidade para aprender

Vivemos uma crise ética e política acentuada a qual, talvez, não encontre precedentes em nossa história republicana. De 1889 para cá, quando Deodoro liderou o golpe que substituiu o regime monárquico e proclamou a república, tivemos vários momentos perturbadores e preocupantes, como a a ditadura varguista em 1937, o golpe militar de 1964 e o impeachment de Collor em 1992, mas nada que deixasse nosso sistema político tão vulnerável e tão desnudo quanto no atual momento. É verdade que a ampla cobertura da imprensa, potencializada pela velocidade da internet e das redes sociais, acerca dos acontecimentos políticos amplia os efeitos e o impacto das notícias na opinião pública, coisa que não ocorria com tamanha intensidade no passado, mas o fato é que agora a corrupção tem se mostrado endêmica, profundamente enraizada nas relações estabelecidas entre políticos e grupos privados, com o objetivo de fazer riqueza, obter facilidades e se perpetuar no poder. É um processo estarrecedor. 

Se nas primeiras décadas de nosso regime republicano a questão social era tratada como caso de polícia, agora parece que a questão política é a que mais preocupa as forças policiais e jurídicas, visto que os escândalos de corrupção  se sucedem  e colocam em xeque todo o funcionamento do atual modelo político brasileiro.

Em suma, a crise ética e política que estamos enfrentando é grave. Mas vejo que desse caos é possível extrair uma solução para ajudar a resolver os nossos problemas. Podemos mudar esse quadro nas urnas, por meio de nosso voto, essa é uma ideia batida, lugar comum, mas pode ser que traga alguma repercussão no cenário nacional, caso o povo passe a entender o voto como um instrumento eficaz para a alterar os rumos do país. As eleições municipais que se aproximam, devem ser o ponto de partida para uma ação-resposta dos cidadãos de bem para a classe política parasitária deste país. A ideia é não reeleger nenhum candidato, pois os que já se encontram dentro do sistema estão marcados pelos seus vícios,  direta ou indiretamente, salvo raríssimas exceções. Também não devemos eleger os figurões tradicionais, os quais são presenças certas nos períodos eleitorais, na busca de uma chance para ocupar uma função pública apenas com a finalidade de usufruir dos privilégios possibilitados pelo cargo. Deveríamos votar em novos candidatos e de partidos fora do eixo PT-PMDB-PSDB, pois essas siglas estão podres, contaminadas pela cegueira provocada pelo poder e pela ganância. Suas lideranças são cínicas, têm como projeto apenas se apossar de cargos no governo, como atalho para fazer (aumentar) fortuna às custas do bem comum e do suor do cidadão brasileiro. Daí urge a necessidade de buscar alternativas partidárias e candidatos com propostas decentes que podem promover o bem comum.


A crise ética e política a qual assistimos tem apresentado claramente as falhas e o lado negativo do fazer político no Brasil. Ela é terrível evidentemente, mas deve ser encarada como uma possibilidade de aprendizado. A lição que podemos tirar de tudo isso é que o país necessita de profundas reformas políticas e administrativas, mas elas jamais serão feitas, caso não ocorra uma profunda higienização desse organismo adoentado e claudicante que se tornou o Estado brasileiro. A faxina deve ser geral, enquanto as tais reformas não acontecem, podemos "varrer" agora nossas cidades, depois os estados e o governo federal.  Devemos deixar de ser espectadores e entrar em cena agindo agora, a começar pela eleição municipal, se quisermos, de fato, que algo mude para melhor. Então, reafirmo, vamos eleger novos candidatos e novas ideias para, quem sabe, construirmos uma nova história. Reeleger os mesmo nomes apenas deixará tudo como está. Você está satisfeito com nossa conjuntura política, econômica e social? Pretende deixar essa ordem inalterada? A construção de uma nova ordem política começa pela escolha de novos políticos e lideranças, e por uma mudança de mentalidade do povo em relação ao fazer político no país. Citaremos a seguir exemplos de atitudes que devem ser evitadas e algumas que devem ser incentivadas, pois acreditamos que por meio de uma nova postura do povo, podemos alavancar, enfim, a cidadania e promover mudanças positivas na política das cidades e depois de nosso país.    

Os resultados das urnas podem provocar um efeito positivo no futuro, mas para que isso ocorra a prática de vender o voto deve acabar, nada de trocar sua confiança por saco de cimento, churrasco, promessas de emprego ou qualquer outro tipo de agrado oferecido pelo candidato. Não adianta resmungar depois e culpar a incompetência do prefeito e dos vereadores, responsabilizando-os pela sujeira da cidade, pelas ruas esburacadas, pela iluminação precária e pelo fato de não ter médico no posto do bairro. Quem elege o prefeito e os vereadores somos nós - eleitores, então se colocamos incompetentes e corruptos no poder, também somos culpados pelas mazelas que acometem toda a política nacional que, por sua vez, impactam negativamente em nossas vidas. 

Portanto, os eleitores precisam aprender a votar bem, a começar investigar a vida pública do indivíduo que concorre ao cargo letivo: sua biografia, seu caráter, sua base política, suas propostas para beneficiar a coletividade e as pessoas e grupos que o cercam. E também é fundamental que após o período eleitoral, a população fiscalize, acompanhe e cobre do candidato eleito o cumprimento de tudo o que foi prometido durante a campanha. Caso contrário, continuaremos elegendo criminosos e pessoas desqualificadas para ocupar postos tão importantes para a vida pública do país, figuras despreocupadas com o bem-estar da coletividade, cujo único compromisso será o de manter o sistema da forma como está - prejudicando muitos e favorecendo poucos. 

2.8.16

Servir ao Estado ou servir-se dele?

Está circulando nas redes sociais uma tabela comparando o exorbitante salário pago a um senador da república e o irrisório ordenado pago a um professor da rede pública de ensino. Os dados que ela revela não apresentam nenhuma novidade, mas sua sistematização tem escandalizado os internautas, cada vez mais revoltados com a classe política do país.



Além do salário, a tabela enumera os benefícios, que são inúmeros para o cargo de senador, dentre eles destacamos: auxílio habitação, possibilidade de aposentadoria após 8 anos de contribuição, plano de saúde ilimitado dentre outros.

É uma vergonha, um país pagar quase 150 mil mensais para um senador (muitos dos quais são corruptos, sujos, cínicos, hipócritas, envolvidos direta ou indiretamente em esquemas de propinas e negociatas, como, por exemplo, o nobilíssimo presidente do senado, sr. Renan Calheiros e muitos outros mais...), ao passo que paga apenas 2 mil reais para os educadores, cuja função é iniciar as crianças nas primeiras letras e prepará-las para o mundo social, para o trabalho e para o exercício da cidadania.

É evidente que o papel desempenhado pelos representantes legislativos é primordial e relevante para um regime democrático. Contudo, o custo parlamentar do Brasil é um dos maiores do mundo, isto significa que pagamos (sim, nós, os contribuintes sustentamos as mordomias da corja que se apoderou de Brasília) caro demais para deputados e senadores. É ético ou moral que os filhos de trabalhadores fiquem amontoados em salas superlotadas das precárias escolas públicas enquanto os filhos dos políticos frequentam as melhores e mais caras escolas do país cujas mensalidades são pagas com o dinheiro dos contribuintes? Tudo bem que os senadores e senadoras acreditam que são pessoas distintas, especiais, de visão apurada e de espírito superior, atributos que a plebe não possui. Mas será que há justificativa plausível, aceitável ou minimamente racional que justifique a diferença brutal de salário entre as duas categorias analisadas na planilha? Para constar, não acho que os professores devem receber uma fortuna, mas apenas uma quantia o justa e também não acho que os senadores mereçam enriquecer com o exercício de mandato legislativo. Ademais, os educadores educam, ensinam, formam vidas, correm de uma escola para outra para sobreviver, trabalham em três turnos e os senadores, o que têm feito além de ocuparem o noticiário policial?  A tabela não deixa dúvidas sobre quem está servindo ao Estado e que grupo está servindo-se dele para obter benesses.

Os salários e os benefícios, as regalias e as mordomias pagas e garantidas para os deputados e para os senadores são por demais atraentes, prova disso é que não faltam candidatos que pretendem fazer carreira às expensas do erário. Por isso, há tanta safadeza e disputa partidária por propinas e caixa 2, visando, dentre outras razões, eleger um número cada vez maior de paladinos. Em nosso sistema político-eleitoreiro o que manda é o dinheiro, dinheiro é poder, infelizmente. Pouco importa se o candidato é ficha limpa, se é capaz de usar o cargo para o bem comum, se tem compromisso social ou se é uma liderança positiva, com dinheiro ele pode ser eleito. A preocupação central aqui é tirar proveito do Estado e das oportunidades que ele oferece e não em servir à nação e ao povo brasileiro, por mais que o discurso dos figurões diga exatamente o contrário...

Essa ideia de servir-se do Estado, obter benefícios e privilégios, remonta aos tempos coloniais, quando os bacharéis, filhos de senhores de escravos e proprietários de terras e de minas, eram formados e treinados em Direito na Universidade de Coimbra (Portugal) e, após se formarem, ingressavam na Administração Pública para fazer carreira como governador, deputado ou ministro. O Estado era assim um mecanismo de conservar o poder de uma elite, que governava e conduzia a coisa pública em próprio benefício ou em favor de um grupo restrito, geralmente um círculo próximo ao ocupante do cargo público. Dessa forma, o grupo do poder pouco se importava com os índios, com os escravos africanos ou com os brancos pobres. Tal prática clientelista persistiu no Império e adentrou a República chegando até aos dias atuais, lamentavelmente.

É desalentador constatar que não conseguimos reformar o Estado brasileiro, pelo menos não de maneira efetiva e justa, e nem conseguiremos, pois quem está no poder não tem interesse algum em acabar com as vantagens que lhes são concedidas. Afinal, para preservar o status quo da classe política e de outras categorias funcionais que vivem às custas do Estado não é necessário fazer economia alguma, para essa casta parasitária não falta dinheiro. Quando as contas públicas entram no vermelho, como está ocorrendo agora de forma mais acentuada, basta fazer cortes nas áreas sociais, reduzir verbas da Educação, da Saúde e da Habitação, ou reformar a previdência, aumentando o valor da contribuição e o tempo para o trabalhador se aposentar, que dá pra manter os super-salários daquele bando que vive a modorrar de cócoras e a engordar suas finanças com os recursos dos cofres públicos.

Enquanto alguns poucos enchem os bolsos com o dinheiro público, o povo fica transitando por estradas esburacadas, agonizando por atendimento nas filas dos hospitais e se escondendo da violência urbana para sobreviver. Como reverter tal quadro? Se continuarmos a aceitar o papel servil de gado, que aceita ser tocado de um lado para o outro nada mudará. Os poderosos continuarão no poder, usando a mídia para nos manipular e nos convencer de que não há necessidade de fazer as verdadeiras reformas para que tudo permaneça como está. 

6.7.16

Sobre a campanha "Cerol, não!"

A campanha Cerol, não! foi uma ideia que iniciamos aqui no Acrópole - História & Educação em 2012 (clique aqui para ver a postagem que inaugurou a campanha). De lá para cá trabalhamos com os alunos, tanto da escola do Carmo (RJ) quanto de Leopoldina (MG), o tema, pesquisamos as leis dos dois estados que proíbem o uso e a comercialização do cerol.

Depois apelamos para a conscientização dos estudantes, mostrando fotos de vítimas, realizamos um levantamento de notícias que eram publicadas na imprensa para provar o quanto o cerol é letal e uma brincadeira criminosa. 


Manchete noticiando acidente devido ao uso do cerol.

Em seguida realizamos um festival de pipas na escola, deixamos os estudantes exercitarem sua criatividade, fazendo pipas e decorando-as com mensagens contra o uso do cerol. 


Festival de pipas e frases na escola.


Divulgamos a campanha em toda escola em 2015, na época, contamos com o auxílio da especialista em educação, a artista Sônia Almeida.


Cartaz afixado no mural da escola.

Enfim, estamos fazendo a nossa parte, abordando o tema com nossos alunos, tentando também mobilizar a comunidade escolar e divulgando as ações nas redes sociais num esforço combinado para erradicarmos essa prática, que aumenta visivelmente no período das férias escolares.


Campanha de conscientização nas redes sociais.

E, neste ano, nossa iniciativa irá dar mais um sinal de enraizamento nas escolas e de amadurecimento frente à sua comunidade. De maneira ousada e consciente, levaremos esse debate para as Câmaras de vereadores, o poder legislativo, dos municípios onde atuamos. Essa medida importante, sem dúvida, trará benefícios e mais segurança para o povo se for devidamente implementada pelo poder público. Outros municípios já adotaram medidas semelhantes e estão tendo êxito. Chegou a vez de nossas cidades acordarem e agirem. Entregaremos aos vereadores sugestões simples e valiosas que possam ser transformadas em projetos de lei para ajudar a acabar de vez com o cerol.

Em 2016, o foco da campanha Cerol, não! será o comerciante, o dono do bar, da padaria ou da mercearia do bairro, aquelas pessoas que, infelizmente, ainda comercializam o cerol  ou a linha chilena e colocam, proposital ou inconscientemente, o lucro à frente do valor da vida. Se conseguirmos parar com as vendas do cerol, da linha chilena e similares, tirando-os das prateleiras, isso diminuirá bastante o seu uso pelas crianças e adolescentes e, consequentemente, evitará acidentes. 

Vamos debater o tema com nossos estudantes, ouvir ideias, anotar sugestões e retirar daí um documento consolidado para ser entregue ao representante do poder legislativo, que deverá tomar uma providência contra essa prática perniciosa, que teima em aparecer numa brincadeira tradicional e saudável que é a prática de empinar pipas.

Para começar, seguem abaixo seis sugestões do Acrópole - História & Educação, pois defendemos que é melhor prevenir do que remediar. Se essas medidas forem colocadas em prática, certamente evitarão catástrofes e contribuirão para acabar com o uso do cerol:

1. Criar um projeto de lei que determine a proibição da comercialização do cerol, linha chilena e similares em todos os estabelecimentos comerciais, fixando multa para quem descumprir a lei;
2. Afixar cartazes em repartições públicas e estabelecimentos comerciais com trechos dos textos legais que proíbem a venda e o uso do cerol (Lei estadual (MG) 14.349/2002 - Proíbe o uso do cerol e Legislação estadual (RJ): Lei Nº 2.111/1993Lei Nº 3.278/1999Lei Nº 3.673/2001 -  Proíbem a industrialização e a comercialização do produto denominado cerol e de vidro moído no âmbito do Estado do Rio de Janeiro).
3. Afixar cartazes em todos os órgãos públicos com imagens de vítimas de cerol, capturadas em sites da internet, para sensibilizar a população. 
4. Realizar, anualmente, uma campanha em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, de conscientização contra o Cerol, envolvendo todas as escolas públicas e privadas e suas respectivas comunidades.
5. Promover seminários, debates e palestras em parceria com Ministério Público, destinada a comerciantes, autoridades e a sociedade civil sobre a legislação que proíbe a venda do cerol.
6. Fiscalizar estabelecimentos comerciais nas comunidades verificando o cumprimento da lei.

E você, tem mais alguma ideia para enriquecer o nosso documento? Se desejar, comente, registre sua contribuição!  

26.5.16

Respostas de um operário que lê

Esta singela crônica é um pequeno tratado de política para as crianças. Leia com atenção!

Num dia qualquer, Paulinho retorna para sua casa, após o fim das aulas, ao cair da tarde. No lar, ele encontra o pai, assentado no sofá folheando o jornal, e a mãe, preparando uma deliciosa sopa para o jantar.

O menino deixa a mochila cair de suas costas e brada:

- Mãe, a professora falou na aula que não devemos jamais eleger políticos da "esquerda", porque são todos comunistas e arruaceiros!

A mãe levou um susto, devido à entonação e ao teor do assunto, mas continuou a fatiar uma cenoura. Ela terminou a tarefa e, sem seguida, voltou-se para o garoto e questionou:

- É mesmo? E em que ela acha que devemos votar?  

- Ela disse para votarmos nos políticos da "direita", pois eles se dizem honestos e respeitam as leis, além de se preocuparem com o crescimento econômico do país, com os gastos públicos e com o aumento das exportações._ respondeu Paulinho.

O pai estava assentado na sala, relaxando após uma jornada na fábrica, e ouvindo a conversa do filho com a esposa, soltou um grito e interviu no assunto:

- O ÚNICO CRESCIMENTO COM QUE A "DIREITA" SE PREOCUPA É COM O VOLUME DO DINHEIRO DOS PRÓPRIOS BOLSOS.

Paulinho coçou a cabeça, refletiu um pouco. Ficou confuso e desorientado ao ouvir a informação do pai. A mãe, percebendo a confusão do filho, e com a ternura que lhe é peculiar, largou a tarefa, lavou as mãos, secou e segurou Paulinho pelo rosto, fitando-lhe os olhos.

- Meu filho, esses políticos da "direita", na maior parte das vezes, são representantes dos agentes econômicos do país, do grande empresariado, dos fazendeiros, produtores rurais, dos industriais e dos banqueiros. Eles não se preocupam com a vida dos mais pobres e sim em aumentar seus bens e riquezas.

O pai chega até a cozinha e completa:

- Sua mãe está certa. A sua professora lhe disse que no mundo, em 2016, foi constatado que apenas 1% da população tem mais dinheiro do que os outros 99% juntos? E ela também disse que, dentro desse grupo dos 99%, a maior parte da riqueza se concentra nas mãos de apenas 20% das pessoas, deixando a maioria da população mundial com a menor parte do patrimônio?

Paulinho levou um assusto, arregalou os olhos e acenou negativamente com a cabeça.

A mãe de Paulinho explicou:

- O nome disso é desigualdade, filho. Ela é resultado de um longo processo histórico de exploração dos mais pobres pelos mais ricos. No passado, vários intelectuais, sindicalistas e trabalhadores denunciaram essa situação e começaram a reivindicar mudanças, mas as elites logo reagiram, tentando silenciar a rebelião dos oprimidos. Houve radicalismos, guerras e matanças, e vários governos tentaram limitar os direitos dos trabalhadores, proibindo greves e sindicatos, por exemplo. Alguns avanços foram conquistados, mas ainda há muito por conquistar.

-Mamãe, a professora disse que greve é coisa de gente à toa que não tem mais o que fazer e só quer saber de fazer anarquia._ retrucou Paulinho.

- Paulinho, infelizmente sua professora não sabe o que fala. A greve é um direito de todo trabalhador. Ela é um instrumento para cobrar melhorias trabalhistas. Esse discurso adotado por alguns e muito difundido na Imprensa tenta enfraquecer os movimentos sindicais e convencer a opinião pública de que está tudo bem, quando na realidade serve apenas para preservar a ordem vigente, assegurando os privilégios dos poderosos e mantendo o povo submisso.

- Ora mãe, então a "esquerda" é contra a desigualdade?_ pergunta o garoto entusiasmado.

- Normalmente sim, os políticos de "esquerda" são aqueles que possuem representatividade nas bases sociais, nos movimentos operários, nos trabalhadores do campo, enfim, seu compromisso é com as classes populares, que formam a maior parte da população. Então, quando eleitos, eles tendem a representar os interesses do povo e não do grande empresariado do país. Procuram minimizar as desigualdades, por meio de políticas públicas e programas sociais na área de saúde, saneamento, educação, emprego e renda.

- Puxa, então a "esquerda" é perfeita, eu já sei qual lado escolher quando eu puder votar! _ exalta o garoto.

- Tenha calma, meu filho!_ advertiu o pai. Longe de ser perfeita, a "esquerda" cometeu e comete tantos erros quanto a "direita", às vezes elas até se aliam para atingir objetivos comuns. A diferença é que governos de "esquerda" que defendem a democracia usam o poder para promover a distribuição de renda, fortalecer direitos trabalhistas e garantias sociais, enquanto a "direita" quer apenas usar o governo para subtrair direitos dos trabalhadores e fazer a economia do país crescer, sem se preocupar com o desenvolvimento social ou investimentos em saúde e educação, por exemplo. Um governo só será bom se cada cidadão exercer o seu papel, cobrar e fiscalizar as ações de seus representantes eleitos. 

Nesse momento, a mãe emendou dizendo: 

- Filho, tão importante quanto o lado que se escolhe na política, "esquerda" ou "direita", é o caráter do indivíduo que exercerá um mandato eletivo. É importante pesquisar sua trajetória, verificar se é íntegro, honesto e descobrir quais setores sociais ele representa e quais compromissos irá defender quando for eleito. E, como seu pai lembrou, nós temos que cobrar dos políticos medidas que favoreçam a democracia, a inclusão e a coletividade, e não apenas os mais ricos, além de transparência e eficiência nas ações do governo! 

- Acho que tô começando a entender. _ disse Paulinho, com os dedos segurando o queixo e uma expressão investigativa.  

- Não há porque ficar preocupado com isso por enquanto, você ainda é uma criança e terá muito tempo para escolher o que achar melhor na hora de votar. Mas lembre-se de refletir sobre qual lado irá lhe representar melhor no governo. Agora vá se lavar para jantarmos -  concluiu a mãe.

30.3.16

A história do Brasil foi/é escrita com sangue

“Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer no presente e no futuro, os mesmos erros do passado” (Emília Viotti da Costa, historiadora).

Greve geral em São Paulo (1917).
Policiais reprimindo estudantes (1968).

Movimento pela Diretas Já (1984), Rio de Janeiro.


Movimento Sem Terra (1997).



Índios protestam contra a PEC 215 (2015).



Polícia confronta professores (2015), Paraná.




Professores e estudantes fazem protesto (2016), Rio de Janeiro.



Greve histórica da Educação no Carmo-RJ (2016).


"Desconhecer a própria História implica na negação da identidade coletiva e na consequente pavimentação de um futuro incerto e nebuloso".

20.3.16

O exemplo não tem que vir de cima

Tornou-se bastante comum escutarmos a expressão "o exemplo tem que vir de cima". Seja na mídia ou em rodas de bate papo entre amigos, quando o assunto é política essa máxima aparece no decorrer da conversa.

Eu não a considero totalmente verdadeira, aliás acho a ideia questionável e o pensamento oposto mais correto, ou seja, "o exemplo deve (ou deveria) vir de baixo".

A ideia contida na primeira frase serve apenas como desculpa para que a sociedade e seus agentes pratiquem atos menores de corrupção e desvios morais, alegando que o fazem, pois seguem o mau exemplo de seus líderes políticos. Pequenos delitos podem ser tão nocivos quanto as grandes mazelas da corrupção política (propina, desvios de verbas públicas etc), inclusive, eles podem servir de combustível para alimentar as chamas de atos ímprobos e transformá-los num incêndio, que se alastra e atinge uma enorme área.



Ora, defender a primeira expressão é o mesmo que defender a continuidade do erro e uma demonstração de conformismo e, em certos casos, de cumplicidade com os infratores da lei e dos ditames éticos e morais intrínsecos à vida num ambiente coletivo.

Portanto, não achamos correto justificar pequenas transgressões que cometemos no cotidiano, como cortar a fila do banco, tentar sonegar impostos, "roubar" o wi-fi do vizinho, colar na prova de história ou imprimir documentos pessoais no impressora do escritório onde trabalho, com a alegação de que os políticos roubam, então por que devemos ser honestos?




Em certos casos, infelizmente, a corrupção está tão arraigada na cultura popular que práticas anti-éticas são naturalizadas e passam a fazer parte do dia a dia das pessoas. 
Logo, se aceitamos que uma sociedade é corrupta, por que suas lideranças, as quais são escolhidas pela própria sociedade, deveriam ter um comportamento diferente daqueles que elas representam?

Claro que seria ótimo se tivéssemos dirigentes íntegros, honestos e comprometidos com o bem estar do povo e com o bom uso dos recursos públicos, mas não podemos ficar esperando que esse tipo ideal e desejado de agente público caia do céu. Ele precisa ser construído, lapidado e, evidentemente, essa construção passa por uma grande mudança na cultura do povo.

Se quisermos ter  melhores representantes políticos no poder, precisamos começar a repensar nossas atitudes e nossas formas de pensar e de agir. Devemos lembrar que temos escolha e que somos responsáveis por nossas atitudes, por isso não precisamos agir errado, só porque os políticos, ou maioria deles, agem errado. 
Enquanto admitirmos que vale a lei do "mais esperto" e que o correto é levar vantagem a todo custo, não teremos condições de eleger melhores representantes, que possam servir de exemplo positivo para o povo, tampouco conseguiremos alterar o nefasto quadro político nacional. 



Então vamos a nossa nova enquete. Na sua opinião, o exemplo deve vir de cima, isto é, partir dos políticos, ou tem que  vir de baixo, nascendo do próprio povo?

Vote agora na enquete ao lado!

30.11.15

Semana de Educação para a Vida = Show

A Semana de Educação para a vida teve início hoje e começou muito bem!

No turno da tarde, os alunos do 7º ano, turma 8, deram um show de conteúdo e de criatividade. Coordenados por mim e pela professora de Geografia, Catarina, os estudantes transformaram a sala de aula num espaço artístico e cultural abordando os temas: Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST's) e Gravidez na adolescência.

As demais turmas da escola (6º, 7º e 8º anos) foram convidadas para visitarem a sala, seguindo por um caminho cheio de pegadas, as quais continham palavras indicando o que eles encontrariam na sala 8: informação, saúde, alegria, prevenção e conhecimento.

Na sala de aula, as paredes foram decoradas por cartazes confeccionados coletivamente, contendo colagens, desenhos, pinturas e muitas mensagens de conscientização. Além da mostra de trabalhos artísticos, um grupo de alunos ficou responsável por uma palestra sobre o assunto.
Os alunos apresentaram estatísticas sobre as DST's e dicas para prevenir as doenças e evitar uma gravidez indesejada.


Depois da palestra, os visitantes eram conduzidos para o Quiz e tinham a oportunidade de testar o conhecimento adquirido respondendo às perguntas. Em caso de acerto, recebiam um prêmio, um pirulito e uma mensagem da turma 8.

O dia foi muito divertido e bastante produtivo.

Parabéns para todos!

Confiram as fotos:


O caminho da sabedoria.




Muita arte para embelezar a vida!


Conscientização e prevenção.


Um doce para quem acertar a pergunta.





Show!

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