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30.3.16

A história do Brasil foi/é escrita com sangue

“Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer no presente e no futuro, os mesmos erros do passado” (Emília Viotti da Costa, historiadora).

Greve geral em São Paulo (1917).
Policiais reprimindo estudantes (1968).

Movimento pela Diretas Já (1984), Rio de Janeiro.


Movimento Sem Terra (1997).



Índios protestam contra a PEC 215 (2015).



Polícia confronta professores (2015), Paraná.




Professores e estudantes fazem protesto (2016), Rio de Janeiro.



Greve histórica da Educação no Carmo-RJ (2016).


"Desconhecer a própria História implica na negação da identidade coletiva e na consequente pavimentação de um futuro incerto e nebuloso".

12.5.15

A justiça tarda, mas não falha

Infelizmente, em nosso país, vivenciamos muita injustiça. Mas, às vezes, podemos comemorar vitórias conquistadas quando a Justiça ocorre de fato!

E chegou o nosso momento. Depois de muitos anos de aborrecimento, por conta de um processo injusto, senão calunioso, a justiça foi feita com relação aos servidores do Estado de Minas Gerais que participaram do movimento grevista de 2011.


Site da SEE-MG noticia a anistia para os períodos de greve de 2011 a 2014.

Acusados injustamente, boas pessoas amargaram o descaso, a falta de companheirismo, a falta de solidariedade e precisaram conviver e superar todos esses sentimentos em seu trabalho. Pois bem, tudo isso chegou ao fim, com a publicação do Despacho abaixo, no Diário Oficial de Minas Gerais, de 08/05/2015:

Diário do Executivo. 08/05/2015. p. 101.

Como todos podem perceber, o Processo Administrativo Disciplinar chegou à fase de conclusão com o arquivamento do procedimento. Sendo assim, não haverá punição para os servidores que foram acusados de forma caluniosa e vexatória. A mentira tem perna curta, diz o ditado popular. Pura verdade!
Consulta a Processo Disciplinar. Controladoria Geral do Estado de Minas Gerais.

A justiça foi feita, pelo menos agora podemos celebrar esta conquista!
Afinal, servidores exemplares, profissionais éticos, qualificados e comprometidos com a qualidade da Educação Pública do Estado de Minas Gerais não podem e nem irão carregar máculas em suas carreiras, construídas com trabalho, honestidade e dignidade.

Agradecemos a Deus por esta vitória e depois ao SindUte-MG, por ter insistido na luta e na defesa dos interesses de seus filiados.

Vitória!

2.10.13

GREVE NA EDUCAÇÃO DO RJ

As redes municipal e estadual de Educação pública do Estado do Rio de Janeiro estão em greve desde o dia 08 de agosto.

Os aguerridos professores lutam melhorias na área educacional e por salários dignos, um plano de carreira justo que valorize a dedicação dos professores, mas também reivindicam mais investimentos públicos na estrutura das escolas e o fim da meritocracia e das tentativas dos Governos de transformar as escolas em "fábricas" ou empresas de resultados.
Cada escola é singular, avaliações externas devem servir apenas como diagnóstico e não para punir ou premiar professores e alunos. A qualidade da Educação não se mede apenas com o número de acertos que alunos obtém em testes padronizados de Língua Portuguesa e de Matemática. Inúmeros intelectuais, professores universitários e acadêmicos questionam as políticas de avaliações educacionais de larga escala e o modelo de meritocracia que os governos do Brasil, copiando dos E.U.A e do Chile, tentam implantar na educação do país.

A luta dos professores vai muito além dos necessários reajustes salariais, passa por questões políticas, administrativas e pedagógicas da Educação no Estado do Rio de Janeiro.

A greve ganhou as ruas da Capital, numa tentativa da categoria de dialogar com o povo e mostrar-lhes a realidade da Educação pública e as dificuldades que os educadores, adoecidos e empobrecidos, enfrentam no seu cotidiano. 
Por que levar isso para as ruas? Porque a Educação não é um problema só dos professores, dos políticos e dos gestores educacionais, ela é um problema que diz respeito a todos os cidadãos, pois se a Educação está mal a sociedade vai mal. A primeira influencia diretamente a formação da última.

Os governos estadual e municipal do Rio de Janeiro já se mostraram pouco abertos ao diálogo com o povo, talvez porque não estejam acostumados a viver em uma democracia, de fato.
Em um regime que se diz democrático é de suma importância o respeito pelas opiniões diferentes e mais importante ainda é o governante saber ouvir o clamor do povo. A obrigação do governo é trabalhar para a felicidade dos governados, tentar solucionar os problemas e atender às reivindicações da maioria.
Mas o governo Cabral e Paes não escutam, não dialogam e por isso estão sendo duramente atacados pelo povo do Rio de Janeiro, não só pelos professores.
Como os governos não dialogam e não escutam as justas reivindicações dos servidores da Educação do estado, há o confronto. Os governos têm recorrido à truculência e preterido o diálogo.
Usam a polícia para silenciar os professores. Gás de pimentas, cassetetes, balas de borracha e granadas de efeito moral... essa é a resposta que os professores da Educação Básica do Povo do Rio de Janeiro recebem de seus ilustres e dignos governantes para suas justas reivindicações....
Confronto entre manifestantes e policiais no dia 01/10/2013

A ação truculenta da Polícia Militar do Rio de Janeiro contra os professores em greve e os cidadãos conscientes que apoiam a luta dos profissionais da educação ganhou todas as mídias nacionais - sites de notícias e redes de televisão. Entretanto, pelo que tenho percebido quanto mais forte é a repressão da PM, maior é a garra, a determinação e a coragem dos professores que estão em greve de continuar na luta. Uma coragem assim é de encher os olhos, o que me causa um misto de sentimentos. Ao mesmo tempo que sinto orgulho de ser um professor, educador, formador de opinião e de cidadãos, eu também sinto vergonha devido à falta de solidariedade e de consciência da categoria como um todo, pois muitos professores escolhem permanecer alheio a tudo o que está acontecendo, preferem se esconder em sua rotina à lutar. 

Mas o que importa agora é apoiar os bravos, aqueles que estão em luta, que abdicaram de suas vidas, superando o egoísmo, para batalhar por melhorias coletivas que poderão repercutir, positivamente, em toda a sociedade.

Quero dedicar nossas orações, nosso apoio e admiração para os corajosos professores que não tem medo da luta e, que mesmo estando em greve, dão aula de cidadania e dignidade para muita gente! 

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