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25.10.23

Sobre a insegurança nas escolas públicas

No dia 23 de outubro ocorreu numa escola pública de São Paulo outro atentado que resultou em tragédia.

O país é violento, marcado pela desigualdade social e as escolas públicas, de modo geral, são desprotegidas, vulneráveis aos crimes. Infelizmente, diante da inoperância de nossos dirigentes, tais cenas continuarão se repetindo. 

A grande mídia, os veículos de comunicação com programas na televisão ou lives Internet repercutiram o assunto. Muda o canal, muda a plataforma, mas a forma é a mesma: mostram a nota oficial dos políticos lamentando o ocorrido e colocam um "especialista" da Universidade para falar. Nunca colocam o diretor da escola, os professores ou coordenadores, não dão voz aos estudantes e aos seus pais. Para a grande mídia o que importa é a "verdade" revelada pelos "especialistas". O ponto de vista do povo que frequenta diariamente, por horas, as escolas públicas não tem relevância nenhuma.

Por isso, assisti com nojo a um desses programas na Internet mostrando o especialista da Fundação Getúlio Vargas afirmando que as escolas não precisam de detector de metais. Ora, o sujeito fala de um prédio seguro, onde há segurança, para passar pela portaria da FGV é uma tremenda burocracia, há câmeras e vigilantes por todos os cantos...

Mas, segundo o "especialista", nas escolas públicas o detector de metais deve ser o professor. O professor deve conhecer o aluno, suas angústias, seus anseios, suas frustrações e identificar potenciais ameaças e tomar ali as providências cabíveis para prevenir atos violentos...

Ocorre que numa sala de aula há 35, 38 alunos e o professor da escola pública tem várias salas de aulas e atua em duas, às vezes três escolas, em dois ou até três turnos. Tal quadro, em resumo, dificulta bastante a tarefa que pretendem atribuir ao professor.

Será que o "especialista", o bomzão da FGV que recebe um salário elevadíssimo sabe mesmo do que está falando? Será que ele conhece, de fato, a realidade de seu país? Será que alguma vez já pisou numa escola pública?

Precisamos de mais providências, urgentes, e de menos conversa fiada. Caso contrário, continuaremos apenas lamentando as vidas perdidas por conta do descaso e da falta de zelo com a qual as autoridades vem tratando a educação básica neste país.  E a medida que se faz mais necessária para o momento é a instalação de detectores de metais nas entradas das escolas, dentre outros protocolos de segurança que precisam ser adotados. Ficar de blá-blá-blá na televisão, tentando transformar professor em detector de metal, e postar nota de pesar na rede social não vão solucionar a crise de violência do país.

5.2.23

Dinâmica: Até quando esperar por dias melhores?



Para "quebrar o gelo" no primeiro dia de aula, o blog "Acrópole - História & Educação" sugere uma dinâmica para promover a interação e a descontração de toda a turma.

A dinâmica serve aos alunos dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Vamos ao passo a passo:

1º. Entregar aos alunos cópia de um trecho da música "Dias melhores", do Jota Quest. Se não for possível reproduzir via xerox, passe a canção no quadro.

Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos para trás
Oh oh
Vivemos esperando
O dia em que seremos melhores (melhores)
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo
Oh oh oh
Vivemos esperando
O dia em que seremos
Para sempre
Vivemos esperando, oh oh oh

2°. O professor vai ler a canção para os alunos ou reproduzir a música. 


Depois a turma vai debater a ideia central da melodia e relacioná-la ao seu dia a dia, respondendo à seguinte questão: O que eu espero que melhore nos próximos dias?

3°. Cada aluno é livre para compartilhar sua resposta com a turma. O professor deve problematizar o assunto e levantar alguns questionamentos sobre o sentido da palavra esperar e suas implicações. Provoque a turma e oriente a conclusão de que somente esperar não é suficiente para os dias serem melhores. Outras ações são necessárias.  Quais seriam elas? Quais dependeriam de nós mesmos ou da colaboração de outros? Devemos ficar apenas esperando ou devemos viver (o que pressupõe iniciativa, ações,  atitudes) esperançosos? Na medida que as respostas forem surgindo neste exercício de brainstorming anote as palavras-chave no quadro, compondo uma nuvem de ideias.

4°. Após a discussão, o professor passará uma folha em branco e pedir que um estudante escreva uma frase sobre sua espera por dias melhores. Depois o próximo estudante dará continuidade e a folha seguirá até que todos tenham escrito uma mensagem. Quando todos o fizerem, um aluno deve ler a produção coletiva em voz alta concluindo a atividade. A produção de texto pode ser guardada ou afixada em algum ponto da sala para sequências posteriores.

9.6.19

A importância do ato de brincar nos anos iniciais do Ensino Fundamental

Brincar é um processo fundamental para o desenvolvimento das potencialidades sociais e intelectuais da criança. As brincadeiras promovem o desenvolvimento cognitivo e estimulam as relações interpessoais e a psicomotricidade.

De acordo com a Educadora Ângela Maluf (2005),

"Brincar proporciona a aquisição de novos conhecimentos, desenvolve habilidades de forma natural e agradável. Ele é uma das necessidades básicas da criança, é essencial para um bom desenvolvimento motor, emocional e cognitivo. A busca do saber é possível através, do brincar formar indivíduos com autonomia, motivados para muitos interesses capazes de aprender rapidamente".

Há incontáveis estudos que realçam a relevância da brincadeira e da ludicidade enquanto ferramenta didática e pedagógica, mestres como Piaget e Vygotsky ou grandes educadores e pesquisadores brasileiros, como Moacir Gadotti e Magda Soares. Tal atividade não pode ser subaproveitada, jamais!

A brincadeira contribui para desenvolver valores nas crianças, como a cooperação, a solidariedade e o respeito às regras e ao próximo. Quando as crianças vão brincar no escorregador, por exemplo, elas começam a aprender que é preciso que cada um suba as escadas por vez, é necessário aguardar o colega escorregar e abrir espaço para o outro e também começarão a perceber e a respeitar que cada criança tem um ritmo. Alguns com mais desenvoltura - sobem mais rápido os degraus; outros vão mais devagar. Em suma, a brincadeira promove a socialização, o respeito, a disciplina e a tolerância nas crianças e se constitui em uma atividade essencial no processo de formação do educando enquanto ser integral.

Nesse sentido, a Escola Estadual Luiz Salgado Lima é privilegiada, pois possui um parque de areia com inúmeros brinquedos: escorregador, gira-gira, balanço etc. 
Contudo, o parque está  abandonado há muito tempo. Há pouca areia, o mato cresce por toda parte, há lixo e objetos de plástico jogados na área, os quais podem servir de criadouro para o mosquito da dengue, que tanto ameaça nossa saúde, e os brinquedos estão corroídos pela ferrugem.
Os brinquedos estão sem manutenção, tomados por ferrugem. Foto 08/06/19

Há mato, pouca areia e muitos objetos de plástico, garrafa pet e vasilha que podem servir de criadouro para o mosquito da dengue e outras doenças. Foto 08/06/19

O parque carece de manutenção simples, limpeza, capina, mais areia, reparo dos equipamentos e pintura. Ele é parte do patrimônio da escola pública e, como tal, deve ser tratado com zelo pela gestão da instituição de ensino. O Anexo II, da Resolução SEE Nº 4.127/2019, não traz nenhuma novidade, dispõe que é compromisso do diretor da escola:

"zelar pela manutenção dos bens patrimoniais, do prédio e mobiliário escolar, prezando pela preservação e recuperação, quando necessário". 

É certo que as verbas destinadas à Educação podem ter sofrido redução, contudo, o bom gestor é aquele que busca alternativas, estratégias e, com sua liderança e capacidade administrativa, busca alternativas para suprir as necessidades da escola, dos professores e, sobretudo, dos alunos. Assim, há incontáveis possibilidades para captação de recursos, como promoção de "ação entre amigos" na escola, eventos, como Festa Junina, e a renda da Cantina.

Podemos resgatar nosso parque e oportunizar pleno desenvolvimento para centenas de alunos que estão matriculados nos anos Iniciais do Ensino Fundamental. Vamos colocar o parque para funcionar?

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