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2.3.19

O racismo na história do Brasil: mito e realidade


A historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro, professora da Universidade de São Paulo, é autora da obra que intitula esta postagem. No livro, de caráter paradidático, com linguagem acessível e informações objetivas e esclarecedoras a professora traça a trajetória do racismo no Brasil. 

Ela trabalha com inúmeros conceitos, teorias e ideias que, ao longo da história, serviram para justificar e legitimar o domínio de um povo sobre outros, os quais eram considerados inferiores, seja do ponto de vista religioso, cultural ou étnico-racial.

A leitura é bastante prazerosa e importante, ainda mais se consideramos que no Brasil o problema racial ainda é uma realidade. Vários estudos e pesquisas demonstram a desigualdade entre brancos e negros, fato que é resultado do processo histórico de escravidão imposto aos africanos, algo que se reflete na sociedade até os dias atuais.

Confira alguns boxes extraídos do livro:   









CARNEIRO, Maria Luiza Tucci. O racismo na história do Brasil: mito e realidade. São Paulo: Ática, 2006.

19.11.18

A justificação do racismo e da escravidão pela ciência e pela fé

A escravidão é uma forma de exploração do trabalho que tem ocorrido em diversas sociedades e localidades desde a Antiguidade.

Na Civilização Grega, por exemplo, os homens livres poderiam se tornar escravos, caso não pagassem suas dívidas, os prisioneiros de guerras também era sujeitos ao trabalho compulsório e de acordo com Aristóteles: 

“É obvio, então, que uns são livres e outros escravos, por natureza, e que para estes a escravidão é não adequada, mas também justa”.

O filósofo grego atribui aos bárbaros, isto é, àquelas pessoas que não pertenciam à civilização grega a condição natural de escravos, homens que pertenciam a outrem.

Se a princípio a expressão raça estava relacionada à descendência familiar, ao longo do tempo o conceito vai se metamorfoseando e legitimando o processo de exploração de uns sobre outros. No século XVIII, a zoologia usava raça "para designar os subgrupos em uma espécie" (p. 54).
No século XIX, cientistas europeus, baseados nos estudos do biólogo Charles Darwin, elaboraram o racismo científico, também conhecido como "darwinismo social".

O darwinismo social estabeleceu hierarquias entre as raças, tomando como critérios para hierarquizar os grupos humanos aspectos psíquicos e físicos, como, por exemplo, o estudo do formato do nariz e as medidas do crânio. 





"Em 1859, o sociólogo francês Georges Vacher de la Pouge por exemplo, comparou crânios de macacos, de homens negros e de europeus e concluiu que a raça europeia era superior a todas as outras." (p. 56). 
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A ideia do darwinismo social será bastante difundida entre os Ocidentais e servirá para legitimar o Imperialismo e o Neocolonialismo praticado pelas potências europeias no século XIX, submetendo ao seu poderio povos africanos e asiáticos.

Somente a partir da segunda metade do século XX, após a comoção mundial causada pelo horror do nazismo e do conhecimento público acerca do Holocausto, é que os cientistas reconheceram a existência de apenas uma raça - a humana. Os nazistas haviam levado a ideia de superioridade racial ao extremo, promovendo a solução final, isto é o extermínio de 6 milhões de judeus na Europa. Os estudos dos geneticistas comprovaram que, apesar das diferenças fenotípicas, há padrões inegáveis entre o código genético de todos os seres humanos, que indicam uma origem comum.
"Eva mitocondrial", as mitocôndrias das pessoas vieram de uma mesma linhagem matrilinear. 
Voltemos na linha do tempo, no século XVI, onde, com o advento das Grandes Navegações e dos descobrimentos marítimos, os europeus estabeleceram contatos com outros povos, como os africanos e os nativos americanos. Logo, houve a necessidade de mão de obra para a exploração colonial e os africanos e os índios tornaram-se alvos do apresamento sistemático pelos captores europeus. Assim nascia o Tráfico Atlântico Moderno, que vai promover uma das maiores migrações (forçada) de toda a História.
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Para justificar a escravidão de índios e negros, os europeus recorriam a argumentos religiosos, questionando se aqueles povos tinham alma por desconhecerem o Deus da tradição hebraica-cristã. Os escravos tornaram-se assim mercadorias, "não eram homens, mas coisas que pertenciam a quem os comprava" (p. 63). 

A Igreja julgou que os índios deveriam ser catequizados, já os negros deveriam passar pelo purgatório, representado pelo trabalho forçado. Acreditava-se, à época, que os africanos ou etíopes, eram descendentes de Caim ou de Sem e essa herança maldita tinha que ser compensada com o cativeiro.  
Entre os séculos XVI a XIX, o comércio de escravos foi intenso e estima-se que: 

"Dez a quinze milhões de seres humanos foram, assim, transplantados à força das cosas ocidentais da África para as Antilhas e para o continente americano. Sua força de trabalho era utilizada pelos fazendeiros brancos que colonizavam essas regiões" (p. 63).

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A escravidão no Brasil só chegou ao fim em 1888, após a abolição, entretanto o descaso com os negros libertos contribuiu para as enormes desigualdades sociais permanecessem até os dias de hoje, onde parte da população negra segue marginalizada.

Racismo nos EUA

Nos EUA o escravismo também deixou profundas sequelas sociais. Após o fim da Guerra de Secessão em 1865 a vitória do norte permitiu a abolição da escravidão no país.
Contudo, grupos sulistas derrotados e insatisfeitos formaram a Ku Klux Klan (KKK). Eles se vestiam com roupas e capuzes brancos, perseguiam e assassinavam negros. "Entre 1882 e 1962, houve 4733 linchamentos. A congregação existe até hoje" (p. 66).

Nos EUA, após a abolição, a segregação racial entre brancos e negros permanecia, o que gerou inúmeras manifestações em prol dos direitos cívicos dos afrodescendentes. 
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O pastor Martin Luther King foi um dos líderes do movimento e acabou assassinado em 4 de abril de 1968.    
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A segregação racial nos EUA foi abolida por lei, visando garantir igualdade de oportunidades para brancos e os afro-americanos. Entretanto, na prática ainda há grupos sociais que sustentam o ódios contra negros e latinos pobres.
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Manifestação de grupos da supremacia-branca, na Virginia (EUA), 2017.  


Apartheid na África do Sul

Na África do Sul a comunidade branca de 3 milhões de pessoas impôs aos negros, que constituíam a maioria da população 13 milhões, um sistema de segregação racial - o apartheid.

A medida criada em 1948 separava brancos e negros, estabelecia a proibição de casamentos inter-raciais e restringia os direitos dos negros, proibindo-os, por exemplo, de acessarem determinados lugares (ver imagem abaixo).
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O líder sul-africano Nelson Mandela, que ficou preso por 27 anos por se opor ao apartheid, tornou-se o primeiro negro a ser presidente da República da África do Sul em 1994. 
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Em seu governo, Mandela trabalhou pela reconciliação interna do país e pelo fim da política do apartheid.

Bibliografia básica

COMBESQUE, Marie Agnès. O silêncio e o ódio: racismo, da ofensa ao assassinato. São Paulo: Scipione, 2001.

25.11.15

Racismo virtual, as consequências são reais

A mídia pode mudar a cultura das pessoas? A permanência de práticas racistas e discriminatórias num país multicultural e, historicamente, marcado pela influência de vários povos, pode ser combatida por campanhas midiáticas?

Minha resposta para as duas perguntas é sim.

Na disciplina de Cultura e uso de mídias, no Ensino Médio PROEMI, estudamos a influência que a mídia exerce sobre as pessoas. Essa influência pode ser percebida nas atitudes e impulsos que levam um indivíduo a comprar certos produtos, se vestir com a roupa da moda ou adotar o corte de cabelo semelhante ao galã da TV. Enfim, a mídia pode modelar a cultura, por isso acreditamos que ela possui, e pode usar, seu potencial pedagógico para ajudar a sociedade a acabar com o racismo.

É nisso que a campanha "Racismo virtual, as consequências são reais", da ONG Criola, aposta, divulgando, em várias cidades brasileiras, outdoors com mensagens de manifestações racistas postadas nas redes sociais.


Outdoors com mensagens virtuais são instalados nos locais de origem da ofensa.


A ideia é demonstrar que a ofensa racial, mesmo aquela publicada na internet, terá consequências para o seu autor, pois ela afeta e machuca as pessoas no mundo real. 

Assista ao vídeo:

14.7.15

Onda de preconceito mantém o racismo vivo na sociedade brasileira

Nos últimos meses a imprensa noticiou inúmeros casos de discriminação contra pessoas de origem afro-brasileira.


Em muitos deles, as injúrias raciais ocorreram através das redes sociais e são investigadas pela polícia, tendo em vista que a prática do racismo é crime.

Infelizmente, os casos que recebem notoriedade, geralmente envolvem pessoas conhecidas, como artistas e apresentadores de TV, e devem ser apenas a ponta do iceberg. No dia a dia das pessoas comuns é provável que o preconceito seja uma realidade e uma faceta cruel de nossa sociedade.   

O racismo é, de forma geral, uma ideia equivocada que pressupõe a superioridade dos povos brancos e atribui a outras etnias, principalmente aos negros, uma condição de inferioridade por conta da cor da pele. Contudo, a Ciência desconstruiu esse mito e esclarece que a cor da pele não determina se uma pessoa é melhor ou pior do que outra.



Além disso, a História nos ensina que o povo brasileiro tem como principal característica  a miscigenação, isto é, o cruzamento de diferentes etnias - índios, europeus, africanos e asiáticos. Como resultado de tamanha mestiçagem, hoje temos mais de 30% da população que é de origem afrodescendente.
Por isso, nada justifica a intolerância e o preconceito étnico-racial, senão a ignorância e a falta de educação de certos elementos.

Confira os casos recentes de racismo no Brasil:

Julho de 2015.



Junho de 2015.

Os exemplos acima soam como alerta vermelho. Devemos parar e refletir sobre a sociedade que estamos vivendo, onde a intolerância e falta de respeito à diversidade étnica e cultural estão proliferando.

Se queremos uma democracia e uma sociedade mais justa, de fato, teremos que repensar as relações interétnicas urgentemente. 
E, além das medidas legais punitivas, só há uma maneira eficaz de combater este mal - Educação! 

A luta contra o preconceito é de todos nós. Comece agora a se conscientizar e ajude o próximo a tomar consciência também.


Na onda do racismo e da discriminação
Não tem a união e não vê a solução da questão
Que por incrível que pareça está em nossas mãos 

DE OLHO NO ENEM - 2017 (QUESTÃO SOBRE DIVERSIDADE)


4.6.15

Democracia racial?

O mito da "democracia racial", o qual apregoa que no Brasil não há racismo, e que as diferentes etnias (descendentes de europeus, de afroamericanos, de índios e de outros povos) convivem harmonicamente caiu em descrédito, no meio acadêmico, há bastante tempo.

Contudo, resultados de uma pesquisa realizada pela ONU, os quais foram divulgados no final do ano passado, alertam que no país ainda há defensores da ideia de democracia racial e, o pior, os dados apontam que o racismo no Brasil é institucionalizado.


As informações levantadas pelos pesquisadores vão de encontro a ideia de que no Brasil todo mundo é igual. Você duvida? Então confira:
  • os negros no país são os que mais são assassinados, são os que têm menor escolaridade;
  • os negros recebem os menores salários; 
  • a etnia afrodescendente possui a maior taxa de desemprego; 
  • tem o menor acesso à saúde; 
  • são os que morrem mais cedo;  
  • têm a menor participação no Produto Interno Bruto (PIB); 
  • são os que mais lotam as prisões;
  • os negros são os que menos ocupam postos nos governos.

Enfim, se vivemos num pais que tem igualdade étnico-racial acho que teremos que rever o significado do conceito de racismo. Ou devemos repensar nossa História, pois aqui o racismo sempre ocorreu, quando não de forma explícita, manifesta-se de modo velado. É verdade que não tivemos no Brasil uma segregação tão explícita como ocorreu, por exemplo, com os E.U.A, destacadamente na década de 1960.

Contudo, os norte-americanos superaram o racismo violento que permeava a relação entre negros e brancos naquele país. O movimento negro norte-americano conquistou direitos civis e um tratamento menos desigual do que o que é dispensado aos afrodescendentes do Brasil.

Nos EUA, cidadãos negros ocuparam e ainda ocupam cargos importantes no governo, tais como Colin Powell e Condoleezza Rice, os quais foram Secretários de Estado do governo do presidente Bush, entre os anos de 2001 a 2009. E Barack Obama, primeiro afro-americano a ocupar o cargo de presidente. Eleito em 2009, ele governa os EUA até os dias de hoje.




Não queremos defender aqui que os EUA são o paraíso racial, pois não são. Basta ver como os norte-americanos tratam os imigrantes latinos, orientais e outros grupos étnicos que vivem ou pretendem viver no país. Eles enfrentam as leis anti-imigração, preconceito e outras dificuldades. Porém, nos EUA o racismo foi enfrentado de uma maneira diferente. A luta por direitos civis foi intensa e houve grande mobilização para que esse direito fosse efetivado.

No Brasil, como o racismo sempre foi algo "oculto" o movimento negro brasileiro não teve tanta mobilização e nem a força social e política que os afrodescendentes conseguiram nos EUA. Isso não diminui as conquistas do movimento negro brasileiro, apenas indica que a luta aqui, talvez, seja mais complicada por conta de processos históricos, sociais e culturais específicos do Brasil.

Além das especificidades que tornam a luta contra o racismo mais difícil, as elites brancas e dirigentes do país sempre agiram de maneira ardilosa, tentando  passar para o povo a ideia de que no Brasil o racismo não era um problema, argumentando que aqui não houve segregação racial. Isso justificava a falta de políticas públicas para combater o racismo e manter a falsa aparência de que estava tudo bem no país.  Prova disso é que somente em 1989 tivemos um legislação mais rigorosa contra crimes raciais no Brasil (leia mais sobre a legislação contra o racismo clicando aqui).

A partir de 2003, com o governo Lula, mudanças começaram a ocorrer, em doses homeopáticas é verdade, de maneira tímida e conservadora, mas começaram.
O presidente promulgou uma Lei que incluía nos currículos de todas as escolas de Educação Básica o Ensino da Cultura e História da África e também incentivou ações afirmativas, como a reserva de cotas para negros ingressarem nas universidades públicas, com o objetivo de combater a desigualdade étnico-racial.


Presidente Lula.


Mais de dez anos após o governo brasileiro ter acordado do sonho de estar vivendo num paraíso racial, o Brasil ainda tem muito por fazer para garantir mais igualdade para seu povo e efetivar a democracia.
O ano passado foi emblemático e comprova que o racismo está bem vivo no imaginário do povo, tendo em vista os inúmeros casos de preconceito racial ocorridos no futebol (leia sobre o caso do goleiro Aranha clicando aqui).

Enfim, ainda há muito por fazer para enterramos os resquícios de um passado escravocrata tão marcante na História nacional. Quando esses grilhões forem rompidos teremos edificado os alicerces para construirmos uma sociedade mais tolerante à diversidade étnica e cultural do povo brasileiro.

11.8.14

Racismo, não!

No segundo bimestre, com a proximidade do início da Copa do Mundo, os alunos do 6º ano, turma 3 e 4 da E. E. Luiz Salgado Lima, pesquisaram e estudaram algumas manifestações de racismo no futebol. Nosso principal objetivo com essa proposta foi a de conscientizar os estudantes acerca da necessidade de ter igualdade étnica e racial em nossa sociedade, condenando atitudes preconceituosas, incompatíveis com o ideal de uma sociedade inclusiva e democrática.

Antes de pesquisarem, eles aprenderam e debateram em sala de aula o conceito de racismo e citaram vários exemplos de preconceito na sociedade, além dos últimos fatos que ocorreram no mundo do futebol, na América Latina e na Europa.

Assistimos e debatemos a um vídeo disponível na internet, o qual abordou as ocorrências de racismo no futebol com diversos depoimentos e análises de atletas, jornalistas e pesquisadores do tema.

Cada aluno fez um relatório, registrando sua opinião sobre o assunto, a qual foi socializada com a turma, num debate orientado pelo professor.  

Leia algumas produções: 

"O racismo é inaceitável  e muita gente sofre com isso. E ainda colocam apelidos ofensivos. Tanto o racismo quanto qualquer outro preconceito não deve ser alimentado por nós. Todo mundo tem que ajudar para esse racismo não voltar, pois só com muito amor seremos felizes". (Aluna Lohany). 

"O racismo é uma coisa que precisa mudar. Eu sugiro que todos parem, pensem e se coloquem no lugar de quem elas ofendem. Aposto que elas não gostariam. O mundo está péssimo. Não importa se a pessoa é branca, parda ou negra, todos nós merecemos respeito." (Aluna Vanessa).

Depois, fizemos um levantamento dos casos mais emblemáticos de racismo, todos ocorridos em 2014.
Em equipes, os alunos leram e discutiram as notícias sobre racismo, fizeram resumos das matérias e elaboraram cartazes com fotos e frases das vítimas do preconceito racial.

Confira alguns cartazes abaixo:
Caso Daniel Alves (Abril de 2014).

Caso Tinga (Fevereiro de 2014).

Caso Márcio Chagas (Março de 2014).

Em outro momento, para concluir esse pequeno projeto, eles leram e interpretaram um texto (ver material abaixo), depois responderam a perguntas sobre a origem do Futebol, o racismo na sociedade e no esporte e a superação do preconceito.



Importante destacar que todos chegaram a um mesmo entendimento, que o Racismo não tem vez no futebol, menos ainda em nosso dia a dia, pois somos todos iguais, nosso povo é historicamente miscigenado e, independente da cor da pele, o ser humano merece respeito.

Vocês estão de parabéns, turminha!

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