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1.7.24

[Livros] Lançamento: "Nietzsche, Lobato e a Veneta e outros ensaios"

Nietzsche, Lobato e a Veneta e outros ensaios


Compre aqui.


Aluizio Alves Filho é cientista social com doutorado em Sociologia pela Universidade de Brasília, tendo sido professor do Departamento de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e professor adjunto aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS/UFRJ). É responsável pela produção de livros, organização de eventos e orientações de pesquisas que tratam da obra de Monteiro Lobato, em especial sobre a figura do Jeca Tatu e seus empregos na construção de um ideário identitárionacional. De seus decênios de produção intelectual, destaca-se o livro “As metamorfoses de Jeca Tatu”, de 2003, onde o autor traça as transformações sofridas, ao longo dos anos, pelo homem pobre e rural descrito por Monteiro Lobato. Nesta edição, o leitor poderá encontrar, além do ensaio Nietzsche, Lobato e a veneta, que nomeia o livro, os ensaios A formação do escritor; Ilusões perdidas e No Sítio de Dona Benta, escritos de maneira ao mesmo tempo fluída e profunda, capazes de agradar tanto os leitores mais versados na problemática lobatiana quanto aqueles que pouco se interessam por tão intrigante questão.

10.12.23

Dicas para as férias: livros e filmes

As férias vão começar e nós merecemos um justo descanso!

Para relaxar na folga nada melhor do que  ler bons livros e assistir a ótimos filmes! Então, vamos aproveitar e colocar a leitura e o cinema em dia. 

Confira nossas dicas.

A Saga O senhor dos anéis, inspirada na obra do escritor J. R. R. Tolkien, é um clássico do cinema e da literatura fantástica. Não tem erro ao escolher o universo de Tolkien, a emoção e o entretenimento estão garantidos!







Não esqueça da leitura!

Que tal apostar em autores nacionais,  como Machado de Assis, Lima Barreto ou Guimarães Rosa?!

Os clássicos produzidos por esses grandes nomes da literatura brasileira merecem ser lidos e relidos e, mesmo assim, ainda podem nos surpreender!

 





7.11.19

Segurança pública começa pela atenção à infância

A falta de amor , atenção,segurança, limites , disciplina, valores, autoestima são os fatores determinantes da nossa caminhada para o caos social . Os resultados das medidas punitivas e repressivas de combate à violência, que vêm sendo utilizadas há mais  um século, têm sido decepcionantes. 
Ainda não nos conscientizamos de que é mais fácil construir crianças do que seguir tentando consertar adolescentes e adultos.


R$ 60,00

Para mais informações : 61 99429-2634
61 3248-3737
Falar com Bianca.

Autor: Dr. Antonio Marcio Junqueira Lisboa 

2.3.19

O racismo na história do Brasil: mito e realidade


A historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro, professora da Universidade de São Paulo, é autora da obra que intitula esta postagem. No livro, de caráter paradidático, com linguagem acessível e informações objetivas e esclarecedoras a professora traça a trajetória do racismo no Brasil. 

Ela trabalha com inúmeros conceitos, teorias e ideias que, ao longo da história, serviram para justificar e legitimar o domínio de um povo sobre outros, os quais eram considerados inferiores, seja do ponto de vista religioso, cultural ou étnico-racial.

A leitura é bastante prazerosa e importante, ainda mais se consideramos que no Brasil o problema racial ainda é uma realidade. Vários estudos e pesquisas demonstram a desigualdade entre brancos e negros, fato que é resultado do processo histórico de escravidão imposto aos africanos, algo que se reflete na sociedade até os dias atuais.

Confira alguns boxes extraídos do livro:   









CARNEIRO, Maria Luiza Tucci. O racismo na história do Brasil: mito e realidade. São Paulo: Ática, 2006.

1.2.18

História do Brasil para quem tem pressa

Comecei a ler a obra História do Brasil para quem tem pressa, de cunho didático, escrita pelo historiador Marcos Costa.

O texto, apesar de tropeçar na repetição de algumas palavras, é bem escrito, tem linguagem simples e objetiva de fácil apreensão pelo público em geral. Projeto editorial interessante e importante que auxilia na popularização e a na apropriação da História por nossa própria gente. Numa época em que informação é poder, é fundamental conhecer os processos históricos que concorreram para a formação política, econômica e social do que hoje chamamos Brasil.

O livro, sem dúvida, vai estar presente no planejamento das aulas, contribuindo para atividades complementares de leitura, interpretação e debate em classe sobre História do Brasil.

Abaixo, destacamos um trecho que descreve uma estratégia utilizada pelos portugueses no século XVI, de enviar para a colônia degregados para viverem entre os índios com a finalidade de obter informações sobre seus costumes, idioma e, claro, metais preciosos! Uma vez obtidas tais informações elas eram remetidas à Europa, por meio dos viajantes, os quais ficavam encantados com os relatos sobre montanhas de prata e pedras preciosas mas, ao mesmo tempo, sentiam medo da tribos selvagens e canibais que habitavam o "Novo Mundo".

Boa leitura.


26.11.16

Lançamento de livro


Antonio Marcio Junqueira Lisboa, médico e professor leopoldinense, lançará seu livro - Memórias de um pediatra - na Associação Médica de Brasília (AMBr). 

Confira mais informações:




Data: 01/12/2016
Hora: 19 h às 22 h
Local: hall do auditório Jacarandá da AMBr.

9.11.16

Ele está de volta (Às vezes parece que ele nunca foi embora)!

Berlim (Alemanha), 2011.

Adolf Hitler desperta num terreno baldio, no subúrbio da cidade. Vê à sua volta inúmeros imigrantes de origem turca convivendo entre os seus. Descobre que uma mulher ocupa a presidência, que outrora fora sua, e sai em busca de respostas em meio ao vaivém de pessoas e de veículos nas ruas da capital.

O livro Ele está de volta (2012) do autor alemão Timur Vermes narra o retorno de Hitler no século XXI, cujo discurso nacionalista e impregnado de xenofobia se torna viral com o advento das novas tecnologias de comunicação e recursos de mídia, como a televisão e a internet. 

Eu já tenho o meu!

De leitura agradável, a obra nos faz refletir sobre a predisposição do grande público em aceitar os discursos propalados por lideranças conservadoras e populistas, muitas das quais defendem um "governo forte" e a adoção de medidas autoritárias. 

O texto, evidentemente, dialoga com as questões e tendências políticas do século XXI, evocando um fato do século XX - a ascensão de Hitler ao poder. Assim, a obra nos possibilita refletir sobre o avanço da direita conservadora na Europa, em países como Itália e França, por exemplo, cujas lideranças disseminam uma cultura de intolerância às minorias étnicas e defendem restrições a entrada de imigrantes em seus países com significativa aprovação popular. E, por que não citar, o caso de Donald Trump, recém eleito presidente dos EUA, personagem que durante a sua campanha ergueu a bandeira do isolacionismo, torcendo o nariz para os latinos e islâmicos. Ainda na América, mas desta vez no cone Sul, países como a Venezuela, Peru, Argentina e Brasil (vide a retórica do deputado Bolsonaro, a qual exalta o regime militar), há incontáveis políticos simpáticos às práticas governamentais populistas e demagógicas que seduzem multidões.

Enfim, há resquícios de cultura política autoritária por toda a parte, às vezes ela fica em estado latente, em outros momentos, como nos de crise econômica, ela se manifesta de modo mais forte e aí redundam em governos que cerceam  direitos e ceifam vidas. 

A repercussão do livro foi tamanha, que ele acabou virando filme homônimo à publicação de Vermes. Confira o trailer abaixo:




Sem dúvida, vale a leitura e o ingresso para o cinema!

28.11.15

A aventura que confirmou a esfericidade da Terra

As grandes navegações europeias, iniciadas no século XV, promoveram a ampliação do conhecimento geográfico sobre o Mundo.

Antes das expedições marítimas, os europeus acreditavam que o oceano era o limite da Terra e além dele estava um abismo que tragava os marinheiros que ousassem se aventurar pelo mar.

Em 1519, o navegador português Fernão de Magalhães (1480-1521), a serviço da coroa espanhola, liderou uma frota com cinco embarcações e 240 homens com o objetivo de chegar ao Oriente. Ele navegou pelo Oeste,  afim de explorar o mundo e se apossar de novas terras e levar especiarias para a Espanha.


Francisco de Magalhães.
Magalhães cruzou o Atlântico e, no extremo sul da América, encontrou uma passagem para o Oceano Pacífico - denominada de Estreito de Magalhães.

Ao longo da viagem, Magalhães enfrentou índios, tempestades e até a revolta de seus comandados, os quais, desesperados com as incertezas e o medo do desconhecido, queriam matar o capitão-geral.

Antonio de Pigafetta viajou na frota e relatou outra dificuldade enfrentada - a fome. Segundo ele, os viajantes só comiam "...velhos biscoitos transformados em poeira e cheios de vermes, fedendo a urina de rato"
Devido à escassez de alimentos, a tripulação ficava fraca e vulnerável às doenças, como o escorbuto, a qual dizimava os marujos. 

Magalhães morreu em 1521, depois de desembarcar nas Filipinas, onde enfrentou os nativos, e acabou sendo atingido por uma lança envenenada que o levou à morte.


Victoria foi o único navio que restou da frota de Magalhães. Dois naufragaram, um perdido e outro foi incendiado.

Em 1522, a viagem chegara após retornar à Europa, porém apenas um navio e 18 sobreviventes voltaram para casa. Ela ficou conhecida como viagem de circunavegação, pois o navio Victoria que chegou a Sevilha, além de trazer muitas especiarias, comprovou a esfericidade da Terra.

O escritor austríaco Stefan Zweig (1881-1942), publicou em 1938, a obra Fernão de Magalhães: o homem e sua façanha, na qual registra, com riqueza de detalhes, as aventuras e desventuras do navegador português.




Zweig, com talento raro, coloca o leitor dentro da caravela de Magalhães, conduzindo-o por uma viagem fascinante em busca de especiarias e de glória. 

Stefan Zweig deixou a Áustria por conta do nazismo. Viveu em Petrópolis (RJ) de 1941 a 1942, quando cometeu suicídio junto com sua esposa, Lotte.



Por tudo isso, a leitura é instigante e prende a atenção do leitor até a última página. Vale a pena conferir. 


Leia trechos do livro no Google Livros.


Leia mais sobre a viagem de circunavegação clicando aqui.

13.6.15

[RESENHA] Estou lendo...

A ditadura militar - 1964 - 1985: momentos da república brasileira é um livro escrito pelo pesquisador Evaldo Vieira.

Ao longo de suas páginas, o autor analisa, de forma clara e didática, o golpe militar de 1964 e os governos dos presidentes militares do Brasil.

Apesar de não trazer nenhuma abordagem inovadora para a Historiografia sobre o assunto, o livro ganha relevo pela precisão e competência com que o autor trata o tema, de forma crítica, desconstruindo os discursos dos agentes militares.

É comum encontrar nos discursos dos presidentes militares a defesa da democracia plena, porém Evaldo Vieira cita várias ações governamentais que contrariam as falas presidenciais, tais como a repressão do governo, as prisões ilegais de pessoas consideradas inimigas do regime, torturas, cassação de mandatos de parlamentares etc.    

Militares reprimindo movimento estudantil.
Vieira também deixa claro quem apoiou o golpe militar, destacando setores sociais da classe média e das elites, da Igreja Católica e Protestante, órgãos da imprensa (jornais como o Estado de São Paulo e O Globo) e, principalmente, os E.U.A, maior interessado em afastar qualquer risco de o Brasil receber influência do Comunismo internacional.

O apoio velado dos E.U.A ao golpe militar foi amplamente favorável aos norte-americanos, pois assim que os militares assumiram o poder trataram de abrir a economia nacional para as empresas estrangeiras e para o capital internacional.

Por conta disso, a economia brasileira viveu o chamado "milagre econômico", no governo do general Médici (1969-1974), quando o PIB brasileiro apresentou expressivo crescimento. Contudo, isso não contribuiu para reduzir as desigualdades sociais, pois no mesmo período o país verificou alto índice inflacionário, achatamento dos reajustes salariais e o crescimento da dívida externa brasileira.

Some a tudo isso o aumento da repressão por parte dos militares aos trabalhadores, aos sindicatos, ao movimento estudantil e à guerrilha armada, os quais não aceitavam mais a ditadura no Brasil.

O autor conclui lembrando que a memória dos agentes da ditadura está preservada até os dias atuais em todos os lugares. Escolas, ruas e praças foram batizadas com os nomes dos militares que estiveram no poder e, apesar de terem provocado tanto mal para o país e seu povo, são exaltados como heróis da pátria...

Pelo exposto, a leitura do livro é recomendada para quem quer conhecer o quanto a ditadura militar foi perniciosa para o país, a ponto de deixar resquícios de seu autoritarismo na democracia em que vivemos atualmente. 


21.1.15

[Resenha] Estou lendo...

Andaluz - Desvendando os mistérios da Espanha Moura, escrito por Jason Webster e publicado pela Editora Rocco, no ano de 2007.


O livro é uma mistura de autobiografia e romance. O autor registra sua aventura pela região da Andaluzia, situada no sul da Espanha.

Ali ele busca encontrar, e acha sem muitas dificuldades, vestígios da cultura moura (árabes que vieram do norte da África e ocuparam grande parte da Península Ibérica entre os séculos VIII e XV).

Por onde o autor passa, encontra construções com arquitetura tipicamente islâmica, dialetos, comidas e nomes de cidades que remontam ao passado histórico quando a Espanha esteve sob domínio mouro e recebeu muita influência cultural de seus conquistadores.

A obra, além de propiciar uma leitura prazerosa, ganha vigor histórico e social quando o autor conhece um imigrante marroquino vivendo ilegalmente na Espanha. Esse homem trabalha num regime semelhante à escravidão. O fato, além de outras situações de discriminação étnica relatadas no livro, revela como os espanhóis tratam mal os imigrantes, sobretudo os do norte da África, e menosprezam a cultura árabe, a qual muito contribuiu para a formação da cultura espanhola.

Desse encontro entre o imigrante e o autor, um americano radicado na Espanha, surge um laço de amizade e o compromisso do último em ajudar o primeiro a conseguir um emprego e a viver com dignidade no país europeu. Ao longo do percurso, o livro nos convida a viajar junto com a dupla protagonista, conhecendo uma Espanha que se parece mais árabe e africana do que católica e europeia.


"Viaja, e tu compreenderás o significado das coisas."
(Provérbio Marroquino) Citação extraída do livro.

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