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16.8.17

Filme: O menino do pijama listrado

Depois de estudar o nazismo e de toda a violência que o regime de Adolf Hitler perpetuou contra os judeus e outras minorias étnicas, exibir o filme O menino do pijama listrado foi uma boa escolha dos alunos.

Depois do filme, os estudantes do 3º ano do Ensino Médio da E. E. Luiz Salgado Lima produziram textos e desenhos analisando o longa-metragem e relacionando aspectos mostrados na obra ao contexto histórico da Europa nazifascista e da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A aluna Ingrid Vargas caprichou na redação e fez uma bela análise. Confira:

Produção de texto sobre o filme O menino do pijama listrado



O filme "O Menino de Pijama Listrado" retrata um momento histórico vivido na Europa entre os anos de 1939 a 1945. Momento este, marcado pelo forte totalitarismo de Hitler, no qual os direitos humanos não eram respeitados e a repressão era duramente aplicada a grupos sociais diferentes do padrão ariano almejado pelos nazistas.
As pessoas eram obrigadas a aceitar a ideologia de Hitler, pois poderiam ser torturadas ou até mesmo mortas pela polícia autoritária do governo alemão.

O ditador pregava que os judeus, homossexuais e também deficientes físicos seriam os culpados pelo atraso da sociedade e, se continuassem vivos, poderiam contaminar a pureza da raça alemã levando-a a degeneração.


Em cenas do filme, um professor de história ensina a duas crianças que os judeus seriam pessoas más. Porém, a inocência do protagonista que interpretava o garoto alemão chamado Bruno fala mais alto, e ele acaba fazendo amizade com um menino judeu, Shmuel, o qual se encontrava preso num campo de trabalho forçado junto com outros judeus.



Apesar da nova amizade de Bruno estar do outro lado de uma cerca, dentro de um campo de extermínio, o alemão não mede esforços para estar perto do amigo. Após entrar no local o garoto alemão é confundido com um judeu e acaba sendo morto junto com Shmuel na câmara de gás.

De fato, milhões de judeus morreram assim, de forma cruel e desumana, executados a sangue frio. Os historiadores estimam que 6 milhões deles foram assassinados pelo regime nazista, e esse terrível evento foi chamado de Holocausto.

O filme foi uma oportunidade para refletir sobre os riscos de regimes políticos autoritários assumirem os governos de nações e, por conta, de suas ideologias promoverem perseguições a grupos que julgam ser "diferentes", atacarem os direitos fundamentais, como a vida e a liberdade dos cidadãos sob o pretexto de manter a ordem.

Ingrid Vargas
3º ano 9


Parabéns Ingrid, seu trabalho ficou show!  

9.11.16

Ele está de volta (Às vezes parece que ele nunca foi embora)!

Berlim (Alemanha), 2011.

Adolf Hitler desperta num terreno baldio, no subúrbio da cidade. Vê à sua volta inúmeros imigrantes de origem turca convivendo entre os seus. Descobre que uma mulher ocupa a presidência, que outrora fora sua, e sai em busca de respostas em meio ao vaivém de pessoas e de veículos nas ruas da capital.

O livro Ele está de volta (2012) do autor alemão Timur Vermes narra o retorno de Hitler no século XXI, cujo discurso nacionalista e impregnado de xenofobia se torna viral com o advento das novas tecnologias de comunicação e recursos de mídia, como a televisão e a internet. 

Eu já tenho o meu!

De leitura agradável, a obra nos faz refletir sobre a predisposição do grande público em aceitar os discursos propalados por lideranças conservadoras e populistas, muitas das quais defendem um "governo forte" e a adoção de medidas autoritárias. 

O texto, evidentemente, dialoga com as questões e tendências políticas do século XXI, evocando um fato do século XX - a ascensão de Hitler ao poder. Assim, a obra nos possibilita refletir sobre o avanço da direita conservadora na Europa, em países como Itália e França, por exemplo, cujas lideranças disseminam uma cultura de intolerância às minorias étnicas e defendem restrições a entrada de imigrantes em seus países com significativa aprovação popular. E, por que não citar, o caso de Donald Trump, recém eleito presidente dos EUA, personagem que durante a sua campanha ergueu a bandeira do isolacionismo, torcendo o nariz para os latinos e islâmicos. Ainda na América, mas desta vez no cone Sul, países como a Venezuela, Peru, Argentina e Brasil (vide a retórica do deputado Bolsonaro, a qual exalta o regime militar), há incontáveis políticos simpáticos às práticas governamentais populistas e demagógicas que seduzem multidões.

Enfim, há resquícios de cultura política autoritária por toda a parte, às vezes ela fica em estado latente, em outros momentos, como nos de crise econômica, ela se manifesta de modo mais forte e aí redundam em governos que cerceam  direitos e ceifam vidas. 

A repercussão do livro foi tamanha, que ele acabou virando filme homônimo à publicação de Vermes. Confira o trailer abaixo:




Sem dúvida, vale a leitura e o ingresso para o cinema!

17.4.14

Regimes Fascistas

  • Os regimes fascistas foram governos totalitários que se manifestaram em países da Europa, destacadamente na Itália e na Alemanha, entre a metade dos anos 1920 até 1945.
  • A ascensão desses regimes totalitários, especialmente o Nazismo, está associada ao Tratado de Versalhes (1918), o qual pôs fim à Primeira Guerra Mundial e responsabilizou a Alemanha por todos os prejuízos causados às nações vitoriosas; A Crise econômica de 1929 que arruinou as economias de inúmeros países; e as disputas políticas entre os grupos radicais que emergiram no período, como os socialistas e os nazifascistas.
  • Nesse cenário caótico, onde havia instabilidade política e governamental, crise econômica, inflação, desemprego e muito desespero, as ideologias nazifascistas tornaram-se muito atraentes para as massas populares.
  • As pessoas começavam a apoiar as doutrinas autoritárias, como o Fascismo e o Nazismo. De modo geral, elas pregavam um Estado forte e centralizador, o militarismo, exaltavam um passado de riquezas e de glórias, consideravam a democracia uma forma de governo fraca e atacavam o liberalismo econômico e o comunismo. O Estado nazifascista seria governado por um líder, uma figura exemplar que deveria ser cultuada e obedecida por todos. Os conflitos de classe seriam atenuados através do corporativismo para manter a ordem e  harmonia social. Os governos totalitários passariam a controlar toda a vida do país - a economia, a educação, a cultura e o comportamento de seus cidadãos.
  • A Itália, tomada pelo Fascismo a partir de 1925, passou a ser governada por Benito Mussolini - o Duce (Condutor).

  • O Nazismo, chefiado por Adolf Hitler, o Führer (líder), tomou o poder na Alemanha em 1933.

  • A propaganda foi muito explorada pelos governos totalitários, seja pelo rádio, jornais, cinema ou em grandes comícios, eles divulgavam a doutrina para o público e faziam uma verdadeira "lavagem cerebral" nas pessoas. 
Soldados uniformizados demonstram a ordem, a disciplina e a força do regime em um comício nazista. 
  • A violência foi uma característica marcante dos regimes totalitários, eles proibiram o funcionamento de outros partidos políticos, restringiram os direitos dos cidadãos, como por exemplo, a liberdade de expressão, proibiram o funcionamento dos sindicatos e as greves dos trabalhadores. Enfim, esses governos eram autoritários e não admitiam nenhum tipo de oposição ao regime, tampouco respeitavam as liberdades individuais. No caso do Nazismo, havia também uma questão racial ligada à sua ideologia. O Nazismo defendia que os alemães (a raça ariana) eram o povo superior, escolhidos para governar, ocupar o "espaço vital" (o leste da Europa), enquanto as raças "inferiores", como os eslavos e os judeus, deveriam ser aniquiladas. A ditadura nazista combateu as  diferenças étnicas e culturais, por isso judeus, eslavos (povos da Europa Oriental) homossexuais, ciganos e portadores de deficiências foram perseguidos e muitos foram exterminados pelas tropas do governo.
Judeus, eslavos, ciganos e homossexuais eram presos em campos de concentrações pelos nazistas.
  • Somente após a derrota do eixo nazifascista na Segunda Guerra Mundial em 1945 é que foram divulgadas as barbaridades e os crimes cometidos pelos governos ditatoriais contra os direitos humanos. Até hoje, há em vários países do Mundo grupos extremistas que defendem as ideias de cunho fascista, como os skinheads, neonazistas, dentre outros. Infelizmente, esses grupos fingem desconhecer que a História foi escrita com o sangue de milhões de inocentes.
Grupo neonazista preso em Israel (2007). Link.

13.9.11

Turismo histórico e nazismo

Segue um vídeo pequeno mas bastante interessante que mostra a opinião de dois historiadores alemães sobre a transformação de residências de Hitler em ponto turístico.
Um deles é favorável que nos locais haja informações objetivas sobre os fatos históricos que envolveram Hitler e o nazismo, outro pensa que a transformação das casas de Hitler em pontos turísticos poderá atrair neonazistas e fomentar o surgimento do nacionalsocialismo.



Confira este vídeo incrível do MSN: O ninho de Hitler

O que você acha? O local onde Hitler viveu deve ser um ponto turístico e cultural ou deve ser abandonado pelas autoridades alemãs e ficar abandonado pelo público?

Acho que omitir informações do público não irá contribuir muito para formar uma nova geração consciente do que foi o horror provocado pelo nazismo na primeira metade do século XX e as sequelas que ele deixou para a gerações seguintes.
Em minha opinião, poderiam transformar as casas onde Hitler viveu em pontos culturais sim, desde que houvesse em cada local aberto a visitas informações e relatos históricos de quem viveu e sofreu com o nazismo. Assim, talvez as pessoas se conscientizem de que a doutrina nazista - baseada explicitamente no ódio, na intolerância e na discriminação racial - não é uma boa opção de ideologia política.


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