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15.7.18

A fundação do Laboratório Químico Leopoldinense e a campanha do saneamento rural

Laboratório Químico Leopoldinense


Acervo de Luiz Raphael Domingues Rosa/Espaço dos Anjos
Laboratório Químico Leopoldinense  - Fundado em 07 de julho de 1927 pelos irmãos José Monteiro Ribeiro Junqueira e Custódio Junqueira, Graciema Junqueira e o químico Antenor Machado.

O laboratório era uma estrutura importante para a campanha de saneamento rural e a erradicação das epidemias, como a opilação, a varíola entre outras.

A Gazeta de Leopoldina, jornal de propriedade da família Ribeiro Junqueira, publicou uma nota, em 1933, louvando a aprovação de um remédio fabricado no laboratório Leopoldinense pelo Instituto Osvaldo Cruz. Segue o documento:

O medicamento em questão é o óleo de quenopódio, o qual era empregado no combate da ancilostomíase e da malária.

14.4.18

Quem foi Louis Pasteur?

Texto por Vanessa Dutra 
A imagem pode conter: Vanessa Dutra, sorrindo, close-up e área interna
(Acadêmica do curso de Ciências Biológicas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - campus Barbacena)



Louis Pasteur (1822 - 1895) foi um cientista francês que realizou importantes descobertas nas áreas da medicina, microbiologia e química. Através de seus experimentos, a teoria da abiogênese ou geração espontânea, a qual argumentava que seres vivos poderiam surgir de seres inanimados foi derrubada. Assim, o cientista francês mostrou que micro-organismos podem estar presentes na matéria não viva (como sólidos, líquidos, no ar), mas não surgir a partir deles.


Além disso, Pasteur foi fundamental para a relação entre micro-organismos e doenças. Essa descoberta ocorreu através de um pedido de um grupo de mercadores à Pasteur, para que ele descobrisse o motivo pelo qual a cerveja e o vinho azedavam. Com seus experimentos, ele descobriu que através do processo de fermentação, micro-organismos convertiam os açucares em álcool na ausência de ar, e na presença de ar transformavam o álcool da bebida em vinagre. Sua solução foi chamada de “Pasteurização”, que consiste no aquecimento da cerveja e do vinho o suficiente para matar os micro-organismos. Esse processo atualmente é usado para aumentar a durabilidade e matar bactérias potencialmente nocivas do leite, assim como em algumas bebidas alcoólicas.

Essa descoberta foi a primeira ligação entre atividades de micro-organismos e mudanças na matéria orgânica, alertando os cientistas para a possibilidade desses seres exercerem o mesmo papel com plantas e animais, ou seja, que pudessem causar doenças, o que ficou conhecido como “teoria do germe da doença”. Essa teoria era muito difícil de ser aceita na época devido a grande religiosidade da população, a qual acreditava na origem divina das doenças, como castigos e punições para pecados e crimes individuais. A maioria das pessoas daquela época achava impossível que micróbios “invisíveis” poderiam viajar pelo ar e causar doenças. Com suas descobertas, Pasteur ajudou no desenvolvimento das técnicas de assepsia adotadas nos hospitais, prevenindo a contaminação de pessoas por micro-organismos indesejáveis por falta de higienização das mãos dos médicos. Tais técnicas são usadas até os dias atuais.

Pasteur foi um grande cientista e é considerado um dos fundadores da microbiologia, deixando um grande legado para a humanidade.

Bibliografia básica

TORTORA, Gerard J. et al. Microbiologia. 10°. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012.

18.3.18

Stephen Hawking (1942-2018)

Faleceu aos 76 anos o cientista britânico Stephen Hawking. O físico destacou-se nos estudos sobre os buracos negros, descobriu que eles podem soltar radiação e partículas antes de desaparecerem após explodirem.

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11.12.17

Instituto Butantan: tradição e vanguarda na pesquisa biomédica

Tradição, história e competência são marcas do Instituto Butantan, fundado em 1899, no estado de São Paulo, na área de pesquisas biomédicas e produção de soros e vacinas.



A instituição surgiu num contexto em que a peste bubônica se propagava no estado a partir do porto de Santos e o poder público necessitava de adotar medidas higiênicas e sanitárias para debelar a doença. 

O primeiro diretor do Instituto foi o médico Vital Brazil (1865-1950), que era um estudioso dos problemas de saúde pública. Além disso, o médico se destacou na pesquisa de soros que combatiam os venenos de cobras, como cascavel, jararaca e urutu. 

Em sua gestão ainda realizou um extenso programa de produção e fornecimento de vacinas contra o tifo, a disenteria, o tétano, a tuberculose a varíola e soros contra animais peçonhentos.  

Desde então, essa instituição científica não parou de crescer, sempre aglutinando mais pesquisadores, médicos, biomédicos e estudantes, se tornando um dos centros de ensino e de pesquisa mais importantes do Brasil e da América Latina no campo da saúde.

Há pouco foi publicada uma notícia de que estudiosos desse Instituto descobriram novas espécies de aranhas venenosas, o que abre caminhos para a produção de novos soros para tratar vítimas desses animais peçonhentos.

Confira a notícia clicando na imagem abaixo:


10.12.17

Google homenageia bacteriologista alemão



Hoje o doodle do Google homenageia o médico e bacteriologista alemão Robert Koch (1843-1910).

A exemplo de Louis Pasteur, o bacteriologista francês que foi seu contemporâneo, Koch fez inúmeras descobertas no campo da microbiologia, identificou, por exemplo, o bacilo  que causa a tuberculose e o microorganismo que transmitia a cólera, através da água, alimentos e roupas.

Graças aos seus estudos foi possível combater diversas epidemias que assolaram o mundo no século XIX e no século XX, por meio da medicina social, do higienismo e das políticas públicas de vacinação e saneamento das cidades e do campo.

Por tudo isso, o cientista alemão é considerado um dos pioneiros da bacteriologia e um ícone das ciências biológicas!

4.5.17

Nacionalismo e o discurso médico-sanitário sobre o povo brasileiro

Entre 1910 e 1920, num período marcado pela Primeira Guerra Mundial, o mundo viveu uma onda nacionalista. Através dos nacionalismos grupos políticos e sociais tentavam construir a ideia de comunidades nacionais por meio de vários aspectos: investimentos em educação, ciência, aprimoramento da raça, valorização da cultura etc.

O Brasil não ficou imune à influência nacionalista e por aqui proliferaram diversas organizações que levantaram a bandeira em prol da nacionalidade brasileira. Em 1916, por exemplo, foi fundada no Rio de Janeiro a Liga de Defesa Nacional, dela participavam políticos e intelectuais, como Olavo Bilac, Pedro Lessa, Miguel Calmom e Rui Barbosa. A Liga defendia a ideia do "cidadão soldado", o serviço militar era encarado como uma possibilidade de acesso à cidadania e, por isso, foi apoiada pelo exército.

A questão do recrutamento e do serviço militar trazia à tona uma discussão que permeava o meio intelectual brasileiro, desde o final do século XIX pelo menos, acerca do povo brasileiro e de sua condição racial. Havia pensadores que atribuíam à mestiçagem ou ao clima a culpa pelo brasileiro ser doente, preguiçoso, indolente e pouco produtivo.

Por outro lado, alguns médicos-sanitaristas enxergaram no higienismo e na medicina social uma forma de regenerar a nação através da cura do povo, por meio de medidas profiláticas e da educação higiênica. Em  1912, a expedição científica chefiada pelos médicos Belisário Pena e Artur Neiva percorreu os sertões do Brasil por vários meses, realizando exames nas populações rurais, catalogando a fauna e a flora, os hábitos e costumes. No relatório que divulgaram em 1916, diagnosticaram um povo doente, afetado pelas endemias rurais, principalmente malária, doença de chagas e anquilostomose. Para esses médicos, estava claro que o que causava a degeneração do povo era a doença e não sua condição racial, o clima ou a mestiçagem. A doença, por sua vez, seria o resultado do abandono das populações rurais pelo governo republicano, o qual não se preocupava com o estado de saúde dos sertanejos, não lhes oferecendo o mínimo para que pudessem ter cidadania e qualquer sentimento de nacionalidade.

Foi com o intuito de atuar em prol do saneamento de todo o território brasileiro, que médicos, políticos e diversos intelectuais fundaram, em 1918, a Liga Pró-Saneamento do Brasil. 

Durante os anos de 1918 e 1920, a Liga Pró-Saneamento do Brasil promoveu conferências em associações privadas e instituições públicas, distribuiu panfletos de caráter pedagógico alertando a população para a importância dos princípios básicos de higiene e estabeleceu delegações em algumas unidades da Federação, com o objetivo de estimular os governos estaduais e municipais a implementar a construção de habitações higiênicas, a profilaxia de doenças consideradas evitáveis, programas de educação higiênica, postos rurais e obras de saneamento básico. (Fonte: CPDOC/FGV)

Para os membros da Liga, sanear o país era uma "luta patriótica", uma vez que isso fortaleceria o povo, resgataria uma identidade nacional e colocaria o Brasil no rumo da modernidade, já alcançada pelas potências capitalistas centrais. Seus ideais estavam alinhados com o nacionalismo vigente e na convicção de por meio do sanitarismo seria possível resgatar o país!

Nesse contexto, houve um debate bastante interessante entre duas personalidades do cenário político e cultural brasileiro. De um lado estava o deputado Federal por Minas Gerais Carlos Peixoto, filiado ao Partido Republicano Mineiro (PRM) o qual exerceu vários mandatos de 1903 até 1917, quando faleceu. Em sua atuação parlamentar, Peixoto destacou-se, sobretudo, na defesa de projetos de regularização do comércio do café e nos debates relacionados às questões fiscais. Entretanto, numa conjuntura nacionalista o parlamento não se furtou ao debate de formas para aprimorar a defesa nacional e o serviço militar obrigatório era uma das possibilidades aventadas nas discussões.

Há inúmera bibliografia que atribui ao deputado Carlos Peixoto um pronunciamento, no qual o parlamentar se comprometia, em caso de invasão estrangeira nas terras brasileiras, a ir aos sertões e convocar os caboclos para o defender o Brasil (Oswaldo Cruz: a construção de um mito na ciência brasileira (1995); Manifestos Políticos do Brasil contemporâneo (2008); Doença de Chagas no Brasil: ciência, saúde e nação, 1909-1962 (2009) etc). Peixoto parecia inclinado em aceitar a tese euclidiana de que o sertanejo, apesar de todas as intempéries políticas, sociais, econômicas e culturais que atribulavam suas vidas, era "antes de tudo, um forte".

Pois o discurso do parlamentar teve resposta, seu interlocutor foi o médico-sanitarista e professor da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, Miguel Pereira, aquele que esboçou a frase que se tornou lema da campanha pelo saneamento: "o Brasil é um imenso hospital". Pereira pronunciou a frase em 1916, após a divulgação do relatório da expedição Pena-Neiva que causou assombro na mídia e nas elites intelectuais e dirigentes do país, pois revelara o elevado índice de morbidez que afligia o povo do interior. Miguel Pereira, num discurso reproduzido pelo Jornal do Commercio em 1916, respondeu ao parlamentar lembrando-o que afora o Rio de Janeiro, São Paulo e outras cidades mais ou menos saneadas o Brasil ainda era um país de doentes. De forma irônica, o médico diz que apesar de considerar nobre a iniciativa do político de ir aos sertões para recrutar pessoas para combater ela se mostraria inócua, pois:

Parte, e parte considerável, dessa brava gente não se levantaria; inválidos, exangues, esgotados pela ancilostomíase e pela malária; estropiados e arrasados pela moléstia de Chagas; corroídos pela sífilis e pela lepra (...). Não carrego as cores ao quadro. É isso sem exagero a nossa população interior. (Jornal do Commercio, 1916, p. 4).

Depois do choque de realidade aplicado pelo médico no deputado, Miguel Pereira prosseguiu seu relato e levantou algumas  questões: 

Quais os soldados que o orador [Deputado Carlos Peixoto] iria equipar? Os do seu estado natal? Mas foi exatamente ali [em Minas Gerais] que o descobrimento genial de Chagas, numa zona que se alonga e se dilata por centenas de quilômetros , revelou ao país, sem nenhum resultado prático ou consequência profilática, espetáculo dantesco de uma morbilidade fatal e  progressiva que amontoa gerações sobre gerações de disformes e paralíticos, de cretinos e de idiotas. (op. cit. p. 4).

Nenhum dos autores consultados para a escrita desta postagem reproduz a tréplica do deputado. Assim, resta claro que sua ideia de ir aos sertões para recrutar "cidadãos soldados" não se sustentaria frente ao discurso do médico, o qual demonstrou com argumentos extraídos de um relatório empírico que a situação da saúde pública nos sertões era gravíssima, o que inviabilizaria qualquer tentativa de formação de um exército nacional.

Embora as posições apresentadas sejam visivelmente contraditórias, ambas estão inseridas num contexto nacionalista, e representam a esperança ou a expectativa da formação de uma nacionalidade brasileira forte. Porém, a construção da nacionalidade passava pela formação de um povo saudável, com acesso à educação e à renda e que tivesse um governo que lhes assegurasse o mínimo de cidadania.   

1.6.15

[RESENHA] Estou lendo...

A obra Quem é bom já nasce feito - sanitarismo e eugenia no Brasil (Editora DP&A, 2003) - foi escrita por André Mota, professor e historiador formado pela USP. 

O autor aborda a trajetória do movimento sanitário e sua estreita relação com os eugenistas brasileiros, os quais defendiam o saneamento da raça brasileira entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX.

Mota demonstra a crescente influência dos médicos, considerados heróis da regeneração nacional , sobre as políticas públicas brasileiras no início da República.

Médicos como Oswaldo Cruz se tornaram peças chave no projeto nacional que aspirava depurar a raça brasileira através do sanitarismo e do eugenismo.

No campo do sanitarismo, o projeto nacional de construção de um Brasil progressista se pautava no saneamento dos sertões e de suas gentes e na modernização das cidades, como a que ocorreu no Rio de Janeiro, em 1903 durante o governo do prefeito Pereira Passos.

Já a eugenia, que é a ciência do melhoramento da raça, deveria fornecer subsídios para as políticas públicas que tinham por objetivo embranquecer o povo brasileiro, para que o país alcançasse o nível social e econômico das nações europeias e da norte-americana, tomadas como referência em termos de civilização.

Nesse sentido, intelectuais, médicos e políticos defendiam, com fervor, a implementação das prática eugênicas no Brasil, tais como o incentivo governamental a entrada de imigrantes europeus no país, a restrição de casamentos inter-raciais dentre outras medidas que pudessem fortalecer a herança europeia do povo brasileiro.

Oliveira Vianna, intelectual e jurista de elevado destaque nacional, foi um ardoroso defensor da eugenia e do branqueamento do povo brasileiro. Ele dizia que o negro seria "a verdadeira tragédia da nossa desordem somática e psicológica" (OLIVEIRA VIANNA apud MOTA p. 52).
Portanto, somente com a implementação dos princípios eugenistas e sanitaristas o Brasil poderia superar o atraso econômico e as doenças que impediam o país de prosperar e figurar ao lado das potências Ocidentais.

Enfim, a leitura é esclarecedora e nos ajuda a perceber como as elites brancas e dirigentes do Brasil se apropriavam das ideias raciais e científicas formuladas e discutidas na Europa e nos EUA, entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX. 
Com isso, pretendiam forjar um projeto de nação excludente e conservador, valendo-se de argumentos médicos e científicos, para justificar ações governamentais que, na maioria das vezes, não contribuíam para melhorar a vida da população brasileira. 



6.11.10

O nascimento da eugenia no Ocidente


Em Esparta, pólis da Grécia Antiga, por volta do século V a. C., quando uma criança do sexo masculino nascia era levada imediatamente a um conselho de anciãos, os quais a examinavam procurando por imperfeições físicas e até psíquicas que, no futuro, iriam atrapalhar o treinamento e o exercício militar pelo qual aquela criança irá passar ao longo de sua vida.
            Detectada qualquer deformação, os anciãos sacrificavam a criança, lançando-a do alto de um monte. O sacrifício ocorria, pois os espartanos, povo que vivia em virtude da guerra, julgavam que a criança imperfeita não seria um militar ou guerreiro forte e saudável para servir com eficácia nas falanges de Esparta.
Essa seleção dos “melhores” ou dos “bem nascidos” denomina-se eugenia, do grego eugene.
            Desde então, a eugenia esteve presente em diversas culturas ao longo da História, mas só foi devidamente teorizada no século XIX, por um cientista britânico – Francis Galton, primo de Charles Darwin, o teórico do evolucionismo.
            Galton viveu na Inglaterra num período de grandes transformações sociais, marcada pela aceleração da urbanização e da modernização industrial.
Com o crescimento desordenado das cidades, começaram a surgir nas periferias os bairros habitados por milhares de operários vivendo em precárias situações – abandonados pelas autoridades - sem o mínimo de dignidade, higiene e salubridade.
            Nesse contexto de crescimento urbano e populacional, em que as doenças venéreas grassavam as pessoas, que Galton formulou sua teoria da eugenia, preocupado, sobretudo, com os elevados índices de natalidade das classes pobres, a quem o cientista considerava “inferior”, desprovida de talento e multiplicadora de doenças degenerativas da raça humana.
Enquanto isso, a classe abastada – a burguesia industrial e comercial –, que julgava ser a mais talentosa e saudável, tinha um crescimento vegetativo que não acompanhava o apresentado pelas classes “inferiores”.
            A eugenia, ciência do melhoramento da raça, seria, portanto, um instrumento para corrigir a distorção no crescimento populacional dos ricos e pobres. Para isso, subdividia-se em eugenia positiva e negativa. A primeira para estimular a reprodução de casais eugenicamente “superiores”, e a segunda para restringir a multiplicação dos seres “inferiores”, inclusive, através de medidas coercitivas que seriam aplicadas pelo Estado para assegurar a vida e a saúde da raça humana.
            No século XX, com a ascensão do nazismo na Alemanha, a eugenia foi praticada ao extremo. Hitler, sob o pretexto de preservar a pureza racial alemã, perseguiu e eliminou, sistematicamente, minorias étnicas, como eslavos, judeus, homossexuais, pessoas com deficiências físicas e mentais. Em suma, a eugenia serviu muito bem aos propósitos do nacional-socialismo, demonstrando o quanto a ciência pode ser perigosa se empregada a favor da intolerância e do radicalismo político.      

Rodolfo Alves Pereira
Professor da Rede Estadual de Educação de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

Próximo artigo - A eugenia seduz intelectuais e políticos brasileiros e desembarca na terra das palmeiras e do sabiá.

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