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16.5.16

Mídias e práticas comunicativas - história e evolução da escrita e da linguagem impressa

Slides da disciplina Cultura e uso de Mídias.

Das pinturas rupestres aos websites - conheça a origem da escrita e da imprensa, acompanhando a evolução da língua e das práticas comunicativas!



1.9.15

Cultura, Mídia e Poder

Neste post, iremos abordar a relação entre a Mídia e a Cultura, mediante a manipulação dos meios de comunicação para atender a um projeto de Poder.

Seja num regime democrático ou num governo ditatorial, grupos políticos e sociais estão sempre tentando exercer algum tipo de controle sobre os veículos de comunicação.

Esse controle assegura o poder sobre o mercado, a política, a cultura e as pessoas que se pretende influenciar.

Por ora, nos deteremos apenas à análise de dois momentos históricos do Brasil, nos quais a mídia e a cultura foram violentamente controladas pelo Estado brasileiro e pelos grupos políticos que exerciam o poder. 


O primeiro momento foi entre 1937 a 1945, quando o Brasil era governado por Getúlio Vargas. Estávamos no Estado Novo e o presidente precisava da Mídia para difundir entre o povo sua imagem de líder popular e de "pai dos pobres".

O segundo momento ocorreu entre 1964 a 1985 - a Ditadura Militar - uma forma de governo despótica que deixou cicatrizes e resquícios de autoritarismo profundos em nossa cultura até os dias atuais.

Esse estudo pretende deixar claro que nos dois momentos selecionados para análise, os princípios democráticos foram violados em prol de um projeto autoritário de poder.

O Estado Novo (1937-1945)

Em 1937, Vargas inaugurou o Estado Novo inspirado no fascismo italiano e suspendeu direitos políticos e civis dos cidadãos. Partidos políticos de oposição foram fechados, eleições foram suspensas e não havia liberdade de expressão.

Para manter essa ditadura e preservar sua popularidade, o presidente criou o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) em 1939.

O DIP estava encarregado de censurar os órgãos de imprensa (rádio, cinema, teatro, jornais etc) e evitar a divulgação de notícias que contrariavam os interesses do governo.


Temas proibidos pelo DIP de serem divulgados na imprensa.

O referido órgão também promovia concursos culturais e de música popular, ao passo que ajudava a solidificar a imagem de Getúlio Vargas de líder populista, conhecido como o "pai dos pobres".


Getúlio Vargas celebrado no dia do Trabalhador.

Em 1935, o governo criou um programa de rádio oficial, chamado "Hora do Brasil", encarregado de divulgar as realizações de Getúlio Vargas. O programa  era transmitido por todas as emissoras e, a partir de 1939, passou a ser produzido pelo DIP. 

A falta de liberdade de imprensa era tamanha que jornalistas chegaram a ser presos e jornais foram invadidos por tropas do exército, como ocorreu com a redação de "O Estado de S. Paulo", em 1940.

A ditadura militar (1964-1985)

Não faz muito tempo que deixamos esse período histórico para trás, mas historiadores e cientistas políticos afirmam que até os dias de hoje nos deparamos com práticas arbitrárias, seja no aparelho estatal ou na sociedade. A permanência desse tipo de prática num regime democrático é fruto de resquícios culturais que sobraram de um passado recente.

Os vinte anos de ditadura militar foram terríveis para o país. 
Naquela época havia muita repressão, violência, restrição dos direitos civis e políticos, arrocho salarial, torturas e assassinatos em nome de um projeto de poder que alijava a população do processo político.




Uma forma de governo tão nefasta era sustentada sobretudo pelo medo, pela covardia e pelo rigoroso controle dos agentes do governo sobre a mídia.


Jornal destaca a morte de um inimigo da ditadura (1969).

Por isso, os militares fiscalizavam os jornais e outras produções culturais, instauravam processos contra jornalistas, prendiam, agrediam e até matavam profissionais da imprensa.

Um dos exemplos mais emblemáticos da intolerância e da censura envolveu o jornalista jornalista Vladimir Herzog, que dirigia a TV Cultura em São Paulo. Ele era acusado de ter ligação com o Partido Comunista, o qual foi colocado na clandestinidade pelo regime, por isso foi preso em 1975.



Herzog foi espancado pelos militares, torturado com choques elétricos e sufocado com amoníaco até morrer. Os militares tentaram forjar uma cena de suicídio, mas estava claro que houve ali um assassinato.


Conclusão

Podemos perceber o quanto a mídia e os meios de comunicação e informação são importantes.

Em nossa história, grupos políticos sempre tentaram manipular e controlar as informações que chegam até o povo, para moldar a opinião pública. 
Se usada de maneira indevida, a mídia se torna um instrumento a favor dos poderosos e pode alienar a população, afastando-a da verdade.

Para se evitar os abusos, a mídia precisa ter autonomia e deve ter compromisso com a liberdade e com a democracia.  

O artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) diz o seguinte: "Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras". 

Só teremos democracia ampla e efetiva quando assegurarmos o direito a "liberdade de opinião e expressão" para os cidadãos. Não seremos livres se sofrermos perseguições por emitir uma opinião que desagrada quem está no poder.




A vida num regime democrático passa pelo diálogo e pela capacidade de respeitar o direito do outro de se expressar livremente, mesmo que seus pensamentos não me agradem.

5.8.15

Os nativos digitais: a geração Z

A população de 0 a 18 anos de idade nasceu sem conhecer o mundo off-line.
Eles cresceram num mundo on-line, onde predomina a internet, novas tecnologias, computadores cada vez mais avançados, videogames, novos celulares e tablets, em suma, um boom digital do século XXI.

Segundo o IBGE, eles correspondem a cerca de 29% da população brasileira (mais de 59 milhões de pessoas) e são conhecidos como a Geração Z!



Por terem nascido na Era Digital, as novas mídias, a internet e  as tecnologias fazem parte do cotidiano de crianças e jovens 
da Geração Z.
Eles conhecem as inúmeras características dos equipamentos eletrônicos, estão sempre conectados à internet e têm o celular como o objeto que melhor os representa.



Pelos celulares, os jovens acessam à internet, fazem postagens nas redes sociais, se relacionam com outras pessoas, se divertem, escutam suas músicas, tiram fotos, estudam e etc.

A força do celular no dia a dia das crianças e dos jovens é comprovada pelos números crescentes. Em 2013, o número de jovens que acessavam a internet pelo celular atingia 53%; Em 2014, o percentual é de 82%.

Por isso, especialistas e educadores defendem que o uso da internet e das tecnologias de informação pelos jovens devem receber atenção e orientação, pois há muito riscos na internet, como o ciberbullying, conteúdos inadequados, divulgação de informações de cunho pessoal/privado etc.

Os jovens com faixa etária entre 16 a 20 anos estão chegando ao mercado de trabalho e inúmeras pesquisas tentam compreender seus objetivos profissionais e seu comportamento. De modo geral, eles valorizam a possibilidade de crescimento na carreira, mais do que altos salários; não gostam de um ambiente monótono e não enxergam com clareza a hierarquia no trabalho.


No Google: sala de jogos com poltrona e rede.

As empresas também tentam identificar os padrões de consumo da nova geração. Ela quer pagar menos e ter acesso a mais conteúdos digitais para download, como músicas, filmes e livros; valoriza marcas que possuem compromisso social e com o meio ambiente, o que é um ponto positivo, pois obriga as empresas a repensarem sua função na sociedade. 

Desafios da Geração Z

Apesar de terem nascidos conectados ao Mundo pela internet, várias pesquisas revelam que a Geração Z tem inúmeros desafios pela frente.


A Geração Z é brilhante, sem dúvida, mas está longe de ser perfeita. Ela precisa de orientação da família e da escola.

O distanciamento da família e de antigos valores pode contribuir para o aumento da violência na internet e na sociedade e isso não ajudará essas pessoas a evitarem caminhos perigosos, como o uso de drogas e o consumo de bebidas alcoólicas.


Além disso, muitos jovens estão crescendo preguiçosos, não querem se dedicar aos estudos, pensam mais em lazer do que em trabalho, não reconhecem mais a figura de autoridade nem na família e nem na escola e sua maior preocupação é em acessar a internet,  as redes sociais, desfrutar das novas tecnologias e se divertir com amigos virtuais.

Estamos vivendo numa época em que, com o advento da internet, está proliferando manifestações de ódio, preconceito racial, homofobia e intolerância religiosa.
Por isso, a Geração Z, a qual já está convivendo com esses problemas e desafios precisa de orientação e formação, necessita de aprendizado, atenção da família e da escola.

Caso contrário, teremos jovens sem valores, com pouca responsabilidade e sem formação adequada que lhes possibilite tomar as melhores decisões frente às situações problemas. Assim eles não serão facilmente seduzidos pelos descaminhos da vida, seja virtual ou real. 


24.6.15

Redes Sociais - definições, cuidados e reflexões

Você sabe o que são as redes sociais?

Muita gente usa, só no Brasil há mais de 46 milhões de usuários das redes sociais, segundo pesquisa do IBOPE Media realizada em janeiro 2013 (IBOPE MEDIA). 

Esse número tornou o Brasil o segundo país no ranking internacional de usuários, atrás apenas somente dos Estados Unidos da América (EUA).




Mas será que todos os usuários conhecem o real significado do conceito de "redes sociais" e quais são as suas implicações para as nossas vidas?

Vamos ver algumas definições.

"As redes sociais fazem parte das mídias sociais, que é a produção de conteúdos de forma não centralizada, onde não há o controle editorial de grande grupos. A chamada produção de muitos para muitos". (http://ogestor.eti.br/o-que-sao-redes-sociais/)

"Desde a década de 90 com a origem da Internet, a conexão entre as pessoas fica mais fácil e com o aprimoramento desta tecnologia da informação, surgem as Redes Sociais. A Rede Social é uma estrutura que inter-relaciona empresas ou pessoas, que estão conectadas pelas mais diversas relações. Cada qual se relaciona de acordo com as suas preferências e particularidades. Trata-se de uma ligação social e conexão entre pessoas". (http://www.infoescola.com/sociedade/redes-sociais-2/ )
  
"As Redes Sociais são o meio onde as pessoas se reúnem por afinidades e com objetivos em comum, sem barreiras geográficas e fazendo conexões com dezenas, centenas e milhares de pessoas conhecidas ou não". ( http://www.administradores.com.br/artigos/tecnologia/o-que-sao-redes-sociais/45628/).



"... como na sociedade, em que as pessoas criam redes de relacionamento, na internet elas vão tecendo verdadeiras teias, conectando-se a outras pessoas, sejam parentes, amigos ou apenas conhecidos. Essas redes sociais se formam por meio de comunidades on-line nas quais os usuários interagem, trocam informações e experiências.” (Manual de Tecnologia. FTD. [s.d], p. 45).


Como podemos notar, há várias definições encontradas em sites e um livro. Elas possuem em comum o fato de admitir que a rede social envolve uma grande quantidade de pessoas, as quais possuem interesses em comum.

Cada definição, a seu modo, apresenta o conceito de forma particular. A primeira aborda a liberdade de se produzir conhecimento e facilitar o acesso a ele para muitas pessoas.

A segunda definição inclui o uso das redes sociais pelas empresas, como forma de se conectar aos seus clientes. Assim sendo, podemos inferir que as redes sociais possibilitam a otimização do mundo econômico e dos negócios.

A terceira destaca o fim das barreiras geográficas devido à internet e ao fenômeno da globalização, os quais permitem o contato de pessoas e culturas diferentes mesmo estando separadas no espaço.

Por fim, a definição extraída do livro "Manual de Tecnologia", compara as redes sociais virtuais com as relações que os indivíduos estabelecem entre si na sociedade real, onde compartilham inúmeras experiências, cultura e informação.

Percebeu como o conceito de "rede social" é abrangente? Ele não se resume a fazer o login, digitar a senha e bater papo no Face.

Cuidados com as redes sociais

É preciso ter cuidado ao usar as redes sociais. As pessoas publicam uma coisa e depois se arrependem e podem pagar caro por isso, porque acabam humilhando ou ofendendo terceiros, magoando amigos etc.

Além disso, é comum as pessoas construírem perfis falsos nas redes sociais, os chamados fakes. Isso pode caracterizar crime de falsidade ideológica.




Muitas crianças e adolescentes têm se conectado às redes sociais, como o Facebook, por exemplo, e mentem sobre a sua idade para poder efetivar o seu cadastro.
Outro risco é que as crianças e os adolescentes e até mesmo usuários adultos nem sempre tomam o devido cuidado com a superexposição proporcionada pelas redes sociais.

Esses usuários confundem a esfera pública e a esfera privada e, às vezes, publicam fotos, opiniões e vídeos que podem gerar inúmeros transtornos.

Infelizmente, através das redes sociais alguns usuários aproveitam o anonimato, os fakes, para divulgar conteúdo ilegal e de cunho preconceituoso, como a pedofilia, o racismo, a homofobia e outras manifestações de ódio contra as minorias étnicas.

A rede social é, de certa forma, um espelho da sociedade. Ela não está livre dos riscos e perigos que existem na vida real, portanto, tome cuidado com as configurações de privacidade de seus perfis, cuide bem de sua senha e tenha netiqueta e responsabilidade com o conteúdo que você posta e divulga na web.


Reflexão

Especialistas do comportamento humano, como sociólogos e psicólogos, se dividem sobre o tema redes sociais.

Alguns defendem que a internet e as redes sociais podem romper barreiras e aproximar pessoas e culturas diferentes. Servindo assim, como um instrumento positivo que possibilita a interação e a comunicação entre os povos, o aprendizado e a troca de experiências.




Contudo, as redes sociais também podem contribuir para o isolamento do usuário, fazendo com que sua vida social fique restrita ao universo virtual, o que pode desenvolver no indivíduo uma fobia social e até depressão.




O ideal, nos parece, combinar a vida nas redes sociais, mas sem esquecer de participar do mundo físico e tomar partido dele, pois é onde vivemos e devemos procurar interagir com o próximo, preferencialmente, do modo mais harmônico possível.


Agora reflita: afinal de contas, a rede social serve para aproximar ou distanciar as pessoas uma das outras?
"O Pensador". Auguste Rodin (1902).



Assista ao vídeo abaixo sobre as Redes Sociais





Conheça as redes sociais mais acessadas do mundo (dados de 2013)



26.5.15

Games eletrônicos: jogar e aprender

Muitas pessoas são céticas quanto ao uso de jogos no processo de ensino e aprendizagem.
Alguns educadores questionam a eficácia e os resultados que os jogos, principalmente os eletrônicos, poderiam trazer para a formação escolar dos estudantes.

O questionamento é muito justo, porém há que se tentar compreender a outra ponta do espectro - a grande influência dos games no imaginário e no cotidiano dos jovens.

Segundo a  Associação Brasileira de Desenvolvedores de Games (Abragames), 61 milhões de brasileiros brincam com algum tipo de game eletrônico. Esse número torna o Brasil o quarto maior mercado mundial no setor.




E a popularidade dos games não para. Ela cresce ainda mais com o advento dos jogos para smartphones e tablets. (http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2015/02/mercado-de-games-movimenta-r-44-mi-em-pe-e-quer-crescer-em-2015.html). Graças ao avanço da tecnologia e da computação, os programadores e desenvolvedores de jogos criam games cada vez mais realistas e interativos, o que permite maior imersão dos jogadores no universo virtual!

Sabendo o quanto os videogames atraem a atenção de nossos jovens, nós, educadores, não devemos tentar aproveitar o seu potencial didático para otimizar práticas de ensino?

Segundo Gilles Brougére (1998), "...jogar possibilita ao ser humano vivenciar, experimentar novas situações que, de outra forma, não seria possível ou traria muitos riscos. O jogo permite interpretar, simular a vida e, por ser ficcional, permite à criança - e não só a ela - explorar possibilidades, ousar, além de evocar a imaginação e a criatividade". (BROUGÉRE apud OLIVEIRA et al., 2012, p. 130-1). 

Assim sendo, acreditamos que a escola não pode ficar alheia aos avanços tecnológicos do Mundo. Ela precisa se adequar ao seu contexto social, empregar em sua rotina de trabalho as novas mídias e tecnologias sem, contudo, abrir mão da tradição do fazer docente: o uso de livros, quadro, giz e aulas expositivas.

Ensino de História, o jogo e a ludicidade

Os jogos com caráter educacional têm recebido atenção especial de inúmeros pesquisadores brasileiros, os quais se debruçam sobre o tema e tentam mensurar seus impactos sobre a formação do educando.

É inquestionável que o caráter lúdico dos games é um atrativo e um chamariz para os jovens. Por isso, tem sido cada vez mais comum nos depararmos com sítios eletrônicos disponibilizando jogos educativos para professores e estudantes.

Nós já experimentamos empregar jogos digitais na sala de aula e podemos assegurar que a prática teve êxito, seja despertando o interesse dos alunos ou facilitando a assimilação e a aprendizagem dos conteúdos. Utilizamos a plataforma http://www.proprofs.com/ para criar games, tais como caça palavras, quebra cabeças, forca, dentre outros.

Além disso, a indústria dos videogames tem total consciência do quanto os elementos da História Universal são férteis para ambientar aventuras e estórias de ação. Temas como o Egito Antigo, Grécia e Roma Antigas ou as civilizações da América pré-colombiana são recorrentes em games de diversos gêneros e plataformas.

E os alunos aprovam, tendo em vista que eles estão sempre comentando sobre tais jogos. Isso ocorre porque "...nossos alunos se interessam por acontecimentos que têm ares de fantástico e de mitológico e, especialmente entre os meninos, conteúdos que envolvam batalhas e guerras." (OLIVEIRA et al., 2012, p. 129).  

Recentemente, uma série de jogos tem obtido grande destaque com essa estratégia de se valer de acontecimentos históricos para desenvolver o enredo do game. Trata-se do jogo Assassin's Creed, cuja produção usa e abusa dos elementos históricos, somados à ficção, para criar um jogo de ação de primeira qualidade!

As Cruzadas, a Itália Renascentista, o processo de Independência dos EUA e a Revolução Francesa são alguns dos fatos históricos explorados por Assassin's Creed.
Os jogos da série já foram lançados para inúmeras plataformas (Xbox, Playstation etc), incluindo também celulares e tablets.



No jogo Assassin's Creed é possível viajar pelas cidades italianas do século XV e aprender bastante sobre o Renascimento Cultural!

A combinação de História e Ação tem resultado num sucesso absoluto, pelo menos do ponto de vista comercial, pois a badalada série tem arregimentado fãs no mundo todo.

Concluindo, os jogos podem sim fazer parte dos planos de aulas dos professores. Difícil levar um videogame para a sala de aula? Claro que é. Mas toda inovação tecnológica pode e deve ser aproveitada na Educação, desde que faça parte de um planejamento adequado, o qual deve atender às necessidades da realidade escolar de cada unidade de ensino. Se o planejamento didático e pedagógico não for bem feito, a aula atrativa será banalizada e os alunos terão apenas mais uma sessão de jogos. 
É preciso que o professor contextualize o uso de determinado jogo, relacionando-o com a matéria trabalhada e com os textos do livro didático. Assim o game não será um fim, mas um meio para que o estudante atinja ou aprimore certas habilidades e competências do currículo.


Escolha um console e... ensine, aprenda e divirta-se!

Os jogos vieram para ficar, eles existem há pelo menos seis mil anos e sempre tiveram a capacidade de integrar, divertir e fazer com que os seres humanos melhorem suas relações sociais e afetivas. Por tudo isso, acho que devemos começar a repensar nossas práticas pedagógicas e tentar deixar nossas aulas mais divertidas e produtivas, aproveitando todo o potencial didático dos jogos eletrônicos.


Referências Bibliográficas


OLIVEIRA, Regina Soares de; ALMEIDA, Vanusia Lopes de; FONSECA, Vitória Azevedo; CANO, Márcio Rogério de Oliveira (coord). História. São Paulo: Blucher, 2012. 

PEREIRA, R. A. O celular na sala de aula. Disponível online em: http://acropolemg.blogspot.com/2014/10/o-celular-na-sala-de-aula.html Acesso em 26 mai. 2015.

________. Jogos e Ensino. Disponível online em: http://acropolemg.blogspot.com.br/2014/08/jogos-e-ensino.html?spref=fb Acesso em 26 mai. 2015.

*Leia também no jornal O Registro, edição 318:

21.5.15

Cultura, Mídia e Cidadania

Na disciplina de Cultura e uso das mídias, ministradas para as turmas do 2º ano do Ensino Médio (PROEMI) do CIEP 280, já estudamos que a mídia influencia a cultura das pessoas.

Através dos inúmeros meios de comunicação - rádio, televisão, internet - a informação veiculada pode moldar ou incentivar formas de pensar e de agir.

Por isso, a mídia é extremamente relevante, principalmente em nosso país, que tem inúmeros problemas sociais e ainda luta para garantir direitos básicos a sua população, como a igualdade étnica, social, jurídica e econômica.

Assim, perguntamos: de que forma a mídia contribui para amenizar as mazelas sociais do Brasil e a difundir cultura e educação para todos?

Infelizmente, nem sempre a mídia contribui com a divulgação de informações que ajudem a sociedade a refletir sobre práticas que violam os direitos individuais e, portanto, contrariam a cidadania.

Pense, por exemplo, nos comerciais de cerveja que são transmitidos na TV. Quase todos mostram as mulheres como objetos, que estão ali para serem assediadas por homens enquanto eles  se divertem bebendo.

O que a propaganda sugere? Se fosse um homem no lugar da mulher, a propaganda teria o mesmo apelo? A palavra "boa" se refere a quem, à cerveja ou à mulher?

Até que ponto propagandas como essas são benéficas para se criar uma cultura de igualdade e respeito entre homens e mulheres?

Passemos a análise de outro caso: os negros nas mídias. Como os negros são mostrados para o público nos filmes e nas novelas? 
Até hoje é muito comum os artistas negros interpretarem personagens como domésticos, escravos, trabalhadores braçais, bandidos ou marginalizados sem nenhum protagonismo na trama, cujos papéis ficam com os artistas brancos.


Atriz Cris Vianna interpretou a doméstica Sabrina, na novela Duas Caras (2007).

Não se trata de censurar a mídia, mas de repensar a função social dos meios de comunicação enquanto veículo cultural, tendo em vista que televisão aberta atinge 94% da população brasileira, segundo pesquisa da Fundação Perseu Abramo. 

Portanto, é preciso ter cuidado com as imagens e ideias transmitidas pela mídia, pois algumas delas são carregadas de preconceito e influenciam o imaginário coletivo a ter uma visão equivocada sobre assuntos importantes, como o direito das mulheres, o respeito pelas diferenças étnicas e culturais dentre outros temas que dizem respeito à coletividade.



21.4.15

A mídia está em todo lugar

Os alunos das turmas do 2º ano do CIEP 280 foram às ruas de Carmo encontrar as tais das mídias.

A pesquisa de campo se deu depois deles terem conhecido os conceitos de cultura e de mídia, daí resolvemos encontrá-las em nosso dia a dia.

Cotidianamente, somos "bombardeados" por informações e nem nos damos conta do volume de outras tantas informações que estão por trás de tantos letreiros, cartazes, anúncios etc.

Os alunos fotografaram tudo que encontraram de informação disponível nas ruas da cidade. Depois, em sala de aula, selecionaram as fotos, pesquisaram e elaboraram, coletivamente, uma apresentação de slides que foi exibida na quinta-feira para todas as turmas do 1º ano e do 2º ano do CIEP 280.

Confiram os slides com o trabalho do dia:


19.4.15

CIEP NEWS: um projeto que está se tornando realidade

O jornal CIEP NEWS, que se encontra em fase de diagramação, surgiu a partir de uma iniciativa da disciplina Cultura e uso das mídias, em parceria com as disciplinas de Filosofia e Sociologia.

Assim, o trabalho tem sido feito pelos alunos das turmas 2001, 2002 e 2003 sob a orientação dos Professores Rodolfo, Carlos Frederico e Douglas Rocha.

Nós, professores do PROEMI do CIEP 280, discutimos e elaboramos a proposta de confecção de um jornal escolar, constando de objetivos, recursos, cronograma, ações e pessoal responsável pelas atividades a serem desenvolvidas.

Cabe ressaltar que em nossas reuniões deixamos claro que os alunos do Ensino Médio devem ser protagonistas e nós apenas orientadores, parceiros dos estudantes na elaboração do jornal.



Até aqui tudo foi muito democrático, os próprios alunos escolheram o nome do jornal, por meio de votação. Criaram a logomarca, que será apresentada em breve, fizeram enquetes, entrevistas e colunas com um rico conteúdo que irá interessar a todos os leitores.

Não podemos deixar de mencionar o apoio que a escola tem nos conferido, tanto da equipe de Coordenação Pedagógica (Cláudia, Josaura e Ednéia) quanto da gestão da escola, por meio da diretora Elaine Gaspar Ferreira. Sem elas, não teríamos chegado até aqui.

Estamos todos ansiosos com a vinda da 1ª edição, principalmente os alunos e os professores diretamente envolvidos com o jornal, por isso fiz este post para lembrar a todos que o CIEP NEWS vem aí. E vem para ficar, para fazer bonito, para estimular a leitura e a produção de textos de variados gêneros pelos nossos alunos e informar a Comunidade escolar e carmense sobre os principais projetos e trabalhos desenvolvidos no CIEP 280.

13.4.15

A mídia e o consumo

Depois de discutirmos conceitos como mídia, cultura, padrões e consumo partimos para o trabalho.


Os alunos do 2º ano do Ensino Médio produziram textos analisando a ilustração acima, que encontramos na internet.
Vamos parar de conversa porque selecionamos alguns trabalhos incríveis que foram produzidos. Então vamos nessa.

A mídia no comando

Ao analisar a charge começamos a refletir se somos ou não marionetes da mídia... e chegamos a triste conclusão que sim! Nós somos dependentes de informação, procuramos propaganda e até caímos em alguns de seus golpes publicitários. Afinal, ela está ma TV, rádio, internet, impressos etc.

A mídia parece ser um vírus que se propaga e nunca mais saí de nós. Mas não apenas "sofremos" a influência da mídia, como também fazemos parte dela, nós somos a mídia; nossas redes sociais são exemplos de mídia. Elas são nossos meios de comunicação e interação, nos quais compartilhamos ideias, notícias e opiniões.

Em resumo, nós "vivemos" a mídia. Loucura, não? Mas a mídia nos segue onde quer que estejámos. Ela pode nos fazer mudar de ideia, nos fazer rever nossos conceitos e, mais importante, influenciar em nossa própria IDENTIDADE!

E agora, viver ou não de mídia?  

Texto por:
Isabela.


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A culpa não é da mídia

Atualmente, com a acessibilidade facilitada aos meios de comunicação é muito fácil espalhar ideias sem a necessidade de perguntar as pessoas se elas estão interessadas nessas ideias.
É assim que a mídia influência a cultura...

Mas o contrário também acontece. A mídia visa o lucro e lucra vendendo ás pessoas o que elas querem. Por exemplo, um padeiro não faria pão se isso não lhe rendesse dinheiro, e se ele não lucrar vai deixar de fabricar pão e fazer outra coisa.

A mídia é como o padeiro, se as pessoas não compram o que ela vende ela vai vender outra coisa. Se as pessoas não compram o que ela vende, ela vai vender outra coisa. Se as pessoas não acatam os padrões que a mídia tenta estabelecer, ela anuncia outra coisa. A mídia manipula os que se deixam manipular.

Reclamam da mídia ditar o modo como as pessoas vivem, mas as pessoas não são totalmente inocentes e facilmente manipuláveis.
É possível assistir a um filme do Super Man sem querer, ao final do filme, saltar de prédios e voar. Portanto, as pessoas precisam ter maturidade para filtrar o que a mídia diz e assim separar o que é útil do que não é.

Se você coloca fogo no próprio corpo você vai se queimar e a culpa não é do fogo.

Texto por:
Patrick



Parabéns. As ideias estão bem trabalhadas, objetivas e coerentes!

25.3.15

Você sabe o que é netiqueta?

Em qualquer lugar da sociedade, clube, escola, igreja ou praça temos que seguir determinadas convenções sociais de como nos portar bem.

Essas convenções são regras de etiqueta. Por exemplo: Quando estamos na Igreja, em um culto ou uma celebração, desligamos os aparelhos celulares. Se o deixamos ligado e ele toca durante o momento de silêncio, prece e oração não estamos sendo educados e nem observando uma regra de conduta, que podemos chamar de etiqueta.

Pois bem, hoje em dia os brasileiros passam cada vez mais tempo na internet, na frente do monitor de um computador ou usam a internet móvel pelos celulares e tablets.
As pessoas usam as tecnologias para se comunicar, fazer novos amigos, fazer compras, para trabalhar e para estudar em cursos à distância.



Assim sendo, a internet apesar de ser um ambiente virtual, faz parte do cotidiano dos indivíduos e está cada vez mais presente em nossa sociedade.

Como muitas pessoas se encontram na internet, pelos diferentes motivos que listamos acima, foi necessário a elaboração de normas de conduta para serem observadas pelos internautas. Essas normas fazem parte da netiqueta, uma palavra que se originou da fusão  de duas palavras: o termo inglês net (que significa rede) e o termo "etiqueta" (conjunto de normas de conduta sociais). Ela foi criada pelos próprios internautas, que construíram regras básicas de convívio na internet de forma colaborativa, priorizando a educação e o respeito.



A netiqueta surgiu com o intuito de facilitar a comunicação virtual entre as pessoas, para evitar mal entendidos e ofensas.





Vamos conhecer algumas regras básicas da netiqueta e fique antenado para não cometer nenhum ato deselegante na internet!
  • Evite digitar mensagens eletrônicas em Maiúsculo. Isso significa que você está gritando!

  • Correntes: São aquelas mensagens nem sempre agradáveis, que você recebe no e-mail ou nas redes sociais e tem que repassar para seus contatos, caso contrário algo terrível pode lhe acontecer. Quebre a corrente, fique tranquilo e estará agindo educadamente!

  • Emoticons: São as carinhas que demonstram emoção, muito utilizadas em fóruns e chats. Procure não exagerar, e não envie de fileiras de emoticons que podem aborrecer o seu interlocutor.

  • Ofensas: Só porque estamos na internet não significa que podemos xingar e digitar ofensas e palavrões. Evite polêmicas e "guerras" on-line contra outros usuários da rede. Ignore-os.


Navegue e desfrute dos benefícios da Internet com segurança e respeito. Observe as normas da Netiqueta!


 

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Hoje, assistindo a um programa de discussões políticas no YouTube, havia comentaristas defensores de pautas da "esquerda identitária...