27.10.23

Menos telas, mais papel e lápis

A Suécia está interrompendo a digitalização de seu sistema de ensino, com isso as escolas terão menos computadores e mais livros.
A medida ocorre, após as autoridades do país concluírem que os livros possuem "vantagens que nenhum tablet pode substituir" e que o ensino baseado em telas não traz benefícios para o cérebro das crianças. 


Os prejuízos ficam aparentes na pouca capacidade de concentração, na dificuldade de compreensão de textos e na ortografia. 

A França proibiu os celulares nas escolas desde 2018, Finlândia e Holanda, recentemente, anunciaram medidas semelhantes. 

Os recursos digitais são importantes e essenciais para os dias de hoje, mas a educação tradicional não pode ser substituída por uma tela sem trazer prejuízos à formação do ser humano.


Estudos da Universidade de Harvard demonstraram que o uso exagerado das telas pode ter consequências, como prejuízos na comunicação,  problemas no sono e atraso no desenvolvimento cognitivo. 


Atenção, pais, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda limites diários no contato de crianças e adolescentes com celulares, tablets e computadores:

. 2 a 5 anos de idade: até 1 hora por dia.

. 6 aos 10 anos de idade: entre 1 e 2 horas por dia.

. 11 aos 18 anos de idade: entre 2 e 3 horas por dia. 

25.10.23

Sobre a insegurança nas escolas públicas

No dia 23 de outubro ocorreu numa escola pública de São Paulo outro atentado que resultou em tragédia.

O país é violento, marcado pela desigualdade social e as escolas públicas, de modo geral, são desprotegidas, vulneráveis aos crimes. Infelizmente, diante da inoperância de nossos dirigentes, tais cenas continuarão se repetindo. 

A grande mídia, os veículos de comunicação com programas na televisão ou lives Internet repercutiram o assunto. Muda o canal, muda a plataforma, mas a forma é a mesma: mostram a nota oficial dos políticos lamentando o ocorrido e colocam um "especialista" da Universidade para falar. Nunca colocam o diretor da escola, os professores ou coordenadores, não dão voz aos estudantes e aos seus pais. Para a grande mídia o que importa é a "verdade" revelada pelos "especialistas". O ponto de vista do povo que frequenta diariamente, por horas, as escolas públicas não tem relevância nenhuma.

Por isso, assisti com nojo a um desses programas na Internet mostrando o especialista da Fundação Getúlio Vargas afirmando que as escolas não precisam de detector de metais. Ora, o sujeito fala de um prédio seguro, onde há segurança, para passar pela portaria da FGV é uma tremenda burocracia, há câmeras e vigilantes por todos os cantos...

Mas, segundo o "especialista", nas escolas públicas o detector de metais deve ser o professor. O professor deve conhecer o aluno, suas angústias, seus anseios, suas frustrações e identificar potenciais ameaças e tomar ali as providências cabíveis para prevenir atos violentos...

Ocorre que numa sala de aula há 35, 38 alunos e o professor da escola pública tem várias salas de aulas e atua em duas, às vezes três escolas, em dois ou até três turnos. Tal quadro, em resumo, dificulta bastante a tarefa que pretendem atribuir ao professor.

Será que o "especialista", o bomzão da FGV que recebe um salário elevadíssimo sabe mesmo do que está falando? Será que ele conhece, de fato, a realidade de seu país? Será que alguma vez já pisou numa escola pública?

Precisamos de mais providências, urgentes, e de menos conversa fiada. Caso contrário, continuaremos apenas lamentando as vidas perdidas por conta do descaso e da falta de zelo com a qual as autoridades vem tratando a educação básica neste país.  E a medida que se faz mais necessária para o momento é a instalação de detectores de metais nas entradas das escolas, dentre outros protocolos de segurança que precisam ser adotados. Ficar de blá-blá-blá na televisão, tentando transformar professor em detector de metal, e postar nota de pesar na rede social não vão solucionar a crise de violência do país.

1.10.23

A História de Napoleão Bonaparte nas telonas


Em Novembro deste ano, chega aos cinemas o filme Napoleão, estrelado por Joaquin Phoenix, ator vencedor do Oscar.


O filme mostrará a ascensão e a queda de Bonaparte. Assista ao trailer.



#Napoleão
#Cinema
#História

14.9.23

História & Cinema: Dois filmes nacionais inspirados na história e literatura brasileira



  • Memórias póstumas de Brás Cubas (2001)

O filme homônimo ao clássico assinado por Machado de Assis,  em 1881, é, assim como o livro, uma produção que prende o telespectador à tela do princípio ao fim. Imperdível!



  • Guerra de Canudos (1996)

Este longa-metragem foi inspirado na célebre obra "Os Sertões" (1902), de Euclides da Cunha. O filme narra a trágica batalha de Canudos, entre os sertanejos e o exército na jovem república brasileira em 1896-1897.



13.8.23

José Murilo de Carvalho (1939-2023)

Faleceu hoje, dia 13 de agosto de 2023, o historiador é cientista político José Murilo de Carvalho. 


José Murilo nasceu em 1939, em Minas Gerais. Formou-se em Sociologia e Política pela UFMG, lecionou na UFRJ em diversas universidades no exterior. 

É autor de diversas obras, muitas das quais fundamentais para a compressão da história e cultura política do Brasil, como "Os Bestilizados: o Rio de Janeiro e a República que não foi (2019)", "Cidadania no Brasil: o longo caminho (2001)", "A Formação das Almas: o imaginário da República no Brasil (1990)" entre outras.

Era membro da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira número 5.



5.5.23

Iniciação à ciência


A produção do conhecimento demanda muito estudo, esforço e disciplina. Portanto, não é uma tarefa fácil. Fácil é produzir desinformação e fake news, as notícias mentirosas que alimentam a ignorância e o obscurantismo.

O Programa de Iniciação Científica na Educação Básica (ICEB), do qual a E. E. Luiz Salgado Lima faz parte pelo segundo ano consecutivo, é muito importante para reforçar e preparar nossos alunos, tanto os que pretendem ingressar no Ensino Superior, quanto àqueles que almejam espaço no mercado de trabalho.  


O conhecimento científico é essencial para a promoção da vida e da cidadania,  especialmente no momento em que vivemos onde a desinformação rapidamente é difundida pelas redes sociais.

Todo trabalho científico parte de alguma questão-problema, de questionamentos a respeito do mundo e de fenômenos de origem natural ou social. 

Após a formulação das questões-problema, o pesquisador ou o grupo de pesquisadores partem para a investigação,  seguindo procedimentos, métodos e etapas que são reconhecidas pela comunidade científica. As principais etapas da investigação científica são:

. Observação 

. Questionamento

. Hipótese 

. Experimento e coleta de dados

. Análise 

. Conclusão

As pesquisas científicas colaboram para a transformação social e para a melhoria das condições de vida das pessoas. Um medicamento, por exemplo, só existe porque uma pesquisa científica foi realizada, por meio de testes e análises. Outro exemplo relevante que podemos mencionar é o impacto social das pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), elas subsidiam a formulação de políticas públicas para auxiliar os governos a combater as desigualdades em suas diversas formas.

18.4.23

Faleceu Boris Fausto, um dos principais historiadores do país





O historiador, professor e cientista político Boris Fausto morreu hoje, em São Paulo, aos 92 anos de idade.




Fausto lecionou na Universidade de São Paulo (USP) e publicou diversos livros, alguns tornaram-se clássicos da historiografia e são essenciais para a compreensão da História brasileira. 

Assista ao Documentário sobre Boris Fausto


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