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8.3.20

A Revolução Industrial


A Revolução Industrial promoveu grandes mudanças nos meios de produção, na economia e na sociedade europeia no século XVIII.

A Inglaterra foi a pioneira na Revolução Industrial, que começou na indústria têxtil, a qual a partir dos anos 1730 passou a funcionar com o uso de máquinas, como a lançadeira volante e, posteriormente, com máquinas movidas a vapor.

O carvão tornou-se o principal combustível da industrialização, alimentando os motores das máquinas das fábricas e no século XIX das locomotivas e dos navios a vapor.

Aos poucos, as máquinas foram sendo introduzidas em outros setores produtivos, inclusive no campo, onde elas aravam e semeavam a terra.
A mecanização da produção agrícola acelerou a liberação da mão de obra do campo e milhares de camponeses migraram para as cidades. 

A vida na cidade e nas fábricas eram muito difícil, como se pode notar no depoimento abaixo, concedido por um trabalhador inglês do século XIX.




Homens, mulheres e crianças precisavam trabalhar, pois recebiam muito pouco. A jornada de trabalho era extenuante, chegando a 14 horas por dia. Os burgueses, donos das fábricas, enriqueceram com o aumento da produção e a expansão comercial.


A flagrante desigualdade social, levou os operários a buscarem melhores condições de vida e segurança no trabalho. Assim, eles se organizaram em sindicatos, os quais lutavam pelos direitos dos trabalhadores.
Luta e resistência da classe operária



Avaliação






22.3.18

A TERCEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL ESTÁ A CAMINHO


Por Alessandro Mendonça Reis
(Historiador e mestrando em História)










A evolução da tecnologia é cada vez mais evidente e o mundo do trabalho não fica fora deste processo. Tarefas que fazíamos há alguns anos como a própria comunicação entre as pessoas enviando cartas, por exemplo, já teve o seu prazo muito encurtado e agilizado com a utilização do e-mail. As barreiras foram sendo quebradas e a globalização não só diminuiu as distâncias como criou profissões novas. Os youtubers são a prova disso. E sobre uma possível Terceira Revolução Industrial, ela existe? Se levarmos em consideração todo aparato tecnológico aplicado na indústria e na automação do trabalho, eu digo que sim. Estamos diante de uma nova era onde a robótica cada vez mais ocupará o espaço do ser humano.

Depois da mecanização do tempo, este nunca mais foi o mesmo. O homem utilizava o tempo da natureza para conduzir a sua vida, agora o relógio com mecanismo moderno controla suas ações no dia a dia. O filme “Tempos Modernos” (1936) de Charles Chaplin[1] é um exemplo clássico. O trabalhador migrou dos campos para as cidades em busca de melhores condições de vida. Foi justamente nesta transformação da migração da mão de obra agrária para as manufaturas que uma classe começa a se formar, a do trabalhador urbano. Segundo o historiador Edward Thompson não é possível quantificar a percepção do tempo de um trabalhador, nem de milhões de trabalhadores[2]. Assim, máquinas surgem cada vez mais como trabalhadores perfeitos. Não reclamam de trabalho excessivos, não recorrem à Justiça do Trabalho, não adoecem e tiram licenças médicas e outros problemas referentes a natureza humana.

Diante de questões que envolvem a eficiência do trabalho, as máquinas modernas através do advento da computação seguem lógicas da programação, e quem está por trás disto é o próprio homem. Nascem as ferramentas necessárias para o bom cumprimento do trabalho. Eric Hobsbawm afirma que o trabalho manual coletivo por tradição é ritualizado, entrelaça a vida dos indivíduos[3], portanto, uma máquina afasta essa forma de aproximação e friamente, a um comando, executa as tarefas. Não há mais como fugir e devemos encarar uma nova realidade que se impõe. Neste processo veremos cada vez mais profissões desaparecerem e novas serem criadas, é preciso se adequar aos novos tempos.



No vídeo apresentado vemos uma perfeita sincronização de todo secular processo do trabalho aplicado por causa do desenvolvimento de novas tecnologias. Mesmo à distância temos condições de realizar tarefas em uma fábrica que precisaria provavelmente de mais de dez operários. O touch é muito aplicado em nossas vidas. A fábrica em questão é de uma grande montadora de veículos e podemos perceber que diante de tarefas mais minuciosas os operários concluíram o trabalho, isso, até aparecer máquinas com capacidade para tais funções. Entre o final dos anos 1970 e início dos 1980 no Brasil, na região conhecida como ABC paulista, greves estouraram no parque industrial que abrigava várias montadoras. O poder ainda estava nas mãos dos trabalhadores sindicalizados. Diante de toda automação diversificada que temos, qual o nosso poder de reivindicar por nossos direitos no mundo do trabalho? É impressionante e ao mesmo tempo assustador a capacidade de produção das máquinas nas indústrias, de fato nossas vidas foram facilitadas.

 A modernização é muito importante e é nosso dever nos aplicarmos para acompanhar. O domínio das máquinas na produção em larga escala faz parte da própria história da humanidade que sempre criou ferramentas para melhorar e diversificar o trabalho. Muitas vezes por exigência das cobranças que vivemos para dar conta em ser um indivíduo produtivo o nosso ritmo natural é alterado. Na música “Construção” (1971) de Chico Buarque, em um determinado trecho, o autor é categórico “(...) Subiu a construção como se fosse máquina (...)”[4], a própria história da Revolução Industrial tinha na exploração da mão de obra o seu grande trunfo. Trabalhar como se fosse máquina. Hoje, como podemos perceber no vídeo elas vão tomando o lugar do trabalhador na criação de um sistema mais qualificado e engenhoso. Depois de trocarmos as máquinas à vapor da Revolução Industrial iniciada na Inglaterra na segunda metade do século XVIII,  cabe a cada um de nós percebermos as mudanças, nos adaptarmos e fazer parte desta Terceira Revolução Industrial que está em curso.




[1] O filme completo está disponível em: <www.youtube.com/watch?v=3tL3E5fIZis>
[2] THOMPSON, Edward Palmer. Costumes em comum: Estudos sobre a cultura popular tradicional. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 299.
[3] HOBSBAWM, Eric. Mundo do Trabalho: Novos estudos sobre História Operária. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000, p. 102.
[4] A íntegra da letra está disponível em: <www.vagalume.com.br/chico-buarque/construcao.html>

24.8.17

Indústria, trabalho e liberalismo na Europa (século XIX)

No trecho destacado abaixo, da obra do professor e historiador francês, René Rémond, o autor destaca a difícil situação da classe operária na Europa, entre o fim do século XVIII e início do século XIX. A adoção de regimes liberais em nada favorecia os trabalhadores, pois não havia regulamentação do mercado e pouca, ou nenhuma, intervenção do governo no sentido de criar mecanismos que restringissem a exploração do trabalho de crianças e idosos, também não havia leis contra acidentes de trabalho, o salário era baixíssimo e o direito a aposentadoria não existia.
Se o mercado deveria funcionar livremente, sem a interferência do Estado, entretanto, nada impedia as fábricas de aprovarem normas internas que penalizavam os operários. 
Pode-se fazer algum paralelo com a atual conjuntura política e econômica do Brasil? 

Leia o pequeno e elucidativo trecho abaixo e tire suas próprias conclusões:



13.7.16

Palavras Cruzadas - a Revolução Industrial

Hora de se testar neste super caça palavras sobre a Revolução Industrial iniciada no século XVIII!

28.4.13

Escape da forca!

Mostre o que você sabe sobre a Revolução Industrial do século XVIII, acumule pontos e e livre o boneco da forca!

*Clique com o botão esquerdo do mouse sobre as letras. Em cada erro, uma parte do corpo do boneco vai pra forca. Você perde quando o corpo do boneco estiver completo. Acerte a palavra e avance para a próxima fase.

8.3.12

Resumo: Segunda Revolução Industrial

Este resumo abordará as características e consequências da Segunda Revolução Industrial que ocorreu na Europa, parte da Ásia e nos E.U.A no século XIX.


  • A Revolução industrial transformou a relação do ser humano entre si e com a natureza;
  • Problemas sócio ambientais: aumento da poluição, desmatamento, urbanização desordenada, surgimento do proletariado.
Londres, século XIX. As pessoas viviam amontoadas nas cidades, em péssimas condições.

  • 1ª Fase da Revolução Industrial (1760 - 1830): limitou-se à Inglaterra, onde surgiu a máquina a vapor e o carvão tornou-se um importante combustível para alimentá-las. A indústria têxtil cresceu vertiginosamente.
  • A Inglaterra passou a exportar seus tecidos para todo o mundo através do mar e tornou-se uma potência, graças ao Capitalismo Industrial e das riquezas acumuladas.
  • 2ª Fase da Revolução Industrial - a partir de 1870 a industrialização atinge outros países da Europa, como França, Bélgica, Itália, Alemanha, também chega a América, nos E.U.A e na Ásia, na Rússia e no Japão.
  • Novas formas de energia: eletricidade e petróleo.
  • Inventos importantes: motor a combustão, telégrafo e corantes sintéticos (indústria química).
  • A produção industrial girava em torno do aço.
  • Invenção da locomotiva e do barco a vapor.
  • As ferrovias tornaram-se comuns aos países industrializados, pois acelerava o transporte de mercadorias e de pessoas dos campos para as cidades e das cidades para as fábricas.
  • A industrialização de outros países acirrou a disputa pelos mercados consumidores.
  • Neocolonialismo: na busca por novos mercados as potências industriais partiram para a África e a Ásia, a partir de 1830, para conquistar mais consumidores e zonas de influência, onde poderiam explorar os recursos disponíveis.
  • A buscar por mercados gerou: Uma corrida armamentista entre os países ("paz armada") e a Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918).
As potências Ocidentais/Industriais disputam a China. Ilustração do século XIX.

Veja como ficou a África, após sua partilha entre as nações europeias:

  • Além de buscar por matérias-primas, tais como carvão, ferro e petróleo na Ásia e na África, os europeus procuravam novos mercados consumidores de seus produtos.Das colônias também compravam alimentos para abastecer a crescente população europeia. Investiam nas colônias e construíam ferrovias para escoar mercadorias.
  • Nessa fase da revolução industrial que surge o capitalismo monopolista  e o imperialismo. Algumas formas de monopólio são: Truste, Cartel, Holding. 
  • Plano político: o neocolonialismo garantia mais recursos para os estados europeus, que além de matérias-primas, terras, e pessoas, obtinham mais portos, maiores contingentes militares, etc. 
  • A colonização acontecia por via pacífica - através da aproximação da metrópole com a elite dominante do local a ser colonizado, subornos, promessas de riquezas e poder, ou por meio da força bruta, caso houvesse resistência.
  • Plano religioso e cultural: Diversos missionários espalharam-se pela África e pela Ásia para converter seus povos ao cristianismo.Eles também lutava contra a escravidão.
  • As colônias não tinham grande autonomia política. administrativa e econômica. Embora algumas delas tivesse governo ou parlamento eleitos pelos nativos, havia nelas um supervisor representando os interesses da Metrópole.
  • Em muitos casos os habitantes das áreas colonizadas perdiam suas terras, eram forçados a realizar trabalhos nas fábricas, ferrovias ou na extração de minerais e ainda pagar impostos para a Metrópole.
  • Os europeus julgavam-se racialmente superiores aos nativos. As teorias racistas, como o darwinismo social, serviam como justificava para  a exploração das nações "primitivas" pelas "civilizadas". 
  • As nações industriais europeias tornaram-se ainda mais hegemônicas no Mundo, principalmente a Inglaterra que liderava o Império Britânico. As disputas comerciais, a busca de novos mercados irão desencadear a 1ª Guerra Mundial, em 1914, assunto que será visto em outro post.

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