8.7.20

Vamos (Precisamos) falar sobre Reforma Tributária

A economista Monica De Bolle ministrou uma verdadeira aula sobre o modelo regressivo da tributação brasileira e também apontou caminhos que os parlamentares devem observar para reformar o sistema tributário nacional. Assista:



1.7.20

A política e o exército

O exército, assim como o conjunto das forças armadas do país, deve garantir a soberania nacional, assegurar a lei e a ordem e submeter-se à Constituição Federal de 1988.

As forças armadas foram criadas para proteger o povo e não subjugá-lo, como defendem alguns poucos saudosistas da Ditadura militar (1964-1985).

O Brasil precisa superar, definitivamente, a crença de que a via autoritária irá corrigir os rumos do país, sob a tutela dos "incorruptíveis" militares.

A democracia, se devidamente respeitada, é a melhor opção para reconstruirmos o país, tornando-o um lugar mais justo e mais feliz.

Os militares devem se ocupar, estritamente, de seu papel constitucional e respeitar a soberania popular.

3.6.20

D. Pedro II visita hospital de coléricos

Em 1855, houve um surto de cólera no Rio de Janeiro,  a capital do Império brasileiro.
Pintura de Louis Auguste Moureaux, 1863.


D. Pedro II fez questão de ser retratado em visita a um hospital que atendia às vítimas do morbus. Como chefe de Estado brasileiro,  essas visitas eram comuns na agenda do imperador, bem como a caridade e a doações que ele fazia para as instituições de saúde e de ensino. 

1.6.20

Povo anestesiado, País em coma

Colocaram fogo na Amazônia,  nós não fizemos nada.
Aumentaram o uso de veneno no cultivo dos nossos alimentos, resolvemos nos calar.
Soterraram uma cidade inteira e centenas de pessoas com lama tóxica, continuamos imóveis.
Mataram um garoto, baleado nas costas, em sua casa.  Não houve luto, nem luta.
Assistimos à morte de milhares de pessoas diariamente, mas nos preocupamos apenas com a reabertura do comércio.
Vimos, pela televisão, um homem ser morto no estrangeiro numa ação policial e uma parte daquela nação se sublevou, lembrando aos seus líderes que o povo existe e quer respeito.
Mas, e nós? Acaso perdemos a dignidade e a capacidade de sentir indignação? Somos humanos sem humanidade? Nos tornamos escravos de nossa apatia? Para onde iremos? Aguardamos apenas o pastor vir nos conduzir como ovelhas para a tosquia?
Um povo que não luta, merece destino diferente?

Hélio Brummas

25.5.20

Um desqualificado na presidência da República

Que sujeito sem noção. 

Comer um cachorro quente não tem problema algum. Em tempos de pandemia, pede-se comida em casa, evita-se aglomeração.

Agora, se você é o chefe de Estado espera-se do líder da nação postura adequada, condizente com a importância do cargo. Por que este sujeito não foi visitar hospitais e apoiar profissionais da saúde? Por que não vai aos estados mais atingidos pela covid-19? Onde está sua solidariedade às milhares de vítimas levadas pela pandemia?

O comportamento deste cidadão que ocupa a presidência da república é vergonhoso, indecoroso, apesar de ser coerente com sua personalidade e inteligência medíocres.

24.5.20

2226: o ano do apocalipse

O planeta foi devastado pelo apocalipse nuclear. Mísseis supersônicos cortavam os céus carregando poderosas ogivas nucleares de leste a oeste, de norte a sul, bombardeando os alvos e incinerando tudo e todos que estivessem num raio de 100 quilômetros dos pontos alvejados.
Os ataques destruíram as potências nucleares e solaparam as condições de vida neste mundo. O aquecimento global acelerou, a terra e a água estavam contaminadas, o ar era poluído, quente e nocivo, máscaras eram necessárias para quem se arriscasse a sair de seu abrigo. Os Estados, as sociedades e suas instituições, como escolas e igrejas desapareceram, e as economias ruíram devido à guerra e à hecatombe. Os poucos sobreviventes ao horror de 2226 viviam como nômades em busca de pequenos oásis ou em comunidades isoladas e autônomas,  dirigidas por oligarcas que exerciam o controle local.

Cultivar o alimento só era possível em estufas, a terra fértil era escassa, logo havia pouca comida. Os legumes e verduras eram distribuídos ao povo pelos oligarcas, as famílias não poderiam ser em número maior que quatro pessoas. Igualmente rara eram as fontes d'água, guarnecidas pelos pretorianos. Cada pessoa tinha que trabalhar para beber 1 litro de água por dia. As pessoas ficaram magras, a pele ressecada pelo sol e sem brilho devido à desidratação, muitos perderam os cabelos, ficaram estéreis. Aqueles que alcançavam os 40 anos de idade eram anciãos.

Não havia mais fábricas, eletricidade, televisão ou internet. As opções de trabalho eram poucas: camponês, guarda pretoriano, mercador, manutenção ou prática curativa. Os desocupados eram enviados para o exílio, executados ou jogados na prisão, onde morriam. 

Ninguém sabia ao certo,  mas estima-se que a deflagração do apocalipse e suas consequências, como a fome, as epidemias e as catástrofes naturais mataram quase toda a humanidade,  alguns calculam que 9 bilhões de pessoas morreram...

O mundo mudou, está mais triste, a paisagem dominante é cinzenta, desértica,  o calor é insuportável, faz 50° graus ou mais durante o dia; 0° à noite.  As estações do ano desapareceram, bem como a maioria daa plantas e dos animais. Todo tipo de vida silvestre era algo exótico. O que poderia crescer e viver neste inferno terreno? Fora dos muros das cidades só há destroços e ruínas, um cenário desolador.

O que restou da humanidade tenta sobreviver, sem rumo certo, sem crença ou esperanças, com um futuro imprevisível. Alguns, apegados às práticas do passado,  cegos e ávidos por poder, continuam incapazes de enxergar a miséria que nossos vícios provocou. Mesmo após o fim do mundo estamos aqui,  vivos, famintos e buscando no quê acreditar para cultivar a fé em dias melhores.  

Hélio Brummas

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