17.12.20

Para 2021 eu quero...


Os alunos do Colégio Estadual Independência responderam assim:



Eu gostei e você? 

15.12.20

Férias, descanso e vacina!

O ano letivo de 2020, o ano da pandemia, aproxima-se do fim. Ao longo do ano em curso, com a necessidade do isolamento social, recorremos ao ensino remoto, uma ferramenta extraordinária, que nos permitiu explorar novas formas de ensinar e de aprender. Entretanto, o ensino à distância evidenciou, se é que possível, as gritantes desigualdades sociais. Muitos estudantes não conseguiram acessar as atividades online, por falta de recursos, equipamentos e internet. Cabe ao Estado atender, por meio de políticas públicas, àqueles que, por sua condição socioeconômica, não conseguiram participar das atividades pedagógicas no ambiente virtual.

Agora, nós queremos é férias, descanso e relaxamento, não para viajar e promover aglomeração, pois, para isso, já tem gente irresponsável suficiente, mas para seguir com o isolamento social e os devidos cuidados para evitar a doença - covid19.

Também queremos a vacina! A maioria da população brasileira deve querer o mesmo. Somente depois da imunização devemos pensar em flexibilização, com responsabilidade e com cuidado com a saúde e a vida das pessoas.

Boas férias e boas festas para todos!  




11.12.20

País sem rumo e sem presidente

Um estadista ou um governante sério, comprometido com o bem-estar público, visitaria um hospital e seria o exemplo de respeito e solidariedade à nação. 

Olha onde o presidente do Brasil está! 


Comporta-se como um idiota, um moleque.  Não dá para escrever nada sobre este sujeito sem ojeriza, por isso escrevo pouco e paro por aqui.


21.11.20

Trabalho sobre Qualificação Profissional

A busca por qualificação profissional deve ser uma constante para quem quer entrar e se manter no mercado de trabalho.

O tema foi objeto de estudo nas aulas de Intervenção e Pesquisa, com o 3° ano do Ensino Médio do CIEP 280. Em uma das atividades, os alunos tiveram que elaborar infográficos, combinação de elementos textuais e imagéticos com a finalidade de organizar e facilitar a exposição de ideias e conhecimento. 

O trabalho abaixo foi profuzido pelas da turma 3001. Elas utilizaram, além de sua criatividade e talento, informações do texto-base sugerido na aula e o aplicativo Canva para criar um infográfico. Merecem nota 10, concordam? 

Mais infográficos sobre qualificação profissional!






20.11.20

"Jornal da Região", nova edição nas bancas!

Edição 1550, 12 a 18 de Novembro de 2020.

Leia online.



12.11.20

Cerol não é legal: arte e expressão

No projeto "Cerol não é legal" da turma 2002, fizemos uma releitura da pintura "Meninos soltando pipa", de Cândido Portinari (1903-1962).



Curiosidade: a pintura original foi leiloada em 2013, em Nova Iorque, por 1,4 milhão de dólares! O quadro foi pintado em 1943.

Os alunos e alunas usaram a criatividade e o talento para fazer a releitura manual ou usando recursos digitais. O resultado final foi este:







8.11.20

O que fazer no dia 15 de novembro?

Na semana que vem vamos escolher vereadores e prefeito para nossa cidade.

Já escrevemos anteriormente que, neste pleito, sobram candidatos e escasseiam ideias e projetos palpáveis para o desenvolvimento econômico e social de Leopoldina. 

Na eleição presidencial de 2018, a maioria dos eleitores leopoldinenses disse NÃO ao Bolsonaro e a seu projeto liberal-conservador. Agora, se os mesmos eleitores mantiverem a coerência não votarão no grupo bolsonarista e nos candidatos que negam a política, a ciência e a democracia.

O não ao Bolsonaro não significa sim ao lulopetismo corrompido que empurrou o nosso país para o precipício, provocando crise econômica, aumento da desigualdade social e a manutenção do pior modelo tributário do mundo (onera a classe trabalhadora e favorece os mais ricos).

Que Deus e a razão abençoem a todos os leopoldinenses para escolher os representantes políticos com sabedoria, isolando os malandros, falsos-profetas, aproveitadores e fracassados na vida que tentam, através dos benefícios dos cargos eletivos, obter alguma ascensão social. 

5.11.20

Projeto "CalçaCarmo" recebe o apoio da Senadora Mara Gabrilli

A Senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) enviou um vídeo para os alunos da turma 2002, do CIEP 280, responsáveis pelo projeto "CalçaCarmo: por um caminhar seguro".


O projeto já foi encaminhado para a Câmara dos
Vereadores e para a prefeitura do Carmo-RJ. Agora aguardamos a execução das melhorias nas ruas e no calçamento no entorno da escola.
A Senadora Mara Gabrilli é um ícone da luta a favor da acessibilidade e da democratização dos espaços públicos. Graças aos seus esforços, o cuidado com as calçadas tornou-se uma responsabilidade do poder público nos municípios.

Muito obrigado pelo apoio, Senadora Mara. Parabéns aos alunos da turma 2002 pelo protagonismo estudantil e exemplo de cidadania.

30.10.20

Projeto: "Cerol não é legal"

A turma do 2° ano do Ensino Médio do CIEP 280, através das aulas remotas do projeto de Intervenção e Pesquisa, começou a trabalhar a importância da conscientização para colocar um fim no uso do cerol. O cerol é usado na linha de pipas, prática perigosa e proibida por lei em nossa cidade (Lei n°. 205, 10 de Outubro de 2019).

Os alunos da sala 2002 elaboraram belos trabalhos alertando sobre os riscos do cerol. Confira um:




29.10.20

Encontro com a obra de Monteiro Lobato

Hoje, dia 29/10, estive reunido com as professoras e pesquisadoras do Grupo "Memórias Literárias: Monteiro Lobato e a formação do Professor Leitor", vinculado à Universidade Federal de Jataí, estado de Goiás. 

Tratamos sobre as metamorfoses no pensamento de Monteiro Lobato sobre o homem brasileiro entre 1914 a 1924, através da análise de seus contos, artigos e livros. 

Foi um momento de muita alegria e aprendizado! Agradeço à professora Ana Paula pelo convite e ao amigo, Dr. Aluizio Alves Filho, pela indicação.


22.10.20

Poemas concretos: projeto CalçaCarmo

Trabalho dos alunos e alunas da turma 2002, 2° ano do Ensino Médio do CIEP 280. Atividade realizada na aula do Projeto de Intervenção e Pesquisa, dia 22 de outubro. 

#CalçaCarmo

1.10.20

Atividades e ações do projeto CalçaCarmo

Hoje, os alunos da turma 2002 do 2° ano do Ensino Médio do CIEP 280, fizeram logotipo, nuvem de palavras e sistematizaram as informações do projeto "CalçaCarmo: por um caminhar seguro". 

Confiram e acompanhem as ações do projeto.






27.9.20

CalçaCarmo: fotos dos problemas identificados no entorno da escola

CalçaCarmo: por um caminhar seguro é o projeto de Intervenção e Pesquisa da turma 2002, 2º ano do Ensino Médio do CIEP 280.

A ideia surgiu após a turma identificar a falta de calçamento, acessibilidade e sinalização como aspectos vulneráveis do entorno da escola.

As fotos abaixo ilustram bem o problema:










Diagnosticado o problema, a turma vem pensando em ideias e possíveis soluções. A primeira ação do projeto já foi realizada: chamar a atenção do poder público, por meio de uma mensagem eletrônica endereçada ao presidente da Câmara dos Vereadores.

Aguardamos uma resposta e na próxima semana trabalharemos com outras ações visando à conscientização da comunidade sobre a importância do assunto!

25.9.20

Quem vai se responsabilizar pela destruição no Pantanal?

Parece que alguns dos verdadeiros  culpados responderão à Justiça pelos crimes cometidos contra o Pantanal e o patrimônio natural brasileiro. 






Lugares onde Dr. Irineu Lisbôa (1894-1986) exerceu a medicina como Sanitarista


Cidades e regiões de Minas Gerais onde Dr. Irineu Lisbôa trabalhou entre 1918-1948

Mata: Leopoldina, Além Paraíba, Juiz de Fora e Ubá.
Sul: Santa Rita do Sapucaí, Itajubá e Pouso Alegre.
Centro-Oeste de Minas: Divinópolis.
Triângulo: Uberlândia.

24.9.20

Evento acadêmico: Fórum Discente e de Egressos do Programa de Pós-graduação em História

Estão abertas as inscrições para os Fóruns do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Salgado de Oliveira. 

Para mais informações, clique na imagem abaixo:





18.9.20

Como cuidamos de nossas calçadas?

As calçadas funcionam como a "pele" da cidade. Se forem bem cuidadas, elas tem um aspecto bonito e favorecem a circulação de pessoas com segurança.

No entanto, nem sempre as pessoas dão a devida atenção que as calçadas merecem, essa foi a conclusão que os alunos da turma 2002 chegaram ao discutir um dos problemas do entorno da escola, o CIEP 280.



As vezes encontramos lixo nas calçadas, buracos, degraus, falta de calçamento e de acessibilidade. Isso tudo dificulta o ir e vir dos alunos do CIEP 280, os quais acabam disputando trechos das ruas com os veículos. A situação é perigosa e pode ocasionar acidentes e ferir as pessoas.



Outro grave problema detectado pelos estudantes foi a ausência de sinalização vertical e horizontal para regular o trânsito. A falta da sinalização compromete o fluxo do trânsito e coloca os pedrestes em risco, sobretudo as crianças e os idosos. 



A proposta da disciplina Intervenção e Pesquisa do 2° ano do Ensino Médio é promover a reflexão e a ação sobre o "mundo" ao redor da escola. Problemas como os relatados acima tornaram-se parte da rotina da população, logo acabam despercebidos e caem no esquecimento. Por isso, estamos estudando, discutindo e elaborando projetos e propostas para sensibilizar os moradores e as autoridades municipais acerca da importância e da urgência da falta de calçamento adequado e de sinalização escolar. Esperamos proporcionar mais segurança e qualidade de vida para todos, membros da comunidade escolar e moradores do bairro.

Em breve, postaremos novidades com o desenvolvimento deste trabalho. 

9.9.20

As incongruências inexplicáveis do Parlamento

É muito difícil digerir certas coisas que lemos ou ouvimos nas redes sociais. Principalmente, quando se trata de contradições absurdas.



Caso da reportagem acima, segundo a qual Rodrigo Maia, atual presidente da Câmara, deputado federal eleito com pouco mais de 70 mil votos, afirma que "produtividade" não existe no serviço público.

Este cidadão deveria ter vergonha na cara. Acaso conhece o serviço público, a rotina dos servidores da educação, da saúde e da segurança? O setor privado no Brasil se tornou sinônimo de eficiência e produtividade desde quando? O que Rodrigo Maia  já produziu de bom em sua medíocre existência para benefício do país? 

Este sujeito defende a reforma administrativa que tira direitos dos servidores públicos e, ao mesmo tempo, preserva os privilégios dos políticos, militares, juízes e promotores. Qual matéria esse deputado já aprovou que favoreceu os trabalhadores, seja do setor público ou privado?  Esse sujeito deveria lavar a boca antes de falar do serviço público, tomando muito cuidado para não cometer generalizações ou achar que gente da laia dele existe em todo canto. 

Pois esse deputado que aprova retirada de direitos dos trabalhadores, segue agarrado com as suas mordomias às custas dos contribuintes. Tem casa, carros, dezenas de funcionários e outras regalias custeadas pelos cofres públicos, pagas por gente que trabalha e produz como eu e tantos outros trabalhadores. Como pode esse cidadão pensar em falar algo sobre os servidores públicos? 

Novamente, acho que na situação dele o melhor era se calar e ir trabalhar de verdade. Será que esse deputado sabe o que é trabalho? Sabe o que é estudar? Seja lá quem elegeu um perfil assim, deve se sentir muitíssimo bem representado no Congresso Nacional.

Evidente que há problemas sérios no serviço público, mas muito deles são provocados pela safadeza da classe política que remunera mal servidores e subtrai verbas públicas para fins particulares em detrimento da população.

2.9.20

Sobram pré-candidatos, mas faltam ideias

Li, sem muita empolgação, as entrevistas dos pré-candidatos à prefeitura de Leopoldina no portal do Jornal Leopoldinense.

Mesmo sendo de partidos diferentes, quase todos entrevistados repetiam as mesmas coisas: "fazer parceria com a Casa de Caridade", "reparar as estradas rurais", "gerar empregos" dentre outras afirmações comuns, que já ouvimos e lemos há mais de duas décadas.

Os problemas existem, é verdade, mas nenhum pré-candidato ousou apontar soluções concretas e criativas para trazer alguma esperança para os eleitores... Não há nenhum apontamento que sinalize mudança positiva na pasmaceira estrutura social e econômica da cidade, que clama por dinamismo. Todos ficaram estacionados no lugar comum, unidos pela falta de propostas e projetos para o desenvolvimento real da cidade.

Gostaria de ler ideias e planos, contendo metas e propostas concretas para promover o município e o bem-estar de seu povo. Na ausência de investimentos externos vultuosos, uma política de desenvolvimento endógeno e arrojada é extremamente necessária. É preciso repensar as prioridades da cidade, reorganizar e alinhar forças e estabelecer um projeto comum para ser trabalhado nos próximos anos.

Esse movimento passa por uma profunda reflexão sobre alternativas locais para geração de emprego e renda. Com políticas públicas eficientes e bem formuladas, por líderes capazes e com elevado espírito público, é possível fortalecer cooperativas, fomentar setores do turismo, como o turismo rural e o ecoturismo, incentivar a gastronomia, abrir postos de trabalho, valorizar os jovens e contribuir para o crescimento sustentável de nossa cidade.

Um projeto de desenvolvimento econômico deveria ter como pilares a exploração do turismo rural, do agronegócio, do cooperativismo, da educação profissionalizante e a oferta de emprego, especialmente para os jovens do Ensino Médio no contraturno escolar. Com isso, a roda da economia vai girar, fazendo aumentar a arrecadação municipal e a capacidade de investimento público.

Não podemos esperar o socorro cair do céu ou esperar a instalação de um indústria "salvadora" na cidade (veja o exemplo da Mercedes em Juiz de Fora). Precisamos pensar em alternativas de desenvolvimento a partir da inteligência local de de nossas possibilidades. 

Tomara que até a definição do pleito surjam boas ideias e candidatos à altura dos desafios que envolvem a gestão de um município com as necessidades tão urgentes quanto as de nossa cidade.

25.8.20

Como se reduz a desigualdade social?

A crise sanitária evidenciou a desigualdade social no Brasil. As vítimas da Covid-19 são, principalmente, os pobres. 

Como podemos reduzir a pobreza e contribuir para termos uma sociedade mais igualitária?  O vídeo abaixo apresenta sugestões viáveis, por meio de políticas públicas, que inclusive já são implementadas em outros países, como a adoção do imposto progressivo.  

Temos políticos tão honestos, comprometidos com o bem-estar coletivo e com o desenvolvimento social. Por que nossos líderes não adotam algumas dessas medidas para reduzir a desigualdade?


24.8.20

Descoberto tesouro arqueológico

 Confira!

https://youtu.be/EikdUIOFhiA

19.8.20

Você é protagonista?

A vida no século XXI exige protagonismo, iniciativa, competências cognitivas e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, que favoreçam a ideia de saber viver e conviver, especialmente com as diferenças entre os indivíduos ao nosso redor.


Vamos assistir ao vídeo abaixo e descobrir um pouco mais sobre a importância do protagonismo juvenil!

18.8.20

Lei que regulamenta a profissão de historiador foi publicada

O Diário Oficial da União publicou nesta terça-feira (18) a Lei 14.038/20, que regulamenta a profissão de historiador no Brasil e estabelece os requisitos para seu exercício.

Pela Lei 14.038/20, poderão exercer a atividade de historiador:

• os portadores de diploma de curso superior em História;
• os portadores de diploma de mestrado ou doutorado em História;
• os portadores de diploma de mestrado ou doutorado obtido em programa de pós-graduação com reconhecimento oficial e linha de pesquisa dedicada à História;
• os profissionais diplomados em outras áreas que tenham exercido, comprovadamente, há mais de cinco anos, a profissão de historiador.

A lei exige, para o exercício da profissão, o registro profissional junto à autoridade trabalhista competente.

Entre as atribuições dos historiadores estão o magistério da disciplina de História nas escolas de ensino fundamental e médio, desde que cumprida a exigência da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) quanto à obrigatoriedade da licenciatura.

O profissional poderá ainda planejar, organizar e dirigir serviços de pesquisa histórica, e serviços de documentação e informação histórica; e elaborar pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos e trabalhos sobre temas históricos.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

8.7.20

Vamos (Precisamos) falar sobre Reforma Tributária

A economista Monica De Bolle ministrou uma verdadeira aula sobre o modelo regressivo da tributação brasileira e também apontou caminhos que os parlamentares devem observar para reformar o sistema tributário nacional. Assista:



1.7.20

A política e o exército

O exército, assim como o conjunto das forças armadas do país, deve garantir a soberania nacional, assegurar a lei e a ordem e submeter-se à Constituição Federal de 1988.

As forças armadas foram criadas para proteger o povo e não subjugá-lo, como defendem alguns poucos saudosistas da Ditadura militar (1964-1985).

O Brasil precisa superar, definitivamente, a crença de que a via autoritária irá corrigir os rumos do país, sob a tutela dos "incorruptíveis" militares.

A democracia, se devidamente respeitada, é a melhor opção para reconstruirmos o país, tornando-o um lugar mais justo e mais feliz.

Os militares devem se ocupar, estritamente, de seu papel constitucional e respeitar a soberania popular.

3.6.20

D. Pedro II visita hospital de coléricos

Em 1855, houve um surto de cólera no Rio de Janeiro,  a capital do Império brasileiro.
Pintura de Louis Auguste Moureaux, 1863.


D. Pedro II fez questão de ser retratado em visita a um hospital que atendia às vítimas do morbus. Como chefe de Estado brasileiro,  essas visitas eram comuns na agenda do imperador, bem como a caridade e a doações que ele fazia para as instituições de saúde e de ensino. 

1.6.20

Povo anestesiado, País em coma

Colocaram fogo na Amazônia,  nós não fizemos nada.
Aumentaram o uso de veneno no cultivo dos nossos alimentos, resolvemos nos calar.
Soterraram uma cidade inteira e centenas de pessoas com lama tóxica, continuamos imóveis.
Mataram um garoto, baleado nas costas, em sua casa.  Não houve luto, nem luta.
Assistimos à morte de milhares de pessoas diariamente, mas nos preocupamos apenas com a reabertura do comércio.
Vimos, pela televisão, um homem ser morto no estrangeiro numa ação policial e uma parte daquela nação se sublevou, lembrando aos seus líderes que o povo existe e quer respeito.
Mas, e nós? Acaso perdemos a dignidade e a capacidade de sentir indignação? Somos humanos sem humanidade? Nos tornamos escravos de nossa apatia? Para onde iremos? Aguardamos apenas o pastor vir nos conduzir como ovelhas para a tosquia?
Um povo que não luta, merece destino diferente?

Hélio Brummas

25.5.20

Um desqualificado na presidência da República

Que sujeito sem noção. 

Comer um cachorro quente não tem problema algum. Em tempos de pandemia, pede-se comida em casa, evita-se aglomeração.

Agora, se você é o chefe de Estado espera-se do líder da nação postura adequada, condizente com a importância do cargo. Por que este sujeito não foi visitar hospitais e apoiar profissionais da saúde? Por que não vai aos estados mais atingidos pela covid-19? Onde está sua solidariedade às milhares de vítimas levadas pela pandemia?

O comportamento deste cidadão que ocupa a presidência da república é vergonhoso, indecoroso, apesar de ser coerente com sua personalidade e inteligência medíocres.

24.5.20

2226: o ano do apocalipse

O planeta foi devastado pelo apocalipse nuclear. Mísseis supersônicos cortavam os céus carregando poderosas ogivas nucleares de leste a oeste, de norte a sul, bombardeando os alvos e incinerando tudo e todos que estivessem num raio de 100 quilômetros dos pontos alvejados.
Os ataques destruíram as potências nucleares e solaparam as condições de vida neste mundo. O aquecimento global acelerou, a terra e a água estavam contaminadas, o ar era poluído, quente e nocivo, máscaras eram necessárias para quem se arriscasse a sair de seu abrigo. Os Estados, as sociedades e suas instituições, como escolas e igrejas desapareceram, e as economias ruíram devido à guerra e à hecatombe. Os poucos sobreviventes ao horror de 2226 viviam como nômades em busca de pequenos oásis ou em comunidades isoladas e autônomas,  dirigidas por oligarcas que exerciam o controle local.

Cultivar o alimento só era possível em estufas, a terra fértil era escassa, logo havia pouca comida. Os legumes e verduras eram distribuídos ao povo pelos oligarcas, as famílias não poderiam ser em número maior que quatro pessoas. Igualmente rara eram as fontes d'água, guarnecidas pelos pretorianos. Cada pessoa tinha que trabalhar para beber 1 litro de água por dia. As pessoas ficaram magras, a pele ressecada pelo sol e sem brilho devido à desidratação, muitos perderam os cabelos, ficaram estéreis. Aqueles que alcançavam os 40 anos de idade eram anciãos.

Não havia mais fábricas, eletricidade, televisão ou internet. As opções de trabalho eram poucas: camponês, guarda pretoriano, mercador, manutenção ou prática curativa. Os desocupados eram enviados para o exílio, executados ou jogados na prisão, onde morriam. 

Ninguém sabia ao certo,  mas estima-se que a deflagração do apocalipse e suas consequências, como a fome, as epidemias e as catástrofes naturais mataram quase toda a humanidade,  alguns calculam que 9 bilhões de pessoas morreram...

O mundo mudou, está mais triste, a paisagem dominante é cinzenta, desértica,  o calor é insuportável, faz 50° graus ou mais durante o dia; 0° à noite.  As estações do ano desapareceram, bem como a maioria daa plantas e dos animais. Todo tipo de vida silvestre era algo exótico. O que poderia crescer e viver neste inferno terreno? Fora dos muros das cidades só há destroços e ruínas, um cenário desolador.

O que restou da humanidade tenta sobreviver, sem rumo certo, sem crença ou esperanças, com um futuro imprevisível. Alguns, apegados às práticas do passado,  cegos e ávidos por poder, continuam incapazes de enxergar a miséria que nossos vícios provocou. Mesmo após o fim do mundo estamos aqui,  vivos, famintos e buscando no quê acreditar para cultivar a fé em dias melhores.  

Hélio Brummas

22.5.20

Delírios e alucinações de uma realidade inexistente

Dizem aos quatro cantos que trabalho dignifica, difundem a cultura do trabalho como uma religião.
Pobre tem que trabalhar. Rico pode viajar, ir ao Velho Mundo, desfrutar da arte e da boa cultura, ócio é coisa de nobre.
Pobre tem que se matar trabalhando para fazer a fortuna dos ricos, se não trabalha é vadio, chibata no vagabundo.

*

Isolamento é uma beleza, sem contato social,  só me relaciono com a natureza.
Tenho tempo para refletir, olhar para dentro de mim,  ler, escrever e, finalmente, sorrir.
Longe da multidão, recluso em minha fortaleza, observo a abóboda celeste, vou além do firmamento,  onde permaneço só,  imerso em meus pensamentos.

**

Condições de trabalho 
Salário? Mínimo,  são tempos difíceis,  para que salário médio ou máximo? Deixe os lucros para os bancos, eles entendem disso e necessitam de muitos cobres para viver. 
Papel toalha no banheiro? Sim, mas só quando não tem sabonete líquido. 
Quando tem sabonete líquido, não tem papel toalha. Como enxugar as mãos? Use a própria camisa, ora.

***

Da situação política
Política é a arte de enganar e controlar a maioria para servir aos interesses de uma minoria parasitária, sem escrúpulos e mesquinha. A democracia é uma farsa, encenada no grande anfiteatro do Congresso Nacional. A tragédia nacional deixaria Ésquilo, Sófocles e Shakespeare no chinelo.  Nem toda a sensibilidade dos célebres autores seria capaz  de traduzir a talentosa desfaçatez de nossos atores, os quais teimam em ser eleitos e reeleitos para seus cargos públicos.

****

A arte de ignorar
E o grande orador romano, Marco Túlio Cícero, nos ensinou:
"Leva também contigo todos os teus; se não
todos, pelo menos o maior número possível. Limpa a cidade. Libertar-me-ás de um grande receio quando entre ti e mim um muro se levantar. Já não podes conviver por mais tempo connosco; não o suporto, não o tolero, não o consinto".
É isso o que penso sobre os ignorantes,  estúpidos e idiotas que me cercam e com os quais sou obrigado a dividir algum espaço. Porém,  ergo um muro para não ver e não escutar esses imbecis, vá que a idiotia seja contagiosa...

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Hélio Brummas

20.5.20

Povo preguiçoso ou povo doente?

Por bastante tempo, alguns pensadores explicavam o atraso socioeconômico do Brasil devido à preguiça inata do brasileiro. Tal atributo,  acreditavam, haviam sido herdados por nossa raça da mestiçagem,  isto é,  do cruzamento entre distintos povos. 
O diplomata francês Conde de Gobineau, que esteve no Brasil em 1870, fez a seguinte anotação sobre o povo brasileiro: "toda mulata, com sangue viciado, espírito viciado e feia de meter medo".

Esse preconceito difundido como ciência no final do século XIX ficou arraigado na cultura popular e até os dias atuais há quem acredite na validade da sentença.

A ideia do brasileiro preguiçoso foi fartamente representada na literatura nacional, para ficar em apenas dois exemplos,  lembramos de dois ícones,  como o Jeca Tatu (1914), de Monteiro Lobato e Macunaíma (1928), de Mário de Andrade.

Macunaíma queria apenas brincar e explorar a exuberância da floresta tropical, era um anti-herói.

O Jeca Tatu,  de Lobato,  tornou-se um símbolo. A caricatura pintada pelo escritor paulista mostrava o caboclo acocorado, avesso à civilização e ao progresso. 

Uma visão negativa a respeito do homem brasileiro,  sem dúvida.

Entretanto,  em 1918, Monteiro Lobato pede desculpas ao Jeca, mudara de ideia em virtude de suas novas experiências,  ampliação das redes de sociabilidade e contato com as ideias médico-sanitárias. Lobato publicou no prefácio de seu livro o pedido de desculpas, dizendo que antes ignorara o estado mórbido do caboclo. Se o Jeca era preguiçoso e improdutivo era por causa da doença,  fruto do abandono dos sertanejos pelos bacharéis da República.

Sem políticas públicas de educação e saúde,  o que restava aos camponeses,  senão o analfabetismo e as moléstias que afligiam a população,  principalmente os mais humildes e os desamparados.

Quando constatou o déficit de saúde do homem brasileiro, Monteiro Lobato com sua sensibilidade e inteligência passou a defender a revitalização de seus patrícios. Na imprensa publicava artigos, depois enfeixados em um livro - "Problema Vital" (1918) - advogando a necessidade de sanear o país. Para o criador do Jeca Tatu, o problema econômico e político derivava da falta de saúde,  afinal,  o que um povo tomado pelo amarelão ou empaludismo conseguiria produzir?

Lobato argumentava que o brasileiro era um homem como o seu semelhante italiano ou inglês, não importava a nacionalidade, mas por conta da morbidez era um homem em estado latente. Urgia tratá-lo, educá-lo e alimentá-lo para só depois cobrar-lhe a produtividade no trabalho. 

Num vasto hospital como fora diagnosticado o Brasil, nas primeiras décadas do século XX, o que esperar de uma população senão apatia e incapacidade de competir e alinhar-se aos países capitalistas centrais, cujos habitantes já contavam com hábitos de higiene e políticas de saúde?

A defesa sanitária, da educação e da saúde de Lobato e dos médicos foram clamores do século passado, contudo ecoam muito bem até hoje. O direito à saúde ainda não é para todos, metade das cidades brasileiras não possuem tratamento de esgoto e doenças  evitáveis, como a dengue, ceifam centenas de vidas anualmente. A cruzada sanitária deve seguir viva, até que possamos ter um país saudável,  sustentável e economicamente produtivo.